Censipam realiza o monitoramento da proliferação de algas na Baía do Marajó (PA)

Área abrange os municípios de Barcarena, Abaetetuba e Ponta das Pedras, no Pará

Publicado em 12/05/2021 00:00Modificado em 27/09/2024 11:33
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Brasília, 12/05/2021 – Analistas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) realizaram uma análise histórica, a partir do monitoramento por satélite da Baía do Marajó (PA), utilizando sensores óticos e coleta de informações no período de novembro de 2020 a fevereiro de 2021. O estudo foi solicitado pelo Ministério Público Federal (MPF) após a explosão de algas no Rio Pará identificada pelo Instituto Evandro Chagas (IEC).

Os pesquisadores analisaram a região dos municípios de Barcarena, Abaetetuba e Ponte das Pedras, no Pará, a fim de detectar a origem desse fenômeno ambiental que tem impacto na saúde da população local. “O monitoramento técnico-científico adequado é importante para proteger as comunidades que utilizam diretamente as águas do rio Pará para consumo diário e atividades de pesca”, explicou a assessora e responsável pelo projeto de hidrologia espacial do Censipam, Daniela Guimarães.

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Os pesquisadores analisaram as imagens utilizando o Índice Espectral de Clorofila por Diferença Normalizada (NDCI), que estima a presença de clorofila-a em águas opticamente complexas. Na prática, ele é um indicativo de possível presença de matéria orgânica na água.

Utilizando imagens Sentinel-2, foi possível identificar que houve intensidade de floração algal de baixa a média na região da Baía do Marajó entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021, com a maior intensidade tendo sido observada em dezembro de 2020. A série histórica da coleção de imagens Sentinel-2 de 2018 a 2021 mostrou que houve NDCI positivo na região também em outros meses (principalmente entre agosto e fevereiro).

Ainda assim, a coleção não observou o fenômeno de explosão algal para nenhuma data. Isto não quer dizer que não houve de fato explosão algal, mas pode estar atrelado a uma dinâmica de ocorrência de floração menor que o período de revisita do satélite (5 dias).

Por Juliana Mota
Foto: Divulgação Censipam

Assessoria de Comunicação do Censipam
Secretaria-Geral/Ministério da Defesa
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