Censipam fortalece capacidade de resposta a incidentes cibernéticos com atuação integrada em Brasília, Belém e Manaus
Equipes do órgão participaram do Exercício Guardião Cibernético 8.0, que reuniu mais de 1.300 participantes de cerca de 300 organizações e representantes de 14 países
Brasília (DF), 28/10/2026 –O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) participou do Exercício Guardião Cibernético 8.0, realizado entre os dias 21 e 25 de setembro, com equipes atuando simultaneamente em Brasília (DF), Belém (PA) e Manaus (AM). A participação integrada permitiu aos profissionais das três unidades exercitar procedimentos de prevenção, gerenciamento de crises e resposta a incidentes cibernéticos, contribuindo para o aperfeiçoamento da segurança dos sistemas e da continuidade dos serviços estratégicos utilizados pelo órgão no cumprimento de sua missão de proteção da Amazônia Legal e da Amazônia Azul.
Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), do Exército Brasileiro, no âmbito do Ministério da Defesa, o exercício reuniu mais de 1.300 participantes, cerca de 300 organizações públicas e privadas e representantes de 14 países. Considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul, o Guardião Cibernético 8.0 foi desenvolvido simultaneamente em sete polos: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Belém e Manaus, com sede principal na Escola Superior de Defesa (ESD), na capital federal.
Durante os cinco dias de atividades, as equipes do Censipam enfrentaram situações simuladas envolvendo ataques a sistemas, vazamento de informações, comprometimento de credenciais, fraudes digitais e tentativas de extorsão cibernética. Os cenários exigiram decisões coordenadas entre profissionais das áreas de tecnologia da informação, comunicação social, assessoria jurídica e gestão, reproduzindo desafios que podem comprometer a segurança das informações e a continuidade das operações institucionais.
A participação descentralizada representou uma oportunidade de ampliar a integração entre o Centro de Coordenação-Geral, em Brasília, e os Centros Regionais de Belém e Manaus, além de fortalecer a cooperação com instituições civis e militares envolvidas na proteção de infraestruturas críticas e serviços essenciais.

Atuação integrada e resposta a incidentes
O Censipam participou do exercício com três equipes, distribuídas entre a Escola Superior de Defesa e os polos de Belém e Manaus. A organização dos grupos contemplou diferentes especialidades, reunindo profissionais responsáveis pela gestão de crises, análise jurídica, comunicação institucional, segurança da informação e resposta técnica a incidentes.
As atividades foram desenvolvidas em duas modalidades complementares. Na simulação construtiva, os participantes receberam problemas cibernéticos simulados e precisaram avaliar riscos, estabelecer prioridades, definir medidas de resposta e administrar os possíveis impactos institucionais. Na simulação virtual, especialistas atuaram na identificação de vulnerabilidades e na resolução de desafios técnicos em ambientes digitais controlados.
Os cenários abrangeram seis setores estratégicos: energia, transportes, recursos hídricos, comunicações, biossegurança e economia. As situações foram adaptadas às características das organizações participantes, permitindo avaliar procedimentos e exercitar a tomada de decisão diante de ocorrências simultâneas e de diferentes níveis de complexidade.
Para o Censipam, cuja atuação depende de sistemas de informação, infraestrutura tecnológica e integração de dados para o monitoramento da Amazônia, a preparação para incidentes cibernéticos constitui um componente importante da segurança institucional e da continuidade de suas atividades.
Brasília: coordenação e integração institucional
Na Escola Superior de Defesa, em Brasília, servidores do Centro de Coordenação-Geral participaram das simulações e das atividades de integração com representantes das Forças Armadas, órgãos governamentais, instituições de pesquisa, universidades e empresas de setores estratégicos.
A atuação envolveu a análise de ocorrências, o compartilhamento de informações e a aplicação de procedimentos de resposta a incidentes, em um ambiente que exigiu articulação entre diferentes áreas técnicas e administrativas.
O Diretor-Geral do Censipam, General de Exército Richard Fernandez Nunes, presidiu a mesa de abertura do exercício e destacou a evolução da iniciativa desde sua primeira edição, realizada em 2018.
“É uma grande satisfação participar de um evento como este, de grande envergadura, que chega à sua oitava edição. Isso nos permite refletir sobre o pioneirismo de 2018, que hoje dá espaço à consolidação de uma iniciativa cada vez mais abrangente e participativa”, afirmou.
Na ocasião, o Comandante de Defesa Cibernética, General de Divisão Jacy Barbosa Júnior, apresentou aspectos relacionados ao crescimento do exercício e à ampliação da participação de instituições nacionais e estrangeiras.
O Diretor-Geral também ressaltou a importância da presença do Censipam nos polos da região Norte, ampliando o envolvimento dos profissionais que atuam diretamente na Amazônia.
“Para o Censipam, ter hubs em Belém e Manaus trouxe uma oportunidade ainda maior de participação. Agradeço à direção do exercício por permitir que o Centro se integrasse de maneira ainda mais efetiva, não somente em Brasília, mas também em Belém e Manaus”, destacou.

