Golpistas enviam mensagens no WhatsApp se passando por entidades do governo

Criminosos utilizam perfis falsos, dados pessoais reais e sites de phishing para induzir vítimas ao pagamento de boletos e PIX fraudulentos.

Publicado em 13/02/2026 19:55Modificado em 08/04/2026 21:45
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Golpistas estão enviando mensagens de WhatsApp se passando por representantes do governo, ofertando serviços ou cobrando supostas dívidas com o objetivo de induzir a vítima a realizar pagamentos indevidos.

Diversas campanhas têm circulado via WhatsApp com perfis falsos que utilizam imagens do Governo Federal ou de órgãos públicos para se passar por agentes oficiais. Esses perfis se apresentam como "Conta comercial" e utilizam identidade visual do gov.br ou símbolos oficiais da República para aparentar legitimidade. Em muitos casos, as mensagens trazem informações verdadeiras da vítima — como nome completo, CPF, data de nascimento, endereço e até nomes de familiares — para reforçar a credibilidade da abordagem.

O conteúdo dessas mensagens é marcado por um tom de urgência. Frases como "Última Notificação Antes da Execução Judicial", "Bloqueio Imediato de CPF" e "Ação de Cobrança da Dívida Ativa vinculada ao seu CPF" são utilizadas para pressionar a vítima a agir sem refletir. O objetivo é direcioná-la para sites de phishing que simulam portais governamentais onde é solicitado o pagamento de boletos ou PIX. Os valores, no entanto, são transferidos diretamente para contas controladas pelos criminosos. Vale lembrar que sites oficiais do governo brasileiro sempre utilizam o domínio .gov.br.

⚠️ IMPORTANTE: Nenhum órgão do governo entra em contato via WhatsApp para cobrar dívidas, oferecer benefícios ou ameaçar bloqueios. Cobranças legítimas seguem processos formais, com prazos legais, e são comunicadas por canais oficiais.

Formas de abordagem

Uma das abordagens identificadas envolve mensagens que alegam que o destinatário possui pendências inscritas na Dívida Ativa da União. Os textos ameaçam bloqueio de contas bancárias, protesto em cartório e negativação do CPF, direcionando a vítima para links onde é oferecida uma suposta "regularização" com descontos de até 65%. Os relatos recebidos demonstram que as mensagens seguem um padrão textual muito semelhante entre si, variando apenas os dados pessoais da vítima e o domínio do link fraudulento utilizado.

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Além da Dívida Ativa, foram identificadas abordagens que utilizam outros pretextos, como a necessidade de regularização do CPF junto à Receita Federal ou a existência de problemas com encomendas retidas nos Correios. A mecânica do golpe é sempre semelhante: criar senso de urgência para que a vítima acesse um link malicioso e efetue um pagamento indevido.

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Orientações de proteção

Para evitar cair nesse tipo de golpe, recomenda-se:

  • Não clicar em links recebidos por WhatsApp que direcionem para páginas de pagamento ou consulta de débitos.
  • Não efetuar pagamentos de boletos ou PIX recebidos por mensagens.
  • Desconfiar de qualquer mensagem com tom de urgência, pois cobranças legítimas do governo seguem processos formais e nunca são realizadas por aplicativos de mensagem.
  • Na dúvida, consultar diretamente os portais oficiais digitando o endereço no navegador, como gov.br, regularize.pgfn.gov.br ou e-cac.receita.fazenda.gov.br.
  • Bloquear e denunciar o contato no próprio WhatsApp, utilizando a opção de reportar como spam.
Compartilhe este alerta com amigos e familiares. A informação é a principal ferramenta contra golpes digitais.
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