Viseiras de capacetes têm novas exigências de segurança

O INT está pronto para realizar os novos ensaios ópticos das viseiras, que, a partir de 17 de abril, serão obrigatórios para a certificação dos capacetes de motociclistas.

Publicado em 13/04/2023 16:57Modificado há 3 anos
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Seguindo determinação do Inmetro, a partir de 17 de abril, a lista de ensaios obrigatórios para a certificação de qualidade de capacetes para condutores e passageiros de motocicletas passa a incluir testes ópticos para as viseiras. Adequando-se à nova regra, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) instalou novos equipamentos, capacitou sua equipe de ensaios em produtos, e no último dia 30 de março teve aprovada pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (Cgcre) a extensão da sua acreditação para abranger esses novos ensaios.

“Desta forma, o Instituto continuará oferecendo para os fabricantes e importadores todos os ensaios relacionados ao escopo de capacetes para condutores de motocicletas e similares” – celebra a chefe da Divisão de Gestão da Qualidade (DIGEQ), Marcia Carla Oliveira, gerente da Qualidade do “Laboratório INT – CRL 0006”, acreditado pela Cgcre/Inmetro desde 1984.

“A principal preocupação ao avaliar as propriedades ópticas das viseiras de capacetes é determinar se o material utilizado na fabricação gera distorções de imagens ou confusão de cores para o usuário. Essas distorções podem dificultar o motociclista de ver com clareza o que está na sua frente, causando acidentes” – explica Leonardo Linhares, técnico do Laboratório de Ensaios em Produtos (LAENP) do INT.

Os novos ensaios em viseiras de capacetes para motociclistas avaliam propriedades como a quantidade de luz que a atravessa – quanto maior o percentual da luminosidade que passa, maior a clareza da imagem vista – e a distinção das cores usadas na sinalização de trânsito. Também é avaliada a difusão da luz: a propriedade da parte da luz que penetra na viseira poder tanto ser absorvida como se espalhar, deixando a imagem turva. Por fim, são avaliados os poderes refrativos, a qualidade óptica e a resistência a riscos, que são propriedades relacionadas ao desvio da trajetória original da luz, capazes de gerar distorções ópticas para o usuário.

A exigência dos ensaios é justificada em relatos de usuários, como este divulgado em uma nota técnica do Inmetro no ano passado: "Fui usar durante a noite e simplesmente ele (o capacete) cega o condutor quando bate luz na viseira. Ao tentar olhar o retrovisor nada dá pra enxergar pois os faróis dos carros batem nele e embaça tudo. Iluminação pública também deixa a visão turva".

“A segurança do ocupante de motocicleta é elevada à medida que a qualidade óptica das viseiras é controlada mediante esses ensaios definidos na norma brasileira”, observa Linhares.

Além do INT, que é o único órgão público acreditado para realizar os ensaios em capacetes de motociclistas, apenas o laboratório BR Brasil Cert Avaliações da Qualidade Ltda. – BR Lab (CRL 0391) já possui a acreditação para realizar todos os ensaios que passaram a compor os Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) consolidados pela Portaria Inmetro nº 231/2021. O terceiro laboratório que atuava na certificação de qualidade de capacetes, o L.A. Falcão Bauer (CRL 0003), não solicitou a extensão do seu escopo de acreditação, alegando custo elevado para as recentes adequações, mas continuará realizando os ensaios mecânicos e dimensionais.

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