COLABORAÇÃO ESTRATÉGICA

Ministério da Saúde e Santa Catarina fortalecem rede de cuidado para eliminação das hepatites virais

Oficina em Florianópolis avança na construção de fluxos assistenciais e na descentralização do atendimento

Publicado em 10/06/2026 10:08
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Pessoas sentadas conversando
Oficina de Linha de Cuidado das Hepatites Virais

O Ministério da Saúde, em parceria com a coordenação estadual de Santa Catarina, realizou nos dias 27 e 28 de maio, a Oficina de Linha de Cuidado das Hepatites Virais. O evento, que ocorreu em Florianópolis, reuniu profissionais de saúde, representantes de movimentos sociais, responsáveis técnicos de vigilância e diversos atores envolvidos na organização dos serviços de saúde.

A iniciativa teve como principal objetivo fortalecer a qualificação e a organização da oferta do cuidado pelos serviços de saúde, conforme orientações do Guia de Eliminação das Hepatites Virais no Brasil. Este guia estabelece as estratégias para o alcance das metas de impacto, como a redução da incidência e mortalidade, e metas programáticas, especialmente a ampliação do acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites B e C, visando a eliminação dessas doenças como problemas de saúde pública até 2030, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante a oficina, foram apresentados e discutidos os dados epidemiológicos das hepatites virais em Santa Catarina, bem como os resultados de um diagnóstico situacional da rede de atenção à saúde para hepatites virais. Este diagnóstico foi realizado por meio de georreferenciamento e inquérito junto aos municípios das regiões de saúde participantes. A partir dessas análises, foram construídas propostas de fluxos assistenciais adaptados para diferentes serviços de saúde, incluindo Atenção Primária à Saúde (APS), hemocentros, serviços de hemodiálise, Serviço de Atendimento Especializado (SAE)/Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e maternidades. As propostas também contemplaram populações vulnerabilizadas, buscando oferecer subsídios concretos para a definição e pactuação da linha de cuidado para as hepatites virais no estado.

A coordenadora-geral de Vigilância das Hepatites Virais do Ministério da Saúde (CGHV/Dathi/SVSA/MS), Tiemi Arakawa, destacou a importância da colaboração interinstitucional e da participação social para o sucesso da iniciativa. "A construção de uma linha de cuidado para as pessoas com hepatites virais exige um esforço conjunto. Esta oficina em Santa Catarina é um exemplo de como o diálogo entre o Ministério da Saúde, estados, municípios e a sociedade civil organizada é essencial para atualizarmos, articularmos e alinharmos tecnicamente as ações. Nosso compromisso é com a descentralização e coordenação do cuidado, garantindo que cada pessoa tenha acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de forma equitativa e humanizada", afirmou Arakawa.

Pessoas sentadas sorrindo
Oficina de Linha de Cuidado das Hepatites Virais

Parcerias estratégicas

O evento contou com a participação de cerca de 70 pessoas, incluindo profissionais de saúde de unidades prisionais e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). As parcerias envolveram a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) de Santa Catarina, gestores municipais das regiões de saúde participantes representantes da sociedade civil organizada em âmbito nacional e local.

Entre as instituições participantes destacamos a Aliança Independente de Grupos de Apoio à Pessoa com Hepatites Virais (AIGA), o Movimento Brasileiro de Hepatites Virais (MBHV), a Organização da Sociedade Civil (OSC) Doce Vida, o Grupo de Apoio a Pessoas com Aids (GAPA) Florianópolis e Cidadãs PositHIVas de Santa Catarina, a Articulação Nacional de Saúde e Direitos Humanos (ANSDH), a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV Aids (RNP+SC) – Núcleos Palhoça e Penha, a Rede GAPA de Santa Catarina e a Pastoral da Aids.

Além disso, o evento contou com a participação de áreas técnicas do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), incluindo as equipes de vigilância e da Coordenação-Geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis (Cgist), bem como representantes de outras secretarias do Ministério da Saúde, como a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) e a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes).

Essa composição ampliou o debate sobre o cuidado centrado na pessoa e fortaleceu a discussão de estratégias para a implementação da linha de cuidado das hepatites virais nos diferentes contextos do SUS. O diálogo promovido pela oficina possibilitou a identificação de gargalos assistenciais e de oportunidades de qualificação da organização da rede de atenção local.

Os resultados obtidos subsidiarão a definição e a pactuação da linha de cuidado das hepatites virais nas regiões participantes e no Estado, contribuindo para o fortalecimento da resposta às hepatites virais e para o avanço no alcance das metas de eliminação da hepatite B e C como problemas de saúde pública.

Categorias
Saúde e Vigilância Sanitária
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