Aconteceu no MAST

Uma aula sobre a preservação da história do audiovisual amador

Rafael Freire esteve no MAST para falar sobre Laboratório da UFF

Publicado em 21/07/2026 14:16
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Rafael Vieira no auditório do MAST
Rafael Freire, do LUPA-UFF

A última edição do projeto "Encontro com a História" trouxe ao MAST o pesquisador Rafael de Luna Freire, professor do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (UFF). No evento, mediado por Agda Brito, pesquisadora PCI/MAST, Rafael apresentou a conferência "Preservação da história do audiovisual amador: o caso do LUPA-UFF”, mostrando ao público como foi criado o Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA-UFF) da universidade, uma iniciativa de pesquisa, promoção e preservação da história do audiovisual amador fluminense. 

Rafael abordou a materialidade dos filmes, seus conteúdos e narrou como o material normalmente é recolhido pelo laboratório, tratado e disponibilizado ao público, por meio do portal LUPA-UFF. O professor ressaltou ainda que mesmo sendo um arquivo audiovisual universitário, o LUPA-UFF mantém práticas comunitárias que incluem a história oral como forma de resgatar informações indispensáveis sobre esses registros audiovisuais.

"Até por conta desse foco nosso, que acabava abarcando em grande parte filmes familiares, não apenas, mas grande parte desse cinema amador fluminense são filmes que a gente pode chamar de filmes domésticos ou filmes de famílias, feitos por pessoas que filmavam seus próprios parentes, seus próprios amigos, cujos filmes em grande parte estão preservados em acervos familiares, em acervos pessoais, desinstitucionalizados. Então a ideia era esse diálogo entre o arquivo institucional e essas coleções de filmes dispersas que trazem vários aspectos fundamentais, inclusive uma relação afetiva muito forte de quem fez e de quem guardou esses filmes com esses objetos", narrou Rafael. 

O recolhimento e tratamento dos filmes e o trabalho concomitante de investigação histórica e de realização de entrevistas com os envolvidos acaba na prática não só aumentando o acervo de obras audiovisuais da UFF, mas também resgatando a história de todo o estado do Rio de Janeiro. 

"Embora sejam filmes familiares, filmes pessoais, eles acabam fazendo parte de uma identidade coletiva de todos aqueles que viveram na mesma época, naquele mesmo local ou pertencem ao mesmo grupo social", concluiu Rafael. 

Além de coordenar o LUPA-UFF, Rafael também faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Preservação e Restauração Audiovisuais. 

Conheça o trabalho do LUPA-UFF clicando aqui.

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Educação e Pesquisa
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