Brasil: Terra Indígena: exposição que mapeia protagonismo dos povos originários está em exibição até dia 6, no Museu Goeldi
Reunindo a produção artístico-cultural de mais de 300 povos indígenas que habitam os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal do Brasil, a exposição já recebeu 65 mil visitantes, entre paraenses e turistas.

Agência Museu Goeldi — A exposição “Brasil: Terra Indígena”, que inaugurou em novembro de 2025, no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, chega aos seus últimos dias de exibição, com data de encerramento marcada para 6 de maio. Produzida pelo Instituto Cultural Vale, por meio do Centro Cultural Vale Maranhão, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), com patrocínio da Vale e realização do Ministério da Cultura via Lei Rouanet, a exposição tem como foco evidenciar o protagonismo indígena frente à sua relação de sustentabilidade direta com a terra e à formação fundamental da identidade brasileira.
A exposição reúne a produção artístico-cultural de mais de 300 povos indígenas que habitam os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal do Brasil. Ao longo de seis meses de plena exibição, “Brasil: Terra Indígena” recebeu 65 mil visitantes. O público, que conta com paraenses e turistas, pode mergulhar nessa experiência imersiva em relação às complexidades da cultura indígena brasileira.
O diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, destacou o impacto da exposição no público visitante. “Nesses cinco meses, ouvimos muitos relatos sobre a importância da mostra, tanto nos aspectos visual e estético, quanto na qualidade da narrativa. Algumas pessoas se surpreendem com os artefatos e as fotografias, que não são apenas sobre esses povos, mas produzidos por eles. Apesar de casos contundentes de dizimação étnica e da perseguição ao longo de cinco séculos, as comunidades tradicionais permanecem em todos os lugares deste Brasil, resistindo culturalmente, protegendo as florestas, na linha de frente contra o desmatamento, e lutando pela preservação de seus territórios. A exposição comunica essa resistência e ajuda a enxergar a diversidade dos povos indígenas no Brasil de maneira contundente. Quem ainda não viu, vale a pena visitar esse espaço!”.
São mais de 2 mil peças em exposição, como cestarias, cerâmicas e indumentárias de povos indígenas de todos os estados do país. Além da expressão material dos povos, a curadoria, realizada coletivamente, contempla a obra fotográfica de 45 artistas indígenas, que registraram o cotidiano e a presença de importantes lideranças indígenas da atualidade. A parceria com o Instituto Moreira Salles enriquece o conteúdo da mostra ao trazer imagens etnográficas e históricas de povos indígenas produzidas por grandes nomes da fotografia nacional, como Maureen Bisilliat e Marcel Gautherot.
Gabriel Gutierrez, diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, também assina a concepção e curadoria coletiva da exposição, conta mais sobre essa experiência: “Foi um longo caminho percorrido desde a criação até o encerramento dessa exposição dedicada aos povos indígenas do Brasil. Depois de ter passado pela COP30 e permanecido até o marco do mês de abril, em balanço final, fica claro a necessidade de continuarmos, em rede, divulgando o mundo indígena de forma expansiva. Acredito que essa exposição tenha mudado a percepção dos visitantes sobre os povos originários, sobre a importância e centralidade deles em repensar a complexidade do mundo.”
Outra característica única da exposição “Brasil: Terra Indígena” é o mapeamento inédito das línguas indígenas faladas no Brasil, com um mapa que aponta para essa diversidade linguística. A Amazônia concentra quase duas centenas das línguas ainda faladas, muitas delas ameaçadas — fazendo um importante trabalho de educação e resistência para o público-visitante.
A coleção de artefatos apresentada é fruto de relacionamento e construção colaborativa com os diversos povos originários brasileiros ao longo dos anos, e conta com empréstimos importantes dos acervos etnográficos e arqueológicos do Museu Emílio Goeldi. As peças contam a história de luta e da relação dos povos originários com a Terra, reconhecendo a centralidade da “Terra Indígena” no próprio entendimento de território nacional.
Sobre o Museu Goeldi
Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Museu Goeldi é uma instituição de pesquisa que possui um dos mais antigos, maiores e populares museus brasileiros. Foi fundada em 1866 na cidade de Belém, onde está localizado seu Parque Zoobotânico e seu Campus de Pesquisa. Mantém ainda no Arquipélago do Marajó (PA) a Estação Científica Ferreira Penna, um laboratório avançado para o estudo do funcionamento da Floresta Amazônica.
Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão
Localizado em um casarão do centro histórico de São Luís, o Centro Cultural Vale Maranhão prioriza a produção cultural maranhense sem deixar de abrir espaço para conteúdos que venham de outros lugares. Tem o objetivo de interagir com o espaço em que está inserido, somando forças com instituições vizinhas para pensar, de maneira conjunta, em maneiras de fortalecer o centro histórico da capital do estado como polo cultural de reconhecimento nacional.
Serviço:
Exposição: Brasil: Terra Indígena
Local: Museu Paraense Emílio Goeldi – Centro de Exposições Eduardo Galvão
Av. Magalhães Barata, 376 – São Brás, Belém (PA)
Visitação: até 6 de maio (quarta-feira) - De quarta a domingo (inclusive feriados), das 9h às 15h
Ingresso: R$ 3,00 (inteira) | R$ 1,50 (meia-entrada e gratuidades garantidas por lei)
Mais Informações à Imprensa
Centro Cultural Vale Maranhão
Amanda Drumont | E-mail: comunicacao@ccv-ma.org.br - 98 98591-2127
Museu Paraense Emílio Goeldi
Andréa Batista | comunicacao@museu-goeldi.br - 91 99300-1812