Belém: cooperação para a segurança cibernética na Amazônia
No Centro Regional de Belém (CR-BE), a participação ocorreu no polo instalado na capital paraense, sob coordenação local do Exército Brasileiro, por meio do Comando Militar do Norte.
A equipe integrou as atividades de simulação e resposta a incidentes, em conjunto com representantes de organizações públicas e privadas, com foco no aperfeiçoamento de protocolos de segurança e no fortalecimento da atuação coordenada diante de ameaças digitais.
As atividades abordaram situações com potencial de comprometer infraestruturas críticas, incluindo sistemas de energia, transportes, telecomunicações e serviços financeiros. Os participantes exercitaram procedimentos de identificação de ameaças, compartilhamento de informações e adoção de medidas destinadas a reduzir os impactos de possíveis ataques cibernéticos.
A participação do Centro Regional de Belém também contribuiu para ampliar o intercâmbio de conhecimentos com outras instituições presentes na região amazônica, especialmente diante dos desafios relacionados à transformação digital, à crescente interconexão de sistemas e ao emprego de novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, em ameaças cibernéticas.
A experiência reforçou a importância da cooperação interinstitucional para a proteção das informações estratégicas e para a manutenção da capacidade operacional dos órgãos que atuam na Amazônia.

Manaus: equipe multidisciplinar enfrenta cenários de crise
Em Manaus, seis profissionais do Centro Regional (CR-MN) participaram do exercício nas dependências da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A inclusão do polo de Manaus nesta edição ampliou a presença do Guardião Cibernético na região Norte e aproximou as simulações da realidade operacional das instituições que atuam na Amazônia.
A equipe foi coordenada por Antônio Luiz Guimarães Silva Lucena, na função de gerente-executivo, e contou com Ailton Cortez, especialista em proteção cibernética; Leonardo Rodrigues Garcia de Sena, especialista em tecnologia da informação; Shelton Furtado Salazar, controlador da linha do tempo; Paulo Raimundo Costa Braga Júnior, responsável pela área jurídica; e Heloysa Souza Bastos, representante da Comunicação Social.
Ao longo da semana, os participantes enfrentaram uma sequência de incidentes simulados, iniciada com alertas de ataques cibernéticos em larga escala e comprometimento de contas de dirigentes. Nos dias seguintes, os cenários evoluíram para vazamento de dados, manipulação de sistemas financeiros, emissão de ordens falsas atribuídas à direção, divulgação indevida de informações em fóruns da internet e tentativa de extorsão mediante exigência de pagamento em criptomoedas.
A complexidade das ocorrências exigiu respostas simultâneas em diferentes frentes. Enquanto os especialistas em tecnologia da informação avaliavam vulnerabilidades e medidas de contenção, a área jurídica examinava implicações legais, incluindo aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A Comunicação Social, por sua vez, trabalhou na elaboração de notas à imprensa, comunicados internos e estratégias de gerenciamento de crise de imagem.
A dinâmica evidenciou a necessidade de integração entre competências técnicas, administrativas e institucionais, demonstrando que a resposta a um incidente cibernético ultrapassa a dimensão tecnológica e envolve decisões capazes de afetar diferentes áreas de uma organização.
Lições aprendidas e aperfeiçoamento institucional
Além da capacitação dos profissionais, a participação no Guardião Cibernético 8.0 possibilitou ao Censipam avaliar procedimentos internos e identificar oportunidades de aprimoramento em sua preparação para incidentes de segurança digital.
Entre os aspectos observados durante a avaliação das atividades, destacou-se a importância de fortalecer a integração entre as etapas de identificação, análise, tomada de decisão e resposta técnica aos incidentes, de modo a aproximar os níveis estratégico e operacional.
O exercício também evidenciou a relevância de mecanismos estruturados de avaliação e retorno sobre as decisões adotadas, permitindo identificar boas práticas, soluções efetivas e procedimentos que possam ser aperfeiçoados.
No âmbito institucional, as lições aprendidas reforçaram a importância da consolidação do planejamento estratégico, do aprimoramento da gestão de riscos e do desenvolvimento de medidas voltadas à continuidade das atividades essenciais. O Plano de Resposta a Incidentes do Censipam foi utilizado como referência durante as simulações e atendeu às finalidades previstas para o treinamento.
A experiência também demonstrou a necessidade de manter profissionais de diferentes especialidades preparados para atuar de maneira coordenada, especialmente em situações que exigem decisões rápidas, comunicação eficiente e gerenciamento de informações em ambientes de elevada pressão.
Segurança cibernética e proteção da Amazônia
A participação simultânea das equipes de Brasília, Belém e Manaus no Exercício Guardião Cibernético 8.0 reforça a importância da preparação institucional para enfrentar ameaças digitais que possam afetar sistemas e serviços estratégicos.
Responsável por produzir, integrar e disponibilizar informações destinadas ao monitoramento e à proteção da Amazônia Legal e da Amazônia Azul, o Censipam utiliza recursos tecnológicos e sistemas especializados que demandam medidas permanentes de segurança, prevenção e continuidade operacional.
Nesse contexto, o exercício proporcionou uma oportunidade de capacitação, intercâmbio de experiências e aperfeiçoamento de procedimentos, contribuindo para o fortalecimento da capacidade de resposta do órgão e de sua integração com outras instituições.
A experiência adquirida pelas três equipes constitui um subsídio para o aprimoramento contínuo dos processos de segurança cibernética do Censipam, em apoio à proteção das informações e à continuidade dos serviços prestados à sociedade brasileira.
Por Cleber Ribeiro com informações de Heloysa Bastos e Sandro Pisetta
Fotos: NUCOM/Censipam
Núcleo de Comunicação Social
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia
Ministério da Defesa
(61) 3312-9000