EniPEM

Memória Climática das Favelas

Exposição em cartaz no MAST faz parte da programação do EnIPEM

Publicado em 25/08/2026 11:43Modificado em 27/08/2026 14:49
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Público visitando a exposição
A história das favelas do Rio em exposição na biblioteca do MAST até o dia 29 de agosto

Como surgiram as favelas? A quem pertenciam, originalmente, as vastas glebas de terra, entrecortadas por rios , montanhas e florestas? Perguntas e respostas sobre este tema podem ser encontradas na mostra “Memória Climática da Favela”, em exposição no térreo da Biblioteca Henrique Morize, no Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST).

São pelo menos dez favelas envolvidas no projeto criado entre os anos de 2023 e 2024 e que busca reconhecer, dar visibilidade e importância à memória e vivências das favelas do Rio. E a pergunta é: como seus moradores convivem com as mudanças climáticas, os fenômenos recentes que trazem ventania e frio e as tradicionais ondas de calor e chuvas intensas do verão?

Ao abordar as vivências nestas comunidades, não apenas aspectos dolorosos, como a violência e catástrofes naturais, como deslizamentos, enchentes e outros dramas sociais, ficam estampadas na mostra os registros de memória. Há espaço também para a Cultura.

Um exemplo disso é o Complexo da Penha. Reunindo treze comunidades, o local, até o século passado, foi ponto de residência fixa ou visitas constantes de bambas da nossa música. Ali bebericavam, dançavam, cantavam e compunham personalidades da música como Ismael Silva, Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Tia Ciata, entre outros.

Bacia das Memórias
Bacia das Memórias: as mudanças climáticas e as tragédias naturais e ambientais

Se no passado foi o samba, hoje é o funk, o rap e o charme. Se seus personagens agora parecem anônimos, lembremos que os personagens de antigamente, como o autor de “Carinhoso” e Heitor dos Prazeres, criador de “Pierrô Apaixonado”, também foram um dia.

A Mostra “Memória Climática das Favelas” une, sem disputas urbanas, comunidades das zonas Norte à Sul. E nela estão registrados, em acervos fotográficos, o Complexo da Maré, Sankofa (na Rocinha), Antares (Santa Cruz) e Pavão/Pavãozinho/Cantagalo, em Copacabana. Reúne também acervos do Vidigal e da Cidade de Deus, que ganhou as telas de cinema do mundo com o filme do mesmo nome.

O Complexo da Penha, já citado pela musicalidade, carrega na história também a religiosidade no alto da igreja. Integram a exposição ainda as favelas do Horto, Acari (que lá no início registrava-se com K) e Rio das Pedras, que estigmatizada como berço da milícia, ganha, na exposição, a lembrança do motivo da sua criação: a chegada de trabalhadores do nordeste para construção da Barra da Tijuca.

A exposição é parte do Encontro Internacional de Práticas Educativas em Museus e Centros de Ciência e Tecnologia (EniPEM), e estará aberta ao público até o próximo sábado, dia 29/08.

Cartaz Memória Climática das Favelas
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Educação e Pesquisa
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