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Censipam reúne especialistas em Porto Velho para analisar cheias na Amazônia em 2026
Porto Velho, RO. Em 5/3/2026 - O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) realizou, nesta quinta-feira (5), em Porto Velho (RO), o evento “Pré-Cheia: Análise e Prognóstico Hidrometeorológico para 2026”. O encontro reuniu especialistas e representantes de órgãos públicos para avaliar as condições climáticas das bacias amazônicas e projetar o comportamento das cheias neste ano.
Promovido pelo Núcleo de Hidrologia do Censipam, o encontro teve como objetivo fortalecer o monitoramento e a previsão de riscos hidrológicos, ampliando a integração entre instituições que atuam na gestão de desastres naturais e no planejamento de ações preventivas. As análises apresentadas no evento subsidiam a tomada de decisões de órgãos responsáveis por infraestrutura, transporte, geração de energia e proteção ambiental.
Ao realizar a abertura do evento, o secretário-geral adjunto Miguel Ragone afirmou ser uma grande satisfação participar do encontro e cumprimentou os integrantes da mesa, nas pessoas do diretor-geral do CENSIPAM, Richard Nunes, e do gerente regional Caê, além dos demais participantes. Ele também saudou os presentes, entre militares das Forças Armadas, integrantes das forças auxiliares, representantes das Defesas Civis e órgãos parceiros. Ragone destacou que comparecia ao evento com o objetivo de aprender mais sobre os processos de previsibilidade das cheias e reforçou a importância da união de esforços entre as instituições. Ao recordar as enchentes ocorridas em Minas Gerais, mencionou que, em uma reportagem, chegou a reconhecer a casa de sua avó na localidade atingida, ressaltando que, pouco antes do episódio, a Defesa Civil havia alertado a população, evitando vítimas. Para ele, esse exemplo demonstra que o trabalho preventivo precisa ser valorizado, pois não se trata de “bola de cristal”, mas da capacidade de identificar riscos e atuar de forma integrada para proteger vidas. O secretário também destacou que muitas dessas ações começam com um preparo prévio que nem sempre é conhecido pela sociedade e afirmou sentir-se orgulhoso de acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pelo CENSIPAM e pelos demais parceiros. O Diretor-Geral do CENSIPAM, Richard Nunes, ressaltou que o encontro se reveste de especial importância, pois a Amazônia depende essencialmente dos rios: é por meio deles que se estabelece grande parte da logística regional e por onde flui a própria dinâmica de vida da população amazônica.O diretor destacou também que os eventos de cheia na região amazônica estão frequentemente associados a fenômenos climáticos globais e a mudanças que vêm sendo observadas ao longo dos anos. Segundo ele, muitos desses episódios também se repetem de forma cíclica, influenciados por padrões climáticos como El Niña e la Niña, que se alternam em função das condições das águas do Oceano Pacífico. “Precisamos compreender bem esses ciclos para que possamos nos antecipar e aprimorar nossa capacidade de preparação e resposta”, afirmou.
Nesse contexto, explicou que o evento permite ao CENSIPAM apresentar os sistemas utilizados, a metodologia aplicada no monitoramento e na análise dos dados hidrológicos, além de demonstrar como essas informações podem ser utilizadas pelos diversos órgãos parceiros para subsidiar decisões e adoção de medidas preventivas.
O analista de Ciência e Tecnologia Flávio Altieri, da sede regional do CENSIPAM em Belém (PA), explicou que, desde 2017, o Centro vem implementando o projeto Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta Hidrometeorológicos (Sipam Hidro). Segundo ele, a plataforma reúne dados hidrometeorológicos e gera informações estratégicas que são disponibilizadas às Defesas Civis e demais órgãos parceiros, permitindo acompanhar o monitoramento dos rios e elaborar prognósticos de cheia e seca na região. Essas informações contribuem para subsidiar o planejamento e a adoção de medidas preventivas pelas autoridades responsáveis pela gestão de riscos e desastres.O evento reuniu profissionais de diversas instituições governamentais e não governamentais para avaliar dados hidrometeorológicos atualizados e elaborar prognósticos sobre o período de cheia nas bacias amazônicas em 2026. O debate incluiu análises de precipitação, níveis dos rios e impactos potenciais para comunidades e setores econômicos da região.
Entre os participantes estão representantes das Defesas Civis estaduais e municipais da Amazônia Legal, além de órgãos ligados às áreas de hidrologia, meteorologia, geração de energia, transporte fluvial e rodoviário, secretarias de meio ambiente, administrações portuárias e a comunidade acadêmica.
A iniciativa buscou ampliar a cooperação entre instituições e promover uma gestão mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos na Amazônia. Ao integrar informações científicas e operacionais, o encontro contribuiu para aprimorar a capacidade de previsão e resposta diante de eventos extremos, fortalecendo a preparação das autoridades e da sociedade para o período de cheia na região.Saiba mais em https://www.youtube.com/watch?v=WFliUtqmiMY
Por Cleber Ribeiro
Fotos: Censipam / CCOM
Coordenação de Comunicação Social
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia
(61) 3312-9000
Categoria
Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Defesa Civil, Amazônia
Tags: Distrito Federal



