Planejamento estratégico: Museu Goeldi mobiliza comunidade interna para construção coletiva do Plano Diretor 2027-2032

Atividade marca o início do Programa de Desenvolvimento Estratégico, criado pela gestão com o objetivo de planejar e acompanhar a implementação do instrumento que vai orientar o crescimento, a organização e o desenvolvimento institucional nos próximos anos.

Publicado em 19/06/2026 14:51
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Homem branco usando chapéu fala ao microfone para uma plateia de auditório
Nilson Gabas Júnior destacou o caráter participativo e falou que sua expectativa é que o Museu construa um instrumento inovador (Foto: Woltaire Masaki/MPEG)

Agência Museu Goeldi – O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) iniciou, nessa quinta-feira (18/06), o processo de revisão do novo Plano Diretor da Unidade (PDU), o instrumento estratégico que vai nortear a organização e a atuação da instituição entre os anos de 2027 e 2032. O lançamento do Programa de Desenvolvimento Estratégico (PDE), criado para planejar e acompanhar a implementação do PDU, reuniu integrantes dos diversos setores da instituição (como gestores, servidores e bolsistas), que foram mobilizados para participar da construção coletiva das ações e das prioridades institucionais para os próximos cinco anos. Na reunião, foi apresentado o calendário de atividades, que incluem oficinas, entrevistas, mapeamentos, modelagens e consultorias. Para colaborar, os participantes devem se inscrever AQUI, escolhendo os grupos temáticos nos quais desejam se engajar. 

O encontro foi realizado de forma híbrida (presencial e remota), com transmissão em tempo real para os participantes reunidos nas duas bases do Museu Goeldi, em Belém-PA: Parque Zoobotânico (no auditório do Centro de Exposições Eduardo Galvão) e Campus de Pesquisa (Auditório Paulo Cavalcante). Foram apresentadas a metodologia e as fases do programa, destacando seu caráter prático e colaborativo. As metas institucionais serão revisadas à luz dos novos desafios orçamentários, de pessoal e de infraestrutura, garantindo que as propostas da comunidade interna se transformem em indicadores reais de crescimento institucional. Após as exposições dos representantes da gestão e da empresa que prestará consultoria à instituição no processo, os participantes puderam interagir, levantando questionamentos e sugestões.

Homem branco usando chapéu fala ao microfone, tendo ao fundo um telão que exibe imagens de pessoas e
Diretor fala ao público durante encontro transmitido remotamente para grupos presentes no Parque e no Campus (Foto: Woltaire Masaki/MPEG)

“Sejamos ambiciosos”

O diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, agradeceu à comunidade que atendeu ao chamado da gestão e destacou que o momento representava uma oportunidade para a instituição refletir sobre sua trajetória e para projetar seus próximos passos. Segundo ele, a revisão do plano deve contribuir para fortalecer a atuação do Museu, diante dos desafios contemporâneos da Amazônia. “Sejamos ambiciosos e estejamos atentos às políticas para e sobre a Amazônia e nos coloquemos como protagonistas delas. Nossa expectativa é que, nesse reposicionamento institucional, o Museu Goeldi consiga olhar para a sua história, mas, sobretudo, para o seu presente, e mais ainda para o seu futuro”, disse.

Ele destacou também a importância da memória institucional nesse processo, representada pelos servidores mais antigos da instituição, aliada à visão modernizada dos novos integrantes que ingressaram na instituição por meio dos últimos concursos públicos. “Estamos abertos às contribuições. Será um processo participativo, do qual sairá um plano estratégico que a gente vai ter muito orgulho. Eu já participei de vários, mas eu acho que neste planejamento – pelo contexto em que passa o país, pelo contexto da Amazônia no mundo, pelo contexto dos financiamentos – teremos melhores condições de fazer um excelente PDU, em termos de buscar a importância estratégica da instituição justamente para a transformação social, no sentido de que as pessoas olhem o Museu Goeldi e desenvolvam um pensamento questionador sobre as suas vidas, sobre o mundo, sobre o meio ambiente, sobre a Amazônia”, declarou.

Homem fala a público de auditório mostrando telão ao fundo
Coordenador da Copac, Amílcar Mendes, destaca importância da implementação do PDU (Foto: Woltaire Masaki/MPEG)

Pacto coletivo

Em seguida, o coordenador de Planejamento e Acompanhamento (Copac/MPEG), Amilcar Carvalho Mendes, falou sobre a importância não apenas do planejamento, mas da implementação das ações pactuadas. Ele reforçou que o novo PDU não pode ser apenas um documento técnico, mas um compromisso do Museu Goeldi com a sociedade. Também descacou a formação de uma comissão específica para acompanhar a implementação do plano durante sua veigência.

Amílcar Mendes ainda destacou a importância da integração de todos os setores da instituição em prol de uma gestão transversal e do alinhamento das metas finalísticas: “O Plano Diretor é um pacto coletivo. A Copac vai ser essa facilitadora, mas o conteúdo vem da inteligência coletiva do Museu Goeldi. Planejar o futuro do Museu é projetar o futuro da Amazônia e da sua gente. Do ponto de vista gerencial e administrativo, nós precisamos ter um instrumento que nos direcione, de forma que a gente possa convergir e integrar para podermos ousar, retomar e fazer valer o capital ‘prestígio’ que nós temos”.

Metodologia e etapas 

A operacionalização prática do Programa de Desenvolvimento Estratégico foi detalhada por Robson Crestani, gestor da Open Collab – Educação e Estratégia, empresa responsável por conduzir o processo. Durante a apresentação da metodologia, Crestani destacou que o principal desafio será equilibrar as demandas operacionais cotidianas com os objetivos estratégicos de longo prazo. Segundo ele, o novo PDU deverá funcionar como um instrumento orientador para todas as áreas da instituição, subsidiando decisões, projetos, investimentos e ações futuras, de forma integrada.

A metodologia proposta para a revisão do PDU será desenvolvida em quatro etapas principais. O trabalho terá início com uma análise contextual da estratégia institucional, voltada à identificação dos avanços e desafios observados no ciclo de planejamento anterior. Em seguida, será realizada uma análise de riscos para mapear cenários futuros e possíveis obstáculos à execução das ações previstas. A terceira etapa consistirá na revisão e ampliação dos indicadores de desempenho da instituição, buscando uma visão integrada dos resultados esperados. Por fim, o processo culminará na construção de um portfólio de integração estratégica, destinado a conectar as estruturas organizacionais e as rotinas de trabalho à implementação do plano.

Calendário de atividades

Os próximos passos do cronograma do PDE incluem oficinas setoriais e debates internos que culminarão na redação final do PDU 2026. O calendário oficial de atividades já tem o seu primeiro desdobramento confirmado: a primeira oficina interativa de revisão ocorrerá no dia 30 de junho, de formato totalmente virtual. De acordo com a consultoria, as etapas seguintes serão conduzidas em formato híbrido, com oficinas e reuniões presenciais. ​Para garantir que o plano seja impessoal e contínuo, Crestani ressaltou que os trabalhos exigirão uma cultura de corresponsabilidade de toda a comunidade interna. A ideia é entregar o novo PDU em 2027, quando termina a validade do instrumento atual.

Próximos passos 

30/06/2026 – Oficina e entrevistas coletivas com os grupos temáticos.

18 e 19/08/2026 – Workshp de análise, mapeamento e formulação da gestão de riscos.

22 e 23/09/2026 – Workshop de análise, proposição e formulação da nova estrutura de desempenho sistêmico do PDU e desdobramentos.

20/10/2026 – Workshop de modelagem de rotas estratégicas com coordenações gerais.

27/10/2026 – Workshop de modelagem de programas integradores da estratégia.

(datas personalizadas) – Consultoria de modelagem de projetos de liderança estratégica por coordenação. 

Grupos temáticos

Os debates serão organizados em seis grupos temáticos (GTs), voltados para pesquisa, gestão do conhecimento, inovação, governança, comunicação estratégica e infraestrutura institucional. Cada colaborador poderá se inscrever em apenas uma das opções, em razão da simultaneidade das discussões dos grupos. A proposta dos GTs é estabelecer um espaço de escuta e reflexão para compreender o contexto, os desafios estratégicos, e as futuras oportunidades da instituição. 

Confira o foco de cada GT

Texto: Daniele Neves

Edição: Andréa Batista

Categorias
Ciência e Tecnologia
Tags:Pará
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