Censipam fortalece capacidade de resposta a incidentes cibernéticos com atuação integrada em Brasília, Belém e Manaus

Equipes do órgão participaram do Exercício Guardião Cibernético 8.0, que reuniu mais de 1.300 participantes de cerca de 300 organizações e representantes de 14 países

Publicado em 28/10/2026 17:37Modificado em 05/11/2026 13:15
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Brasília (DF), 28/10/2026 –O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) participou do Exercício Guardião Cibernético 8.0, realizado entre os dias 21 e 25 de setembro, com equipes atuando simultaneamente em Brasília (DF), Belém (PA) e Manaus (AM). A participação integrada permitiu aos profissionais das três unidades exercitar procedimentos de prevenção, gerenciamento de crises e resposta a incidentes cibernéticos, contribuindo para o aperfeiçoamento da segurança dos sistemas e da continuidade dos serviços estratégicos utilizados pelo órgão no cumprimento de sua missão de proteção da Amazônia Legal e da Amazônia Azul.

Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), do Exército Brasileiro, no âmbito do Ministério da Defesa, o exercício reuniu mais de 1.300 participantes, cerca de 300 organizações públicas e privadas e representantes de 14 países. Considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul, o Guardião Cibernético 8.0 foi desenvolvido simultaneamente em sete polos: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Belém e Manaus, com sede principal na Escola Superior de Defesa (ESD), na capital federal.

Durante os cinco dias de atividades, as equipes do Censipam enfrentaram situações simuladas envolvendo ataques a sistemas, vazamento de informações, comprometimento de credenciais, fraudes digitais e tentativas de extorsão cibernética. Os cenários exigiram decisões coordenadas entre profissionais das áreas de tecnologia da informação, comunicação social, assessoria jurídica e gestão, reproduzindo desafios que podem comprometer a segurança das informações e a continuidade das operações institucionais.

A participação descentralizada representou uma oportunidade de ampliar a integração entre o Centro de Coordenação-Geral, em Brasília, e os Centros Regionais de Belém e Manaus, além de fortalecer a cooperação com instituições civis e militares envolvidas na proteção de infraestruturas críticas e serviços essenciais.

Participação do Censipam na sede principal do exercício, em Brasília.
Participação do Censipam na sede principal do exercício, em Brasília.

Atuação integrada e resposta a incidentes

O Censipam participou do exercício com três equipes, distribuídas entre a Escola Superior de Defesa e os polos de Belém e Manaus. A organização dos grupos contemplou diferentes especialidades, reunindo profissionais responsáveis pela gestão de crises, análise jurídica, comunicação institucional, segurança da informação e resposta técnica a incidentes.

As atividades foram desenvolvidas em duas modalidades complementares. Na simulação construtiva, os participantes receberam problemas cibernéticos simulados e precisaram avaliar riscos, estabelecer prioridades, definir medidas de resposta e administrar os possíveis impactos institucionais. Na simulação virtual, especialistas atuaram na identificação de vulnerabilidades e na resolução de desafios técnicos em ambientes digitais controlados.

Os cenários abrangeram seis setores estratégicos: energia, transportes, recursos hídricos, comunicações, biossegurança e economia. As situações foram adaptadas às características das organizações participantes, permitindo avaliar procedimentos e exercitar a tomada de decisão diante de ocorrências simultâneas e de diferentes níveis de complexidade.

Para o Censipam, cuja atuação depende de sistemas de informação, infraestrutura tecnológica e integração de dados para o monitoramento da Amazônia, a preparação para incidentes cibernéticos constitui um componente importante da segurança institucional e da continuidade de suas atividades.

Brasília: coordenação e integração institucional

Na Escola Superior de Defesa, em Brasília, servidores do Centro de Coordenação-Geral participaram das simulações e das atividades de integração com representantes das Forças Armadas, órgãos governamentais, instituições de pesquisa, universidades e empresas de setores estratégicos.

A atuação envolveu a análise de ocorrências, o compartilhamento de informações e a aplicação de procedimentos de resposta a incidentes, em um ambiente que exigiu articulação entre diferentes áreas técnicas e administrativas.

O Diretor-Geral do Censipam, General de Exército Richard Fernandez Nunes, presidiu a mesa de abertura do exercício e destacou a evolução da iniciativa desde sua primeira edição, realizada em 2018.

“É uma grande satisfação participar de um evento como este, de grande envergadura, que chega à sua oitava edição. Isso nos permite refletir sobre o pioneirismo de 2018, que hoje dá espaço à consolidação de uma iniciativa cada vez mais abrangente e participativa”, afirmou.

Na ocasião, o Comandante de Defesa Cibernética, General de Divisão Jacy Barbosa Júnior, apresentou aspectos relacionados ao crescimento do exercício e à ampliação da participação de instituições nacionais e estrangeiras.

O Diretor-Geral também ressaltou a importância da presença do Censipam nos polos da região Norte, ampliando o envolvimento dos profissionais que atuam diretamente na Amazônia.

“Para o Censipam, ter hubs em Belém e Manaus trouxe uma oportunidade ainda maior de participação. Agradeço à direção do exercício por permitir que o Centro se integrasse de maneira ainda mais efetiva, não somente em Brasília, mas também em Belém e Manaus”, destacou.

Equipe do Centro Regional de Belém durante as atividades do exercício
Equipe do Centro Regional de Belém durante as atividades do exercício.

Belém: cooperação para a segurança cibernética na Amazônia

No Centro Regional de Belém (CR-BE), a participação ocorreu no polo instalado na capital paraense, sob coordenação local do Exército Brasileiro, por meio do Comando Militar do Norte.

