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BIF2019

Presidente do Banco Central defende democratização do sistema financeiro

publicado: 11/10/2019 16h20, última modificação: 11/10/2019 19h40
Ele destacou ainda que a educação financeira é chave para que outras dimensões da economia funcionem como previsto

O presidente do Banco Central do Brasil (Bacen), Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira (11), em entrevista ao Planalto que, como o país atravessa um período de estabilidade maior, o momento atual é propício para se desenvolver um programa mais ambicioso: a democratização do sistema financeiro. “É basicamente promover um amplo conjunto de reformas que gerem inclusão, que melhorem a precificação dos ativos, ou seja, que leve o crédito mais barato para um número maior de pessoas, que aumente a transparência do sistema.”

Campos Neto destacou ainda que a educação financeira é um tema muito importante. “A educação financeira é a chave para que outras dimensões funcionem como previsto.”

O presidente do Bacen falou também sobre a importância da independência da instituição. “O governo tem feito várias medidas no sentido de ganhar credibilidade. Acho que enfatizar a seriedade do governo sobre o programa fiscal foi um grande passo, e o mercado tem entendido isso.” E ainda destacou. “Esse governo está se reinventando com o dinheiro privado, então é importante esse processo de ganho de credibilidade.”

Acompanhado do Gestor do Fundo Alaska, Henrique Bredda; do Presidente da Creditas, Sérgio Furio; do Sócio Fundador Nubank David Vélez; do CEO, Bradesco, Octávio de Lazari Junior; e do CEO do ING Bank, Willem Sutherland, Campos Neto participou do painel “Democratização do Sistema Financeiro: Agenda #BC”, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2019.

No painel, Campos Neto destacou que o Brasil pretende se modernizar nos próximos anos, tornando o sistema brasileiro mais inclusivo, competitivo, transparente e dando mais educação financeira à população. “Nos próximos anos, o microcrédito deverá ser estimulado, bem como o cooperativismo. Vamos incentivar essas modalidades de acesso a crédito, além de trabalhar para remover o entulho histórico e burocrático de fazer uma transação em outra moeda no Brasil”, disse. “Outro ponto que está no radar do Banco Central é o pagamento instantâneo. Queremos um sistema pronto para executar isso no final de 2020. Estamos em metamorfose. Mas dessa vez queremos nos transformar com dinheiro privado, e não público. E vamos dar as condições para que o setor privado possa fazer isso acontecer”, pontuou o presidente do Banco Central do Brasil.

* Com informações da Apex