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Caixa já está fechando contratos de imóveis com nova taxa de juros

publicado: 06/09/2019 20h31, última modificação: 09/09/2019 20h23
Imóvel pode ser financiado usando o IPCA
Caixa já está fechando contratos de imóveis com nova taxa de juros

Itamar dos Santos e família em novo apartamento Foto: Arquivo Pessoal

O sonho da casa própria está ficando mais próximo de Itamar dos Santos. Responsável pela construção e fiscalização de obras em Furnas, em Campos dos Goytacazes (RJ), ele conseguiu sair do aluguel no fim de agosto quando recebeu as chaves do novo apartamento.

Ele iniciou as negociações com a Caixa em maio ainda contando com reajuste das parcelas de acordo com a TR (Taxa Referencial). Mas conseguiu migrar o financiamento para o novo indexador de juros dos contratos aprovado pelo governo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com o novo índice, os juros serão menores. Itamar contou que a economia gerada pela prestação mais em conta, vai ajudar no tratamento da esposa que tem Alzheimer.

“Eu tive sorte porque eu era pelo plano antigo da Caixa Econômica e o plano antigo ele iria dar uma prestação de R$ 2.400. Esse novo plano, pelo IPCA, a prestação diminuiu pra R$ 1.500 mais ou menos. É uma ajuda bem valiosa ainda mais numa situação dessa que eu preciso comprar remédio”, disse

Contratações

A nova modalidade de financiamento da Caixa é opcional e vale para os imóveis residenciais do Sistema Financeiro de Habitação.

A Caixa financia até 80% do valor do imóvel e as taxas fixas mensais passaram de 8,5% até 9,75% mais TR (Taxa Referencial) para 2,95% até 4,95% mais IPCA, nos 12 meses encerrados em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede oficialmente a variação da inflação no país.

O corretor de imóveis de Brasília (DF), Martins Junior, disse que já está prospectando compradores no mercado, e que o movimento da Caixa, que é um banco público, deve fazer que as instituições privadas também mudem as taxas por conta da concorrência, beneficiando o consumidor.

“Vai ser uma coisa revolucionária. A concorrência entre os bancos vai ser muito maior. Quem ganha com isso é o consumidor, a pessoa que quer sair do aluguel ou que quer melhorar, sair de um imóvel de um quarto pra um de dois quartos. Então, vai dar uma mexida no mercado”, afirmou.

O Presidente do Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, afirmou que o mercado brasileiro de crédito imobiliário adquiriu maturidade e está em padrões internacionais e que o maior beneficiário com a medida é o consumidor final, que ainda poderá escolher entre a nova modalidade de financiamento e a anterior.

“O ganho para os compradores é enorme. A prestação reduz. Pessoas com uma renda menor poderão fazer a aquisição do seu imóvel. Muita gente que não quer ter uma prestação muito alta terá essa opção. E o mais importante, ela é opcional. Ninguém é obrigado a fazer pelo IPCA”, pontuou.

Segundo a Caixa, as prestações mensais dos imóveis junto ao banco vão ficar entre 35% e 51% mais baratos com a nova modalidade de juros.