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Censipam testa primeiro sistema totalmente nacional para detecção de manchas de óleo no mar
Brasília (DF), 4 de março de 2026 — O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), realizou nesta terça-feira (4) um treinamento técnico-operacional para capacitar servidores no uso do SIPAM Mar, primeiro sistema brasileiro desenvolvido especificamente para detectar manchas de óleo no mar. A ferramenta, em fase final de implantação, promete ampliar a capacidade nacional de monitoramento ambiental e de resposta a incidentes de poluição hídrica.
O sistema já está disponível em ambiente web e integra imagens de radar com recursos de inteligência artificial, capazes de identificar automaticamente indícios de óleo na superfície do mar. A solução oferece suporte técnico para decisões estratégicas de órgãos responsáveis pela proteção ambiental e pela segurança marítima.
Segundo o coordenador do projeto, professor André Telles da Cunha Lima, da UFBA, o SIPAM Mar representa um avanço tecnológico para o país. “Trata-se do primeiro sistema 100% nacional desenvolvido para esse tipo de detecção. A única etapa que depende de fontes externas é o acesso a dados internacionais necessários para a identificação das manchas”, explicou.
O professor Carlos Alessandre Domingos Lentini destacou que o sistema utiliza modelos matemáticos avançados e algoritmos neurais exclusivos desenvolvidos para classificar manchas de óleo em imagens de radar. A solução combina inteligência artificial com modelos computacionais sofisticados, voltados especificamente para o monitoramento ambiental marinho.
A coordenadora-geral de Monitoramento Ambiental do Censipam, Edileuza de Melo Nogueira, ressaltou que a tecnologia permitirá maior agilidade na resposta a possíveis incidentes. “Esse sistema fornecerá dados em tempo real, facilitando o monitoramento por instituições ambientais e pela Marinha. Isso permitirá decisões rápidas e embasadas em caso de derramamentos de óleo”, afirmou.
A equipe envolvida no projeto destaca que a ferramenta poderá ser decisiva em episódios futuros de contaminação marinha, ampliando a capacidade de detecção precoce e resposta rápida a emergências ambientais. Entre os próximos avanços previstos está a possibilidade de ampliar o sistema para identificar embarcações não colaborativas, o que poderá fortalecer ações de fiscalização marítima e combate a atividades ilegais no mar.
O treinamento ocorreu na sede do Censipam, em Brasília, e reuniu especialistas das áreas de monitoramento ambiental, tecnologia da informação e gestão institucional do órgão, além de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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Pela Coordenação-Geral de Monitoramento Ambiental, participaram a coordenadora-geral Edileuza de Melo Nogueira, o Capitão de Corveta (EN) Vítor Carvalho, coordenador da COAMAZUL, os servidores Ulisses Guimarães, Lucas Silva, Gabriel Bastos, Ariel Gamba e o Primeiro-Sargento (HN) Alexandre Batista, além dos estagiários Arthur Fernandes, Yasmin Moreira e Dylan Cavalcante.
Representando a Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação, participaram o coordenador-geral Enedelson Damaceno e os servidores Warley Almeida e Mariana Gonzaga. Pela Coordenação de Integridade e Gestão, participou o servidor Normando Perazzo.
A atividade também permitiu avaliar possíveis ajustes técnicos para a plena integração do sistema à infraestrutura tecnológica do Censipam.
Da Universidade Federal da Bahia , participaram os professores André Telles Da Cunha Lima, Carlos Alessandre Domingos Lentini e Luís Felipe Ferreira de Mendonça.
A entrega final do projeto está prevista para o fim de 2026, quando o país deverá contar com um produto robusto e estratégico para fortalecer a proteção ambiental e a segurança das águas brasileiras.
Por Cleber Ribeiro
Fotos: Censipam / CCOM
Coordenação de Comunicação Social
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