Visitas técnicas verificam cisternas, sistema de esgoto e de tratamento de água na Paraíba
Em Cacimbas, equipes orientaram famílias sobre uso e manutenção dos reservatórios; em Santo André, vistoriaram a estrutura de coleta e tratamento de esgoto; já em Boa Ventura foi feita uma verificação do funcionamento do SALTA-z

Equipes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) realizaram visitas técnicas, na terça (22), na quarta (23) e na sexta-feira (25), a sistemas de abastecimento e tratamento de água e esgotamento sanitário no Sertão Paraibano. Em Cacimbas, o trabalho incluiu a vistoria de cisternas e orientações às famílias sobre o uso e a manutenção dos equipamentos. Em Santo André, a equipe verificou as estruturas de coleta e tratamento de esgoto. Por fim, houve também uma vistoria no funcionamento do SALTA-z integrada ao sistema de abastecimento de água em Boa Ventura.
Em Cacimbas, o grupo visitou comunidades atendidas por um projeto de instalação de 150 cisternas, desenvolvido com a Central das Associações Comunitárias do Município de Cacimbas e Região (Camec). Cada reservatório tem capacidade para 16 mil litros e atende uma moradia com até quatro integrantes. Juntas, as cisternas podem armazenar até 2,4 milhões de litros de água da chuva para cerca de 600 pessoas.
Conservação de cisternas - A visita incluiu treinamento dos usuários para a utilização do sistema e os cuidados necessários à conservação dos equipamentos. As cisternas armazenam água para uso das famílias durante a estiagem em uma região que enfrenta situação de emergência devido à seca.
Em períodos de menor disponibilidade de água, as prefeituras também podem complementar o abastecimento por meio de carros-pipa. A orientação às famílias ocorre antes do período em que as chuvas são mais frequentes na região, entre dezembro e fevereiro.
Esgotamento sanitário - Já em Santo André, a equipe vistoriou o sistema de esgotamento sanitário concluído no município. A estrutura reúne 3,6 quilômetros de rede coletora, 310 ligações residenciais, estação elevatória e Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O tratamento inclui uma etapa preliminar com caixa de areia e lagoas de estabilização anaeróbia, facultativa e de maturação.
O sistema foi construído por meio de convênio, com investimento total de aproximadamente R$ 7,72 milhões, provenientes dos governos municipal, estadual e federal. A vistoria técnica permite verificar as condições da estrutura e as etapas necessárias ao seu funcionamento. Após o tratamento, o efluente poderá ser destinado a atividades agrícolas compatíveis, como o cultivo de milho, sorgo, palma e capim, desde que sejam atendidas as condições técnicas exigidas para esse uso.
Tratamento de água – Por fim, representantes da Fundação estiveram no Conjunto Habitacional Dinamérico Pinto, localizado na comunidade Sítio Várzea da Cruz, zona rural do município de Boa Ventura, para verificar o funcionamento da Solução Alternativa Coletiva Simplificada de Tratamento de Água com Zeólita (SALTA-z), implantado há 6 anos na comunidade. Apenas nesse povoado, cerca de 1,5 mil litros de água são tratados por dia, quantidade essa que abastece quase 60 domicílios com 40 litros do líquido diariamente.
Desenvolvida por funcionários da Superintendência Estadual da Funasa no Pará (Suest-PA), ela é uma tecnologia de baixo custo para a purificação da água, voltada ao atendimento de pequenas comunidades isoladas que não possuem acesso à água potável e onde a água bruta disponível apresenta teores elevados de ferro, manganês ou turbidez.
As visitas contaram com a participação do presidente da Funasa, Lenildo Morais, e do diretor do Departamento de Engenharia de Saúde Pública (Densp), José Antônio da Motta Ribeiro.