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300 dias

Agronegócio: um dos motores da economia brasileira

Movimentação do mercado, incremento ao PIB e geração de emprego são algumas das características desse setor que coloca no Brasil no mapa mundial de negócios
publicado 01/11/2019 15h39, última modificação 05/11/2019 17h00
Agronegócio: um dos motores da economia brasileira

Agronegócio, um dos motores da economia brasileira Foto: Tamires Koop/MDS

O agronegócio é um dos motores da economia brasileira. Movimenta mercados, incrementa o Produto Interno Bruto (PIB), gera empregos e coloca o Brasil no mapa mundial de negócios. Entre as metas do Governo Federal no setor, está incentivar e fortalecer os pequenos e médios produtores por meio do Programa AgroNordeste, lançado nestes 300 dias de governo do presidente Jair Bolsonaro.

AgroNordeste

Lançado no início de outubro, o AgroNordeste tem um plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável em 230 municípios dos nove estados do nordeste e do norte de Minas Gerais (MG). O programa atende os pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda têm dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego. As metas são aumentar a cobertura da assistência técnica para os produtores, ampliar o acesso e diversificar mercados, além de fortalecer a organização dos agricultores.

Plano Safra

O Plano Safra 2019/2020 liberou R$ 225,59 bilhões em créditos para financiamento de pequenos, médios e grandes agricultores. Serão R$ 222,74 bilhões para o crédito rural, R$ 1 bilhão para subvenção ao seguro rural e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização. Do total de recursos do Plano, R$ 31,22 bilhões são para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Pela primeira vez, recursos do Pronaf podem ser usados na construção e reforma de moradias de pequenos agricultores. Foram destinados R$ 500 milhões para essa finalidade, valor suficiente para construir dez mil casas, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Foto: Eduardo Aigner/MDS

Selo Arte

A regulamentação da Lei do Selo Arte permitiu a venda interestadual de alimentos artesanais como queijos, mel e embutidos. O Selo no produto dá aos consumidores a garantia de que a produção é artesanal e respeita as características e métodos tradicionais. Para os produtores, a certificação é uma possibilidade de aumentar a renda com a abertura de novos mercados. Até a regulamentação, a comercialização de produtos artesanais era limitada ao município ou estado em que o alimento é feito e inspecionado. Desde a regulamentação, em julho, aqueles que têm o Selo Arte ficam sem barreiras para comercialização. Para circularem em todo o território nacional, os produtos devem ser submetidos à fiscalização, feita por estados e pelo Distrito Federal.

Abertura e ampliação de mercados

Nos 300 primeiros dias de governo, o Ministério da Agricultura negociou com diversos países a abertura ou reabertura de mercados para os produtos brasileiros. Um exemplo é a abertura do mercado de carnes brasileiras para a Indonésia. A expectativa é que sejam exportadas pelo menos 25 mil toneladas de carne bovina à nação asiática. O Egito também reabriu seu mercado para produtos lácteos brasileiros, o que permite ao Brasil vender para o país africano produtos como, leite em pó, queijos e manteigas. O Egito tem um mercado consumidor estimado em 100 milhões de pessoas e potencial de negócios com o Brasil, nesse setor, de U$ 8 bilhões em 10 anos. Outro país que reabriu o mercado de carnes ao Brasil foi a China, em relação às importações de carne bovina brasileiras, que estavam suspensas desde junho. O acordo veio logo depois da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, visitar o país asiático em maio, quando foi anunciada a ampliação do número de frigoríficos habilitados a vender a carne nacional para os chineses, passando de 64 para 89 unidades.