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PROGRAMA BRASIL-ANGOLA
Rede Ebserh recebe mais 255 profissionais angolanos em programa de formação em saúde
São Paulo (SP) – A Aula Inaugural do Programa Brasil-Angola de Formação em Saúde - Ciclo 2026 - foi realizada nesta terça-feira (10), no Teatro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em formato híbrido, com transmissão ao vivo para instituições formadoras e profissionais angolanos. A solenidade marcou o início das atividades do novo grupo que ingressou nas formações a partir de fevereiro deste ano e contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro.
Padilha, ressaltou que a iniciativa representa uma cooperação baseada na troca de experiências e no respeito à soberania dos países. “Este momento simboliza muito mais do que o início de um novo ciclo, ele reafirma um compromisso histórico, político e humano entre Brasil e Angola. A formação de recursos humanos em saúde é prioridade estratégica do Estado brasileiro e do SUS e fortalece o papel do Brasil na cooperação do Sul Global”, afirmou.
A ministra da Saúde de Angola, Silvia Lutucuta, endossou, dizendo que Angola tem investido na formação de profissionais e na ampliação da infraestrutura de saúde: “Programas como este fortalecem os recursos humanos e contribuem diretamente para proteger o bem mais precioso: a vida”.
Integrando a mesa de abertura, o presidente da Ebserh destacou o papel estratégico da estatal na execução do programa. Segundo ele, um dos diferenciais da iniciativa é a construção conjunta das formações, alinhadas às necessidades apresentadas por Angola. “É um processo de troca e crescimento mútuo. Estamos à disposição para recebê-los nos hospitais universitários para ensinar, aprender e qualificar nossos sistemas de saúde, formando profissionais a partir das necessidades da população”, disse Arthur Chioro.
Somando experiências
No âmbito da Ebserh, 29 hospitais universitários federais e a Administração Central estão recebendo 255 profissionais angolanos neste novo ciclo. Lançado oficialmente em abril de 2024, o Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde Brasil-Angola tem como objetivo fortalecer o sistema público de saúde angolano por meio da qualificação técnica, científica e profissional em instituições brasileiras. Entre 2024 e 2026, a Ebserh contabiliza 454 vagas preenchidas.
A iniciativa é implementada sob coordenação institucional da Agência Brasileira de Cooperação, em parceria técnica com o Ministério da Saúde e Ebserh, que, em conjunto, mobilizam uma ampla rede de instituições públicas formadoras (universidades, hospitais e secretarias de saúde).
A iniciativa conta com diferentes modalidades de capacitação, incluindo fellowship (nos moldes de residência ou formação em serviço), especializações, mestrado, doutorado, cursos de aperfeiçoamento, estágios técnicos e atividades de ensino à distância.
Para o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador Ruy Carlos Pereira, o programa se destaca pelo alcance e potencial transformador. “Trata-se de uma iniciativa única no Sul Global, pela capacidade de mobilização e pelo impacto estruturante no sistema de saúde angolano”, destacou.
Evento
A programação incluiu ainda a assinatura do Plano de Trabalho 2026, o lançamento do Manual das Instituições Formadoras e do Manual do Estudante, além da apresentação de curso online sobre Introdução ao Sistema Único de Saúde (SUS) e chamada temática para submissão de manuscritos sobre experiências e desafios do programa.
Durante a solenidade, quatro instituições participantes do ciclo 2025 receberam, de forma simbólica, certificado de honra ao mérito, incluindo o Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA), administrado pela Ebserh.As demais instituições também receberão posteriormente.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Danielle Morais, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh