Visita técnica define equipamentos para análises de água do Rio Doce no ES
Diagnóstico com AgSUS em laboratório da Funasa orienta adequações físicas para o local; proposta em discussão com a Ufes prevê pesquisa e visitação de estudantes
Representantes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) avaliaram, nessa terça-feira (29), em Vitória (ES), a estrutura da Unidade Regional de Controle da Qualidade da Água (URCQA), da Superintendência Estadual da Funasa no Espírito Santo (Suest-ES). O trabalho definiu os equipamentos e sua distribuição no laboratório, além das necessidades de reformas e ampliações para realizar análises de água do Rio Doce.
Segundo o coordenador-geral de Ações Estruturantes em Saneamento e Saúde Ambiental (CGSAM) da Funasa, Artur Moret, a definição técnica ocorreu durante os trabalhos de segunda (28) e terça-feira (29). A seleção dos equipamentos busca permitir análises dos parâmetros previstos na Portaria GM/MS nº 888/2021, que trata dos procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e do padrão de potabilidade.
A proposta inclui equipamentos de alta complexidade e sensibilidade, como espectrofotômetro. A localização dos aparelhos foi considerada no planejamento dos ambientes e das condições de acesso à unidade. O arquiteto Fábio Savastano, da AgSUS, participou do diagnóstico e do levantamento das necessidades técnicas, acompanhado da química Roberta Frinhani, representante da Ufes, e de Tiago Dantas, da Divisão de Saúde Ambiental da Suest-BA.
O planejamento prevê separar os espaços conforme as atividades e as restrições de acesso. As áreas com equipamentos mais sensíveis terão circulação restrita, enquanto outros ambientes poderão receber visitantes. Essa organização está relacionada à proposta de utilizar o laboratório também para pesquisas e atividades com estudantes.
Prazos de obras e funcionamento - De acordo com Artur, a estimativa é que o começo das obras e do processo de aquisição dos equipamentos seja em até um mês. Além disso, a expectativa é de que dure entre quatro e seis meses para sejam reunidos equipamentos e recrutados profissionais necessários ao funcionamento do laboratório nas análises do Rio Doce. “A data de início ainda não está fechada porque depende da disponibilização de logística pela AgSUS”, explicou Artur.
Na divisão de responsabilidades relatada pelo coordenador-geral da CGSAM, a AgSUS ficará encarregada da manutenção do laboratório e da instalação dos equipamentos, enquanto a Funasa realizará as coletas e as análises. A visita também incluiu uma conversa com a Ufes sobre uma possível cooperação para compartilhar o espaço e apoiar a gestão da unidade.
A proposta em discussão com a universidade contempla pesquisas, visitação e atividades com estudantes. O formato da cooperação com a Ufes permanece em negociação, com a possibilidade da participação de responsáveis técnicos da instituição na rotina do laboratório.
Qualidade da Água - A URCQA é uma unidade especializada em análises físico-químicas e microbiológicas da água para consumo humano. Sua atuação abrange o apoio a municípios e serviços de abastecimento sem laboratórios próprios estruturados, além do controle da qualidade da água em comunidades quilombolas e de atividades em campo com unidades móveis.
As visitas técnicas ocorreram no intervalo entre a quarta e a quinta operações da campanha Funasa Presente no Rio Doce, que monitora a qualidade da água para consumo humano em municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo na bacia atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015. A quinta operação tem previsão de realização entre o final de outubro e o início de novembro, com capacitação e nivelamento técnico das equipes no laboratório do Cisab-ES, em Colatina (ES).


