SANEAMENTO E SAÚDE

Mais de 20 mil famílias receberão cisternas no Semiárido

Com participação do ministro Alexandre Padilha e posse de Lenildo Morais na presidência da Fundação, autorização das Ordens de Serviço marca nova etapa de investimento superior a R$ 250 milhões em oito estados

Publicado em 18/06/2026 10:27Modificado há 12 dias
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Garantir acesso à água para milhares de famílias do Semiárido brasileiro foi o objetivo de evento realizado nesta quarta-feira (17/06), na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Brasília. A cerimônia marcou a autorização para assinatura das Ordens de Serviço que darão início à instalação de 20.976 cisternas em 498 municípios de oito estados da região.

A iniciativa conta com investimento superior a R$ 250 milhões e deverá beneficiar mais de 20 mil famílias que vivem em áreas rurais sujeitas à escassez hídrica. O evento reuniu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, autoridades federais, representantes de entidades parceiras e gestores públicos envolvidos na execução do programa. Na mesma cerimônia, Lenildo Morais tomou posse como presidente da Funasa.

As cisternas serão instaladas em municípios da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Essa tecnologia social vai permitir a captação e armazenagem de água da chuva para consumo humano, contribuindo para ampliar a segurança hídrica e melhorar as condições de vida e de saúde das comunidades atendidas.

Ação contra mudanças climáticas

A autorização das Ordens de Serviço representa o início da fase de implantação de uma das maiores ações de acesso à água conduzidas pela Funasa. Para milhares de famílias do Semiárido, a chegada da cisterna significa mais segurança no abastecimento, redução da dependência de fontes precárias de água e melhores condições para enfrentar os períodos de estiagem e os efeitos das mudanças climáticas. “Levar água ao povo do Semiárido brasileiro é uma das ações mais importantes para o enfrentamento atual do impacto das mudanças climáticas, que aumenta a temperatura média, aumenta o risco de seca e leva a situações de enchentes onde não existiam”, afirmou Alexandre Padilha. 

Ele lembrou que a Funasa sempre teve um papel histórico no país para o enfrentamento de doenças infecciosas provocadas pela falta de saneamento. “As mudanças climáticas trazem um novo desafio para o saneamento, que é a garantia de água com qualidade, resiliente às tragédias climáticas, e que cuide das populações mais vulneráveis aos impactos da seca ou das enchentes provocadas por essas mudanças. Essa ação da Funasa é mais uma das ações do AdaptaSUS, que é a adaptação do Sistema Único de Saúde para o enfrentamento às mudanças climáticas”, acrescentou o ministro.

Critérios priorizam vulneráveis

A nova etapa de implantação das cisternas é resultado de um processo iniciado em 2025 pela Fundação, com a seleção pública dos municípios aptos a receber as tecnologias. Ao final da etapa de habilitação, foram contemplados 498 municípios distribuídos pelos oito estados participantes do programa.

A definição dos beneficiários seguiu critérios voltados ao atendimento de populações em situação de maior vulnerabilidade social. A prioridade foi para famílias em situação de vulnerabilidade – como aquelas chefiadas por mulheres, com pessoas com deficiência, inscritas no CadÚnico ou em comunidades quilombolas.

“Os mais carentes, as populações vulneráveis precisam de saneamento. Como esses anúncios que nós estamos fazendo aqui. São 21 mil cisternas para o norte de Minas e outros estados do semiárido do Nordeste”, destacou o presidente da Funasa. 

Antes da autorização das obras, equipes técnicas da Funasa realizaram etapas de análise e validação das propostas e dos locais previstos para implantação das estruturas, assegurando o atendimento aos requisitos estabelecidos pelo programa.

Além de ampliar o acesso à água para consumo humano, a iniciativa contribui para a prevenção de doenças relacionadas à falta de abastecimento adequado e reforça as ações de saúde ambiental desenvolvidas pela Funasa em comunidades rurais, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Com o início da implantação das 20.976 cisternas, a Fundação avança em uma ação que levará mais segurança hídrica, saúde e qualidade de vida a milhares de famílias do Semiárido brasileiro.

Segundo Lenildo Morais, a Funasa também está finalizando outros processos para atender populações vulneráveis com saneamento e saúde ambiental. “Vamos entregar em breve vários projetos de abastecimento para atender a Amazônia, para atender o Nordeste brasileiro, para atender outras regiões do país. São processos importantíssimos para aquelas pessoas que estão em situação de vulnerabilidade e que estão precisando de água”, anunciou.

Desafio da Funasa

Após tomar posse na presidência da Fundação, ele salientou que o Brasil tem um déficit de quase 4 milhões de banheiros, principalmente na zona rural e nas cidades de até 50 mil habitantes, além das periferias de grandes cidades. “Então, nós temos uma missão muito árdua aqui dentro, mas eu gosto de desafio”, afirmou. 

Morais lembrou que, ao ser convidado pelo ministro Alexandre Padilha, obteve a garantia de que o trabalho na Funasa seria para o presente e o futuro da instituição. “É para agora e para o futuro. Ou seja, ninguém vai ousar e tentar extinguir a Funasa mais. O Ministério da Saúde está nos dando apoio incondicional, nos dando condições para que a gente possa fazer e desenvolver as nossas ações na Funasa”, destacou.

Contato para a imprensa:

Comunicação – Funasa

E-mail: imprensa@funasa.gov.br

Telefone: (61) 3314-6428

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