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Coronavírus não afetará no abastecimento de alimentos que vai para a mesa do povo, garante Tereza Cristina

Ministra tranquiliza a população brasileira e garante que produção de alimentos no Brasil tem êxito no desenvolvimento
Publicado em 19/03/2020 13h15 Atualizado em 31/03/2020 12h43
Coronavírus não afetará no abastecimento de alimentos que vai para a mesa do povo

Safra de grãos para 2020 e 2021 deve chegar a 251,9 milhões de toneladas - Foto: EBC

Os brasileiros não precisam estocar alimentos em decorrência a pandemia do coronavírus. A afirmação foi feita nessa segunda-feira (30), durante entrevista ao programa da rádio A Voz do Brasil, pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Isso porque, o setor agropecuário do Brasil segue  produzindo normalmente os produtos que vão para as mesas da população.  
 
“O Brasil é um grande celeiro, produtor de alimentos, e não precisamos ter nenhuma expectativa negativa de que não teremos alimentos para nosso povo”, afirmou Tereza Cristina, referindo-se às mudanças na rotina dos brasileiros, impostas pela pandemia do coronavírus.

De acordo com os dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a safra de grãos para 2020 e 2021 deve chegar a 251,9 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,1% em relação com safra colhida do ano passado.

A ministra Tereza Cristina ressaltou a importância do papel dos produtores neste momento em que o Brasil vive uma emergência em saúde. “São os nossos heróis, que neste momento estão lá (no campo) dando duro, produzindo e realizando a maior safra colhida neste país, batendo recorde um sobre o outro para alimentar nossa população”.

O ministério tem monitorado com frequência a situação do abastecimento de produtos alimentícios no Brasil. Tereza Cristina, reforçou ainda que o bom desempenho da agricultura no País, também se deve à ciência e tecnologia desenvolvida principalmente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Investimentos

Foi assinado um acordo entre a Embrapa e a Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), com o objetivo de estimular a incorporação de inovações desenvolvidas pela instituição ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na estratégia de empresas. A ação pretende proporcionar a expansão de tecnologias para o mercado.

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, destacou que a agricultura brasileira é “movida à ciência” e que, nessas últimas quase cinco décadas, o Brasil deixou de importar para ser um dos maiores produtores e exportadores. “Hoje nós alimentamos sete Brasis e só tivemos isso porque o País tomou a decisão de investir em ciência”.

Já o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes destacou a importância da parceria entre a Embrapa e o Finep, órgão vinculado ao ministério. “Importância gigantesca para o país.  Ter uma empresa como a Embrapa é motivo de grande orgulho para os brasileiros. “Por todo esse trabalho que tem sido feito no desenvolvimento do agronegócio; por tudo que isso representa para o país e para o planeta em termos de segurança alimentar. E isso é feito através da ciência”, afirmou.

O acordo entre as instituições federais prevê um investimento de R$ 100 milhões em recursos para os próximos dois anos. As empresas poderão acessar a linha de financiamento reembolsável do Programa Finep Conecta, que oferece condições vantajosas para empresas que investem em Pesquisa e Desenvolvimento em parceria com Instituições de Ciência e Tecnologia.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento