Diálogos entre ciência e fotografia em destaque no Museu Goeldi
Exposição “Arboretum” explora os registros do botânico Jacques Huber sobre espécies da flora amazônica em diferentes ambientes. Mostra fica em cartaz até 23 de junho.

Agência Museu Goeldi - O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia promovem, no próximo dia 24 de maio, no auditório do Centro de Exposições Eduardo Galvão, uma roda de conversa sobre linguagem fotográfica. A atividade inaugura a jornada “Escritas Luminosas: Interseções entre fotografia e ciência na Amazônia”, uma série de encontros quinzenais organizados pela instituição e tem como objetivo debater a estreita relação entre fotografia e pesquisa científica no âmbito da Amazônia.
Nessa primeira edição, o pesquisador Nelson Sanjad (MPEG) e o fotógrafo Mariano Klautau Filho falarão sobre o trabalho de curadoria que resultou nas exposições “In Natura/In Vitro”, em cartaz no Museu da Universidade Federal do Pará, e “Arboretum”, em exibição no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi.
A mostra "Arboretum" reúne 15 fotografias de Jacques Huber, publicadas entre 1900 e 1906 na obra "Arboretum Amazonicum: Iconographia dos mais importantes vegetaes espontaneos e cultivados da região amazônica". São imagens feitas em campo e na cidade de Belém que retratam espécimes botânicos em seu ambiente natural e em relação com seres humanos.
Seja na densa escuridão de uma floresta ou na clara amplidão de praias e campos, seja em uma rua de Belém ou em uma aldeia indígena, a diversidade de ambientes e de formas de vida é representada por Huber com maestria e sensibilidade, criando imagens que ainda hoje nos surpreendem pela qualidade técnica e composição estética. O público pode conferir uma seleção desses trabalhos no hall do Centro de Exposição, localizado no Parque Zoobotânico, no período de 24 de maio a 23 de junho.
Pioneirismo na fotografia científica - Jacques Huber (1867-1914) nasceu na Suíça e migrou para o Brasil em 1895. Viveu até o final da vida em Belém, trabalhando como chefe da seção botânica e depois diretor do Museu Goeldi. Seu nome é bem conhecido entre os cientistas que estudam a floresta amazônica. Sua obra fotográfica, entretanto, só recentemente começou a ser (re)descoberta. Ela se caracteriza pelo registro de paisagens e plantas em contextos naturais, urbanos e rurais. O viés documental de sua produção fotográfica é atualmente considerado pioneiro no âmbito da fotografia científica e também do movimento modernista que marcou as primeiras décadas do século XX.
Serviço:
Escritas Luminosas: interseções entre fotografia e ciência na Amazônia
Data / hora: 24 de maio, às 10h.
Local: auditório do Centro de Exposições Eduardo Galvão (Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi)
Arboretum
Período de visitação: 24 de maio a 23 de junho de 2024
Horário de funcionamento: 09h às 13h
Local: hall do Centro de Exposições Eduardo Galvão (Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi)