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Rio de Janeiro sedia workshop internacional sobre o futuro da Inteligência Artificial
O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) foi palco de uma das principais iniciativas globais dedicadas ao desenvolvimento responsável, inclusivo e inovador da Inteligência Artificial: o GPAI Associated Innovation Workshop Rio de Janeiro.
Realizado pela primeira vez no Hemisfério Sul, o encontro foi promovido pelo Instituto de Inteligência Artificial do Laboratório Nacional de Computação Científica (IIA-LNCC) e reuniu especialistas, representantes de governos e instituições internacionais para debater cooperação, inovação e políticas públicas voltadas ao futuro da IA.
O vice-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Henrique Miguel, esteve presente no evento e destacou sua relevância internacional: “Essa é uma oportunidade de trazer para a América Latina discussões que preocupam o mundo todo, envolvendo não apenas questões científicas e geopolíticas, mas também os impactos sociais e culturais da inteligência artificial”, afirmou.
Miguel também ressaltou a importância da realização do workshop no CBPF: “Discutir essas questões no Rio de Janeiro, em uma unidade extremamente relevante vinculada ao Ministério, amplia a interação e a participação de pesquisadores brasileiros de diversas áreas nas discussões internacionais sobre inteligência artificial”, declarou.
O GPAI 2026 trouxe para o debate temas como empoderamento social na era da IA, estruturas de cooperação para governança, produção de conhecimento impulsionada por inteligência artificial e diversidade cultural no treinamento de sistemas de IA.
O Laboratório de Inteligência Artificial para a Física (Lab-IA/CBPF) participou ativamente do workshop. O pesquisador Marcelo Albuquerque, responsável pelo laboratório, atuou como moderador da “Track 2 – Cooperation Frameworks for AI Governance: Transitioning Toward Collaborative and Modular Innovation”, dedicada à discussão de mecanismos práticos, adaptáveis e implementáveis para a governança da IA em diferentes contextos institucionais. Entre os temas abordados estiveram maturidade regulatória, assimetrias de infraestrutura, limitações operacionais e financiamento.
Albuquerque destacou a importância da iniciativa: “Foi uma experiência muito importante para o Lab-IA e para o CBPF, pois aproximou discussões globais sobre governança da inteligência artificial dos desafios reais da pesquisa científica e da infraestrutura tecnológica. O evento reforçou a importância de transformar princípios de IA responsável em mecanismos práticos, colaborativos e adaptáveis a diferentes realidades, especialmente em países emergentes”.

- Cooperation Frameworks for AI Governance: Transitioning Toward Collaborative and Modular Innovation - Crédito: NCS/CBPF
O encontro se insere em um momento estratégico para o Brasil: o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) destaca a cooperação internacional e o desenvolvimento responsável da IA como eixos centrais para transformar o país em referência na área. Ao sediar o GPAI, o CBPF e LNCC se colocam, não apenas como protagonistas da pesquisa científica, mas também como protagonistas ativos nas discussões que vão moldar o futuro da Inteligência Artificial.
