Notícias
RUMO À ELIMINAÇÃO
Gestores(as), representantes da sociedade civil e profissionais de saúde se reúnem em Fortaleza para fortalecer plano de eliminação da aids
Nos dias 24 e 25 de fevereiro, a capital cearense foi sede da Oficina das Diretrizes para a Eliminação da Aids e da Transmissão do HIV como Problema de Saúde Pública no Brasil até 2030. O encontro reuniu profissionais e gestores(as) do Sistema Único de Saúde (SUS) para articular e pactuar metas que visam transformar a resposta à infecção pelo HIV no país, com foco na redução de desigualdades e na garantia de direitos.
A atividade foi conduzida pelo Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS) visando a construção coletiva de planos de ação estaduais que reflitam as realidades locais e fortaleçam a rede de cuidado integral.
A oficina destacou a importância da cooperação entre diferentes esferas de governo e áreas da saúde. Participaram do encontro representantes da sociedade civil, das Coordenação Estadual de IST/Aids do Ceará, da Coordenação Municipal de IST/Aids de Fortaleza, além de gestores(as) das secretarias locais de Atenção Primária e Especializada.
Metas estratégicas
As diretrizes apresentadas durante o evento estabelecem objetivos claros para os próximos anos, servindo de base para o horizonte de 2030. As principais metas nacionais são: diagnosticar 95% das pessoas vivendo com HIV, reduzir em 50% a mortalidade relacionada à aids em todo o país e ampliar em, pelo menos, 142% o número de usuários(as) em PrEP no Brasil, especialmente nas populações em situação de maior vulnerabilidade ao HIV e à aids.
Para o coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids (CGHA/Dathi/MS), Artur Kalichman, a realização de oficinas estaduais é fundamental para a pactuação de um plano de ação local e para que, até 2030, a aids deixe de ser um problema de saúde pública no Brasil.
“Ao pactuarmos metas específicas com o Ceará e com os municípios, estamos aproximando as políticas nacionais da realidade de quem faz o SUS acontecer na ponta. Nosso foco é garantir que cada pessoa, especialmente aquelas em situações de maior vulnerabilidade, tenha acesso a um cuidado acolhedor, ao diagnóstico precoce e ao tratamento eficaz. Não estamos falando apenas de números, mas de garantir que ninguém seja deixado para trás por causa do estigma ou da falta de informação”, afirma Kalichman.