TUBERCULOSE

Encontro reúne gestores e laboratórios para fortalecer ações de enfrentamento à tuberculose

Evento em Brasília discutiu estratégias de vigilância, prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidado, com participação de representantes de estados, capitais e laboratórios

Publicado em 02/09/2026 09:16
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Pessoa falando ao microfone e pessoas sentadas
Foto: Laudemiro Bezerra/MS

Representantes das coordenações estaduais e das capitais responsáveis pela vigilância da tuberculose se reuniram nesta terça-feira (1º), em Brasília, para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidado das pessoas afetadas pela doença. O encontro contou também com a participação de representantes dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) e dos Laboratórios de Referência de Tuberculose.

A reunião teve como objetivo promover a troca de experiências, identificar desafios enfrentados nos territórios e discutir medidas para a resposta à tuberculose no país.

Durante a abertura, o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta, destacou que o enfrentamento da tuberculose deve considerar não apenas os aspectos relacionados à doença, mas também seus impactos sociais. “A tuberculose é uma doença que também tem consequências sociais importantes, especialmente porque pode aprofundar desigualdades e afetar o trabalho, a renda e a vida das pessoas e das famílias”, afirmou.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra cerca de 80 mil casos novos de tuberculose e 6 mil mortes pela doença a cada ano. A tuberculose permanece, portanto, como um importante problema de saúde pública e exige ações articuladas entre diferentes áreas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Articulação nos territórios

A atuação conjunta entre vigilância, atenção à saúde, laboratórios e controle social é amplia a capacidade de resposta dos serviços. Nesse contexto, a reunião permite que experiências desenvolvidas nos estados e municípios sejam compartilhadas e que estratégias nacionais sejam discutidas considerando as diferentes realidades locais.

A integração com a atenção primária também foi apontada como um dos elementos necessários para a efetividade das estratégias de controle da tuberculose. A identificação de pessoas em situação de maior risco, por exemplo, depende da capacidade de os diferentes serviços atuarem de forma coordenada no território.

A participação dos laboratórios é outro componente importante. Os Lacen e os Laboratórios de Referência de Tuberculose contribuem para a qualificação do diagnóstico e para o fortalecimento da vigilância laboratorial, apoiando os serviços de saúde na identificação e no acompanhamento dos casos.

Novas estratégias

A programação da reunião inclui discussões sobre avanços e desafios relacionados à gestão, à vigilância e ao controle da tuberculose, além das perspectivas para a agenda nacional e internacional de eliminação da doença como problema de saúde pública.

Entre os temas estão estratégias de tratamento preventivo da tuberculose, modalidades de tratamento mais curtas, incorporação de tecnologias e organização das ações de acordo com as características e necessidades de cada território.

A coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas do Ministério da Saúde, Fernanda Dockhorn, destacou a importância de reunir, em um mesmo espaço, representantes das secretarias estaduais e das capitais. “A reunião é uma oportunidade para alinharmos as ações, compartilharmos experiências e discutirmos o que ainda precisamos fazer para eliminar a tuberculose como problema de saúde pública no Brasil”, afirmou.

Para Fernanda, o enfrentamento da doença exige a atuação integrada de diferentes setores. “Sabemos o peso dos determinantes sociais da tuberculose e todo o impacto que ela provoca na vida das pessoas. Por isso, precisamos trabalhar de forma conjunta, dentro e entre as diferentes áreas, para fazer a diferença nos territórios”, completou.

Compromisso

A reunião ocorre em um momento de discussão da terceira etapa da agenda nacional de enfrentamento da tuberculose, referente ao período de 2026 a 2030. Para o Ministério da Saúde, o planejamento e a articulação entre os diferentes níveis de gestão são fundamentais para dar continuidade às ações e ampliar a capacidade de resposta do SUS.

Ao longo da programação, os participantes também discutem experiências consideradas bem-sucedidas nos territórios e formas de superar obstáculos relacionados à integração entre vigilância, atenção primária, assistência, laboratórios e demais setores envolvidos no cuidado.

João Moraes

Ministério da Saúde 

Categorias
Saúde e Vigilância Sanitária
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