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Criança Feliz recebe maior prêmio do mundo na área de inovação para a educação

O Ministro da Cidadania, Osmar Terra, recebeu o troféu durante a Cúpula Mundial de Inovação para a Educação no Catar
Publicado em 21/11/2019 20h28 Atualizado em 21/11/2019 20h36
Criança Feliz recebe maior prêmio do mundo na área de inovação para a educação

Foto: Caio Passos/ Ascom - Ministério da Cidadania

Mais de dois mil educadores, autoridades, especialistas e influenciadores de mais de 100 países estão reunidos em Doha, no Catar, para o Wise 2019 - Cúpula Mundial de Inovação para a Educação -, nesta quarta e quinta-feira (20 e 21 de novembro). O programa Criança Feliz, do Governo Federal, foi um dos destaques, recebendo o reconhecimento do Prêmio Wise Awards, frente a 481 projetos inscritos, como uma das seis iniciativas mais inovadoras do mundo no enfrentamento aos desafios globais de educação.

O prêmio é concedido pela Fundação Qatar, presidida pela Sheikha Mozah bint Nasser Al Missned. Ao receber o troféu, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, destacou o apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro, para o avanço histórico do programa. Para ele, a missão das políticas públicas deve ser garantir que toda pessoa possa desenvolver seu potencial. "Todas as crianças nascem com o potencial de serem pessoas incríveis, o que acontece com elas durante a infância é que determinará o seu futuro. Temos que garantir que esses talentos se desenvolvam", afirmou Terra.

Com mais de 817 mil crianças e gestantes atendidas, o Criança Feliz é o maior programa de visitação domiciliar de atenção à primeira infância no mundo. No total, mais de 23 milhões de visitas já foram realizadas por cerca de 22 mil profissionais capacitados. O programa é coordenado pelo Ministério da Cidadania por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. Atende gestantes e crianças de até 3 anos do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, e de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O Criança Feliz integra ações nas áreas da saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos.

O Criança Feliz orienta as famílias, por meio de visitas domiciliares semanais, sobre como garantir os cuidados e estimulação adequados para que os pequenos desenvolvam todo seu potencial. "Os bebês sadios nascem com o mesmo potencial para evoluir e formar competências. Porém, aos 4 anos de idade, já aparecem diferenças significativas entre os mais pobres e os demais", lembrou o ministro. "Os filhos das famílias de classe média e ricas já terão, nessa idade, um vocabulário dezenas de vezes mais rico e diversificado que os filhos das famílias mais pobres. Isso ocorre porque o ambiente onde estão imersos é muito diferente nos estímulos verbais e na riqueza de vocabulário, por exemplo. Estamos trabalhando para garantir que todas as famílias tenham condições de oferecer o cuidado e o suporte adequados para o estímulo ao desenvolvimento de seus filhos", esclareceu Osmar Terra

Foto: Caio Passos/ Ascom - Ministério da Cidadania

Presente à cerimônia, a diretora da Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento da China (China Development Research Foundation), Mary Young, parabenizou o governo brasileiro pela conquista do prêmio. Segundo ela, esse é um merecido reconhecimento pelo ineditismo que o Brasil vem alcançando. "Ações com foco na primeira infância, que estimulem cuidados adequados com as crianças nessa fase da vida, vêm sendo implementadas em muitos países, mas nada parecido com o que o Brasil já alcançou com o Criança Feliz", enfatizou.

Programa integrará critérios de Índice que avalia ambiente favorável na infância

Foto: Arquivo MDS/ Atual Ministério da Cidadania

A adesão ao Criança Feliz é um dos critérios que determina se um município garante um ambiente favorável ao desenvolvimento infantil no cálculo do Índice Município Amigo da Primeira Infância (Imapi). 

O índice será lançado no próximo ano e é desenvolvido pela pós-doutora em Ciências da Implementação de Políticas Públicas e Programas em Amamentação, Desenvolvimento Infantil e Saúde Materno-Infantil da Universidade de Yale (EUA), Grabriela Buccini, e pela coordenadora do Núcleo de Estudos Epidemiológicos em Saúde e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), Muriel Gubert.

Seguindo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Imapi considera cinco aspectos básicos para constituir o indicador final da situação da primeira infância no município: saúde, nutrição, cuidado responsivo, aprendizagem precoce, e segurança e proteção. Além disso, trabalha ainda com outros 34 indicadores para construir um panorama completo sobre o desempenho dos municípios em relação à atenção a primeira infância. 

A pesquisadora da UnB Muriel Gubert afirmou que, a partir do resultado do Imapi, os gestores poderão orientar políticas públicas e priorizar investimentos em determinadas áreas. “O município vai poder ver seu desempenho, por exemplo, saber que seu desempenho está alto em nutrição, mas baixo em aprendizagem precoce. Então, ele vai poder priorizar ações, investimentos de recursos financeiros para que possa, com base em um instrumento simples, tomar decisões acertadas para melhorar o ambiente que oferece para a primeira infância no município”, disse.

Com informações do Ministério da Cidadania