Ministério da Saúde atualiza recomendações para tratamento da tuberculose resistente e amplia opções no SUS
Nova orientação incorpora o esquema terapêutico BPaLM, que reduz o tempo de tratamento e melhora a qualidade de vida das pessoas em cuidado para a TBDR
O Ministério da Saúde publicou a Nota Informativa nº 2/2026-CGTM/DATHI/SVSA/MS, que atualiza as diretrizes nacionais para o diagnóstico, a classificação e o tratamento da tuberculose drogarresistente (TB-DR) no Brasil. A principal novidade é a disponibilização do esquema BPaLM no Sistema Único de Saúde (SUS), uma combinação dos medicamentos bedaquilina, pretomanida, linezolida e moxifloxacino.
A inovação permite esquemas terapêuticos mais curtos, com duração de seis meses para pessoas que atendem aos critérios de indicação, além de estar alinhada às diretrizes mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS). O esquema é indicado para adultos e adolescentes a partir de 14 anos com tuberculose pulmonar ou extrapulmonar confirmada. Em casos de resistência prévia às fluoroquinolonas, adota-se o esquema BPaL, sem moxifloxacino. Se houver demora na resposta clínica, o regime BPaL pode ser estendido de seis para até nove meses.
A coordenadora-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM/Dathi/MS), Fernanda Dockhorn, destaca a relevância dessa atualização para os serviços de saúde e para oferecer um cuidado mais humanizado e eficaz. “Além de reduzir consideravelmente o tempo de tratamento, queremos garantir mais conforto, melhor adesão e mais qualidade de vida para as pessoas em tratamento da tuberculose resistente. Nosso objetivo é padronizar e qualificar a assistência em todo o país, com um acompanhamento seguro do início ao fim do processo”, afirma a coordenadora.
A implementação das novas diretrizes abrange todo o território nacional e demanda a atuação integrada entre a vigilância epidemiológica, a assistência farmacêutica, as secretarias estaduais e municipais de saúde e os serviços de referência terciária.