A equipe integrou as atividades de simulação e resposta a incidentes, em conjunto com representantes de organizações públicas e privadas, com foco no aperfeiçoamento de protocolos de segurança e no fortalecimento da atuação coordenada diante de ameaças digitais.

As atividades abordaram situações com potencial de comprometer infraestruturas críticas, incluindo sistemas de energia, transportes, telecomunicações e serviços financeiros. Os participantes exercitaram procedimentos de identificação de ameaças, compartilhamento de informações e adoção de medidas destinadas a reduzir os impactos de possíveis ataques cibernéticos.

A participação do Centro Regional de Belém também contribuiu para ampliar o intercâmbio de conhecimentos com outras instituições presentes na região amazônica, especialmente diante dos desafios relacionados à transformação digital, à crescente interconexão de sistemas e ao emprego de novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, em ameaças cibernéticas.

A experiência reforçou a importância da cooperação interinstitucional para a proteção das informações estratégicas e para a manutenção da capacidade operacional dos órgãos que atuam na Amazônia.

Profissionais do Centro Regional de Manaus durante as simulações na Universidade do Estado do Amazon
Profissionais do Centro Regional de Manaus durante as simulações na Universidade do Estado do Amazonas.

Manaus: equipe multidisciplinar enfrenta cenários de crise

Em Manaus, seis profissionais do Centro Regional (CR-MN) participaram do exercício nas dependências da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A inclusão do polo de Manaus nesta edição ampliou a presença do Guardião Cibernético na região Norte e aproximou as simulações da realidade operacional das instituições que atuam na Amazônia.

A equipe foi coordenada por Antônio Luiz Guimarães Silva Lucena, na função de gerente-executivo, e contou com Ailton Cortez, especialista em proteção cibernética; Leonardo Rodrigues Garcia de Sena, especialista em tecnologia da informação; Shelton Furtado Salazar, controlador da linha do tempo; Paulo Raimundo Costa Braga Júnior, responsável pela área jurídica; e Heloysa Souza Bastos, representante da Comunicação Social.

Ao longo da semana, os participantes enfrentaram uma sequência de incidentes simulados, iniciada com alertas de ataques cibernéticos em larga escala e comprometimento de contas de dirigentes. Nos dias seguintes, os cenários evoluíram para vazamento de dados, manipulação de sistemas financeiros, emissão de ordens falsas atribuídas à direção, divulgação indevida de informações em fóruns da internet e tentativa de extorsão mediante exigência de pagamento em criptomoedas.

A complexidade das ocorrências exigiu respostas simultâneas em diferentes frentes. Enquanto os especialistas em tecnologia da informação avaliavam vulnerabilidades e medidas de contenção, a área jurídica examinava implicações legais, incluindo aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A Comunicação Social, por sua vez, trabalhou na elaboração de notas à imprensa, comunicados internos e estratégias de gerenciamento de crise de imagem.

A dinâmica evidenciou a necessidade de integração entre competências técnicas, administrativas e institucionais, demonstrando que a resposta a um incidente cibernético ultrapassa a dimensão tecnológica e envolve decisões capazes de afetar diferentes áreas de uma organização.

Lições aprendidas e aperfeiçoamento institucional

Além da capacitação dos profissionais, a participação no Guardião Cibernético 8.0 possibilitou ao Censipam avaliar procedimentos internos e identificar oportunidades de aprimoramento em sua preparação para incidentes de segurança digital.

Entre os aspectos observados durante a avaliação das atividades, destacou-se a importância de fortalecer a integração entre as etapas de identificação, análise, tomada de decisão e resposta técnica aos incidentes, de modo a aproximar os níveis estratégico e operacional.

O exercício também evidenciou a relevância de mecanismos estruturados de avaliação e retorno sobre as decisões adotadas, permitindo identificar boas práticas, soluções efetivas e procedimentos que possam ser aperfeiçoados.

No âmbito institucional, as lições aprendidas reforçaram a importância da consolidação do planejamento estratégico, do aprimoramento da gestão de riscos e do desenvolvimento de medidas voltadas à continuidade das atividades essenciais. O Plano de Resposta a Incidentes do Censipam foi utilizado como referência durante as simulações e atendeu às finalidades previstas para o treinamento.

A experiência também demonstrou a necessidade de manter profissionais de diferentes especialidades preparados para atuar de maneira coordenada, especialmente em situações que exigem decisões rápidas, comunicação eficiente e gerenciamento de informações em ambientes de elevada pressão.

Segurança cibernética e proteção da Amazônia

A participação simultânea das equipes de Brasília, Belém e Manaus no Exercício Guardião Cibernético 8.0 reforça a importância da preparação institucional para enfrentar ameaças digitais que possam afetar sistemas e serviços estratégicos.

Responsável por produzir, integrar e disponibilizar informações destinadas ao monitoramento e à proteção da Amazônia Legal e da Amazônia Azul, o Censipam utiliza recursos tecnológicos e sistemas especializados que demandam medidas permanentes de segurança, prevenção e continuidade operacional.

Nesse contexto, o exercício proporcionou uma oportunidade de capacitação, intercâmbio de experiências e aperfeiçoamento de procedimentos, contribuindo para o fortalecimento da capacidade de resposta do órgão e de sua integração com outras instituições.

A experiência adquirida pelas três equipes constitui um subsídio para o aprimoramento contínuo dos processos de segurança cibernética do Censipam, em apoio à proteção das informações e à continuidade dos serviços prestados à sociedade brasileira.

Por Cleber Ribeiro com informações de Heloysa Bastos e Sandro Pisetta

Fotos: NUCOM/Censipam

Núcleo de Comunicação Social
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia
Ministério da Defesa
(61) 3312-9000

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Defesa Civil e Defesa Nacional
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