Pesquisadores trazem ao EniPEM réplicas de animais em vias de extinção
Grupo de Angola produz os modelos em 3D

Um grupo de pesquisadores do Centro de Ciência de Luanda (Angola) participou do terceiro dia do Encontro Internacional de Práticas Educativas em Museus e Centros de Ciência e Tecnologia (EniPEM), que está sendo realizado no Museu de Astronomia e Ciências Afins. Na bagagem, trouxeram uma novidade: miniaturas de palancas, oferecidas às crianças no espaço Biodiversidade. As palancas são um antílope que está em vias de extinção.
As esculturas, feitas em 3 D, pesam pouco mais de 10 gramas, e são feitas a partir de um filamento chamado "polímero termoplástico" – plástico aquecido que endurece no processo de impressão. As esculturas ficam prontas em cerca de 20 minutos e são uma grande atração entre o público infantil.
Diretor do Centro de Ciências de Luanda, Helder Francisco revelou que há grande interesse dos funcionários do museu angolano em desenvolver mecanismos que despertem o interesse das crianças para a rica biodiversidade africana. Segundo ele, os setores que expõem os minerais ganham mais a atenção dos pequenos visitantes.
Público interessado
Em outra apresentação, Andressa Firmino, da Fiocruz, falou sobre "Narrativas, museus digitais e mudanças climáticas na construção da Alfabetização Científica", e demonstrou que o interesse das crianças e visitantes de museus revela muita sensibilidade diante de temas científicos e relacionados à mudança climática: o escritor Júlio Verne é um inspirador, famoso pela obra "Viagem ao Centro da Terra", no início do século passado.
Andressa salientou que é importante o crescimento de museus digitais, porque eles permitem que os conteúdos sejam levados às salas de aula, ampliando o interesse e o aprendizado dos estudantes.
Gustavo Alves, coordenador de Educação em Ciências do MAST, falou, em sua palestra, sobre o museu móvel - um projeto do qual fez parte enquanto esteve na Universidade Federal Fluminense (UFF). O museu itinerante, montado em uma carreta, percorreu municípios da região noroeste fluminense e ajudou a formar mediadores museais.
Carla Ferreti, historiadora do museu da PUC de Minas Gerais, revelou que sua instituição recebe em média 300 estudantes por dia e tem como atrativos réplicas de dinossauros e outros animais do continente:
- São répteis voadores (pterossauros), crocodilianos e dinossauros que dominaram a Terra e viveram no Brasil e na América do Sul – explicou Carla.
O EniPEM ocorre até o dia 29 de agosto de forma presencial e com transmissão online para os participantes inscritos. Além do MAST, participam da organização o Espaço Ciência Viva (ECV), Museu do Amanhã, Museu Nacional (MN/UFRJ), Museu Ciência e Vida (MCV) e Museu do Jardim Botânico. Eles contam com o apoio da Climate Heritage Network (CHN) e da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC).