Em julho de 1980, banca de jornal no bairro de Madureira, Rio de Janeiro, sofre atentado à bomba por vender jornais de oposição à ditadura

Conforme o Serviço Nacional de Informações - SNI, a banca "recebeu um aviso de que não vendesse jornais comunistas. Não atendendo às ameaças, foi atacada a explosivo, que causou pequenos danos, como mostram as fotos". No dossiê do SNI sobre o caso consta também o bilhete deixado ao jornaleiro pelo grupo terrorista: "Senhor jornaleiro. O senhor, talvez sem saber, vem colaborando para o aumento da propaganda comunista em nossa pátria, ao vender alguns, se não todos, dos jornais abaixo relacionados. Estes jornais divulgam ideias comunistas contrárias à moral e aos desejos do povo brasileiro. Exigimos, portanto, que o senhor pare imediatamente de vender estes jornais em sua banca, para que não sejamos obrigados a tomar medidas drásticas." Conforme o bilhete, os jornais que deveriam deixar de ser vendidos seriam os seguintes: Hora do Povo, Movimento, Companheiro, Voz da Unidade, O Trabalho, Tribuna da Luta Operária, O Pasquim, Em Tempo, Correio Sindical, Coojornal, O Reporter, Convergência Socialista, Jornal do CDA. Arquivo Nacional, Serviço Nacional de Informações, BR DFANBSB V8.MIC, GNC.AAA.80009367

Publicado em 02/06/2022 10:54Modificado em 21/01/2026 15:26
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Em julho de 1980, banca de jornal no bairro de Madureira, Rio de Janeiro, sofre atentado à bomba por vender jornais de oposição à ditadura
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