Falso programa de CNH cobra taxa via PIX

As páginas prometem CNH gratuita, sem autoescola e com vagas limitadas, induzindo cidadãos a fornecer dados pessoais e a realizar pagamento de falsa taxa administrativa via PIX para agendamento.

Publicado em 11/02/2026 20:01Modificado em 08/04/2026 21:43
Compartilhe:

Golpistas estão utilizando sites falsos que simulam páginas do gov.br para divulgar um suposto programa chamado "CNH do Brasil". As páginas prometem CNH gratuita, sem autoescola e com vagas limitadas, induzindo cidadãos a fornecer dados pessoais e a realizar pagamento de falsa taxa administrativa via PIX para agendamento.

Ao clicar nesses links, o cidadão é redirecionado para sites falsos que simulam serviços oficiais relacionados à CNH, as páginas falsas. Essas páginas apresentam interfaces variadas, mas mantêm um padrão: o uso de alertas emergenciais ou elementos visuais chamativos que pressionam o usuário a agir rapidamente. Geralmente, utilizam notificações de 'irregularidades imediatas' ou 'prazos expirando' para induzir o cidadão a seguir as instruções do site fraudulento sem questionar. Além disso, para aumentar a credibilidade do golpe, os criminosos frequentemente exibem dados pessoais reais da vítima obtidos em vazamentos anteriores, fazendo com que a página pareça um canal oficial e personalizado de atendimento.

Captura de tela 2026-02-11 110943.png
Captura de tela 2026-02-11 111027.png
Captura de tela 2026-02-11 111147.png
Captura de tela 2026-02-11 111059.png
Captura de tela 2026-02-11 111223.png

Geralmente, o usuário é redirecionado para uma página projetada para simular uma campanha oficial do governo. Para aumentar a credibilidade, esses sites exibem notícias sobre o tema — que podem ser informações reais replicadas ou conteúdos totalmente inventados — criando um ambiente de aparência legítima que induz o cidadão a acreditar na veracidade da ação.

Imagem6.png

É comum que essas campanhas de phishing utilizem domínios genéricos, como .sbs, .app, .org, .shop, .site e .cfd, para simular serviços e comunicações governamentais. Esses domínios não pertencem ao governo federal e não são utilizados pelo portal gov.br.

Exemplos de endereços fraudulentos identificados:

  • https://novoonrenovaroficial.sbs/
  • https://cnh-portal.shop/

Nesta fase, o formulário malicioso captura dados sensíveis como CPF, data de nascimento e filiação, sob o pretexto de uma validação oficial. Após a coleta, a vítima é induzida a efetuar o pagamento imediato via PIX para 'concluir o processo'. Caso realize o pagamento, a vítima está transferindo o valor via PIX diretamente para o atacante, sem que o serviço prometido seja realizado. O dano, no entanto, vai além do prejuízo financeiro imediato: as informações pessoais coletadas permanecem em posse dos criminosos, sendo frequentemente reutilizadas para o cometimento de novas fraudes ou roubo de identidade.

Imagem7.png
Imagem8.jpg

Importante

  • O governo federal não cobra taxas via PIX para emissão ou agendamento de CNH.
  • Os serviços de CNH são realizados exclusivamente pelos Detrans e pelo aplicativo oficial CNH do Brasil, disponível apenas nas lojas de aplicativos oficiais.
  • Sites oficiais do governo federal utilizam exclusivamente o domínio gov.br.

Como se proteger

  • Não informe dados pessoais em sites fora do domínio gov.br.
  • Não realize pagamentos via PIX solicitados por páginas ou mensagens não oficiais.
  • Desconfie de promessas de benefícios com "taxa administrativa".
  • Caso tenha sido vítima, altere suas senhas, guarde comprovantes e registre ocorrência policial.

O que fazer se você foi vítima

Se você informou dados ou realizou pagamento em site suspeito:

  • Altere imediatamente suas senhas, especialmente da conta gov.br;
  • Guarde comprovantes de pagamento e registros das comunicações;
  • Monitore movimentações financeiras e possíveis cadastros em seu nome;
  • Registre ocorrência policial.

O governo federal não realiza cobranças via PIX para serviços ou benefícios e orienta a população a utilizar apenas canais oficiais.

Leia mais: Golpes usam nome e CPF do contribuinte para simular cobranças da Receita Federal
Compartilhe: