Ir para o Conteúdo 1 Ir para a Página Inicial 2 Ir para o menu de Navegação 3 Ir para a Busca 4 Ir para o Mapa do site 5
Abrir menu principal de navegação
Museu Paraense Emílio Goeldi
Termos mais buscados
  • imposto de renda
  • inss
  • assinatura
  • cnh social
  • mei
Termos mais buscados
  • imposto de renda
  • inss
  • assinatura
  • Áreas de atuação
    • Pesquisa
      • Botânica
      • Zoologia
      • Antropologia
      • Arqueologia
      • Linguística
      • Ciências da Terra e Ecologia
      • Programas e Projetos
      • Redes de Pesquisa
      • Laboratórios Abertos Multiusuários
      • Comitê de Ética em Pesquisa
    • Formação e Capacitação
      • Pós-Graduação
      • Bolsas
      • Estágios
      • Editais de Pós-Graduação
      • Projetos
    • Difusão Científica
      • Publicações
      • Museu na Mídia
      • Livros Digitais
      • Atendimento à Imprensa
      • Atividades Educativas
      • Eventos
    • Coleções
      • Biológicas
      • Documentais
    • Visitação
      • Informações sobre Ingressos e Horários
      • Sinalização Parque Zoobotânico
    • Inovação
      • NITT Museu Goeldi
      • REDENAMOR
      • Contatos
  • Acesso à Informação
    • Institucional
      • Estrutura Organizacional
      • Documentos Institucionais
      • Agenda da Direção
      • Apresentação
      • História
      • Parque Zoobotânico
      • Campus de Pesquisa
      • Estação Científica Ferreira Penna
      • Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal - INPP
      • Governança
      • Patrimônio e Infraestrutura
      • Horário de Funcionamento das Bases físicas do Museu Goeldi
      • Quem é quem
      • Contatos
    • Ações e Programas
      • Renúncia de receitas
      • Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT
    • Participação Social
      • Ouvidoria
      • Guia Lilás
      • Orientações sobre Assédio Moral - Corregedoria MCTI
    • Auditorias
    • Convênios e Transferências
      • Instrumentos Gerenciados por Fundação de Apoio
    • Receitas e Despesas
    • Licitações e Contratos
    • Servidores (ou Empregados Públicos)
      • Concursos Públicos
      • PGD | Programa de Gestão e Desempenho
    • Informações Classificadas
    • Serviço de Informação ao Cidadão - SIC
    • Perguntas Frequentes
    • Dados Abertos
    • Sanções Administrativas
    • Ferramentas e aspectos tecnológicos
    • LGPD | Privacidade e Proteção de Dados Pessoais
      • Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais
    • Sobre a Lei de Acesso
  • Canais de Atendimento
    • Fale Conosco
  • Centrais de Conteúdo
    • Redes Sociais
      • Twitter
      • YouTube
      • Facebook
      • Flickr
      • Instagram
      • TikTok
  • Serviços
  • Sistemas Internos
    • E-mail
    • Intranet
    • PETRVS
    • SEI!
    • SIGTEC
    • SOLICITA
    • SouGov
    • VPN Web (Acesso Remoto)
  • Composição
    • Contatos
    • Organograma
    • Quem é quem
  • GOV.BR
    • Serviços
      • Buscar serviços por
        • Categorias
        • Órgãos
        • Estados
      • Serviços por público alvo
        • Cidadãos
        • Empresas
        • Órgãos e Entidades Públicas
        • Demais segmentos (ONGs, organizações sociais, etc)
        • Servidor Público
    • Temas em Destaque
      • Orçamento Nacional
      • Redes de Atendimento do Governo Federal
      • Proteção de Dados Pessoais
      • Serviços para Imigrantes
      • Política e Orçamento Educacionais
      • Educação Profissional e Tecnológica
      • Educação Profissional para Jovens e Adultos
      • Trabalho e Emprego
      • Serviços para Pessoas com Deficiência
      • Combate à Discriminação Racial
      • Política de Proteção Social
      • Política para Mulheres
      • Saúde Reprodutiva da Mulher
      • Cuidados na Primeira Infância
      • Habitação Popular
      • Controle de Poluição e Resíduos Sólidos
    • Notícias
      • Serviços para o cidadão
      • Saúde
      • Agricultura e Pecuária
      • Cidadania e Assistência Social
      • Ciência e Tecnologia
      • Comunicação
      • Cultura e Esporte
      • Economia e Gestão Pública
      • Educação e Pesquisa
      • Energia
      • Forças Armadas e Defesa Civil
      • Infraestrutura
      • Justiça e Segurança
      • Meio Ambiente
      • Trabalho e Previdência
      • Turismo
    • Galeria de Aplicativos
    • Acompanhe o Planalto
    • Navegação
      • Acessibilidade
      • Mapa do Site
      • Termo de Uso e Aviso de Privacidade
    • Consultar minhas solicitações
    • Órgãos do Governo
    • Por dentro do Gov.br
      • Dúvidas Frequentes em relação ao Portal gov.br
      • Dúvidas Frequentes da conta gov.br
      • Ajuda para Navegar o Portal
      • Conheça os elementos do Portal
      • Política de e-participação
      • Termos de Uso
      • Governo Digital
      • Guia de Edição de Serviços do Portal Gov.br
    • Canais do Executivo Federal
    • Dados do Governo Federal
      • Dados Abertos
      • Painel Estatístico de Pessoal
      • Painel de Compras do Governo Federal
      • Acesso à Informação
    • Empresas e Negócios
Links Úteis
  • Galeria de Aplicativos
  • Participe
  • Galeria de Aplicativos
  • Participe
Redes sociais
  • Twitter
  • YouTube
  • Facebook
  • Flickr
  • Instagram
Você está aqui: Página Inicial Áreas de atuação Difusão Científica Museu na Mídia Clipping de Notícias Museu - O que a história da Amazônia pode ensinar aos líderes do nosso tempo
Info

Notícias

Museu - O que a história da Amazônia pode ensinar aos líderes do nosso tempo

Fonte: Época Negócios
Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em 22/02/2022 00h00 Atualizado em 25/02/2022 15h10
Linha do Tempo - Amazônia 4.0 (Foto:  )
Linha do Tempo - Amazônia 4.0 (Foto: )

9200 a.C - 1000 a.C.

Agrofloresta pré-histórica Indígenas domesticam plantas consumidas até hoje. Na parte brasileira, destacam-se mandioca e cacau (Foto: Pulsar)
AGROFLORESTA PRÉ-HISTÓRICAIndígenas domesticam plantas consumidas até hoje. Na parte brasileira, destacam-se mandioca e cacau (Foto: Pulsar)

Um dos primeiros registros de ocupação humana na Amazônia brasileira data de 9200 anos a.C, na caverna da Pedra Pintada, em Monte Alegre (PA). Por volta de 7000 a.C, diferentes partes do bioma já são ocupadas. Os povos da Amazônia desenvolvem uma economia mista, baseada no uso da biodiversidade, com caça, pesca, coleta de frutas e agricultura de baixa intensidade. Alimentos são cultivados em sistema agroflorestal, com consórcio de múltiplas espécies. Mesmo o que se considera coleta pode ser exercido em áreas cultivadas, com cacaueiros, castanhais e açaizais.

Para acessar a edição de fevereiro de Época NEGÓCIOS, assine a revista e tenha acesso à versão digital.

Os indígenas das Américas domesticam diversas plantas consumidas até hoje em diversas partes do mundo, como abacate, abacaxi, abóbora, amendoim, batata, caju, feijão, mamão, mandioca, maracujá, milho, pimenta vermelha, pupunha, tabaco e tomate.

Na Amazônia brasileira, os destaques são a mandioca, diversas palmeiras, cacau e castanha-do-pará. A domesticação – processo de manejo intencional das espécies com o objetivo de selecionar certas características – foi feita pelos indígenas ao longo de décadas, ou mesmo séculos. Manchas de terra preta antropogênica, mais férteis, indicam que a área foi ocupada intensamente no passado. A cor da terra deve-se ao acúmulo de matéria orgânica.

Século 17

Belém é fundada em 1616, e os portugueses começam a explorar o vale amazônico. O comércio do cacau e do cravo-do-maranhão estrutura-se.

Século 17 - Belém é fundada em 1616, e os portugueses começam a explorar o vale amazônico. (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Jesuítas já formam fazendas de gado na Amazônia. A pecuária avança pela Ilha de Marajó e nordeste do Pará no século 18, e pelo baixo Tocantins no século 19.

Século 18

No início do século, já se sabe do uso da borracha feito pelos indígenas amazônicos e, no fim do século, o processo é adotado pelos portugueses, com exportação de botas emborrachadas para Lisboa.

Século 19

A virada para a exploração mundial da borracha em escala dá-se a partir do processo de vulcanização, patenteado em 1844, que aumenta a aplicação industrial. O ciclo da borracha no Brasil tem seu auge entre 1870 e 1912 (ou 1914, segundo alguns historiadores). O declínio resulta da ascensão do látex asiático, mais barato por ser plantado em sistema de monocultura.

Século 18 - O ciclo da borracha no Brasil tem seu auge entre 1870 e 1912 (ou 1914, segundo alguns historiadores) (Foto: Getty images)
(Foto: Getty images)

- Para facilitar o escoamento da produção de borracha, antes feito pelo rio Madeira, é inaugurada em 1912 a ferrovia Madeira-Mamoré, que dá lucro somente nos dois primeiros anos. Além de ser a primeira grande obra na Amazônia a provocar desmatamento, 6 mil trabalhadores morrem durante a construção, principalmente de malária, o que lhe rende a alcunha de “Ferrovia do Diabo”. Em 1930, é parcialmente desativada, deixando de operar em 1972.

- Os estudos fitoquímicos com espécies amazônicas, como o jaborandi, começam no fim do século 19 e se desenvolvem a partir dos anos 1920. No início do século 20, é registrada a patente de uso da molécula pilocarpina, derivada do jaborandi, para tratamento de glaucoma.

Anos 1920

Artistas do Modernismo, como Theodoro Braga, Ismael Nery e Manoel Pastana, fazem uso do grafismo marajoara nos seus trabalhos. Parte do calçamento da cidade de Belo Horizonte é desenhado com base na cerâmica arqueológica de Marajó.

- Em 1927, Henry Ford compra área às margens do rio Tapajós, em Aveiro (PA), com o intuito de produzir látex para pneus, dando início à história de Fordlândia. Mas o plantio desconsidera as técnicas da agricultura tropical, as terras são inadequadas e, além disso, os funcionários se revoltam com regras e alimentação impostas pelos americanos, levando o projeto ao fracasso. Uma segunda tentativa se dá em Belterra mas, a partir de 1945, a concorrência com o petróleo para fabricação de pneus inviabiliza o empreendimento, com prejuízo de US$ 20 milhões.
- A vila que resta em Belterra deve ganhar em abril de 2022 o Museu de Ciência da Amazônia, com espaço para pesquisa e fomento da bioeconomia.

Grandes obras: Projetos megalômanos, como Ford e Jari, acabam em perdas, enquanto o governo militar induz a ocupação da floresta (Foto: Getty images)
Grandes obras: Projetos megalômanos, como Ford e Jari, acabam em perdas, enquanto o governo militar induz a ocupação da floresta (Foto: Getty images)

Anos 1950

Com incentivos federais, a expansão da produção de gado segue pelo baixo Amazonas, especialmente devido à construção da rodovia Belém-Brasília.

Fundada em 1953, a Petrobras descobre petróleo no Amazonas um ano depois. As descobertas de gás natural ocorrem no fim dos anos 1970, no campo de Pirapema, na plataforma continental do Amapá.

Anos 1960

Em 1967, o empresário americano Daniel Ludwig inicia o Projeto Jari, abrangendo terras do Pará e Amapá, para produção de celulose, mineração e agropecuária, com extensas obras de infraestrutura, apoio do governo militar e financiamento do então BNDE. Tida como maior companhia florestal do planeta e mais extensa propriedade agrícola do mundo pertencente a uma só pessoa, o Jari envolve investimentos de cerca de US$ 1 bilhão. Problemas de regularização e denúncias trabalhistas, ambientais e relacionadas a tráfico de influência com o governo enfraquecem o projeto. A Jari Celulose, com perdas e dívidas acumuladas, atua desde 2014 no mercado de celulose solúvel.

Anos 1960 (Foto: Getty images)
(Foto: Getty images)

Anos 1970

O governo militar institui o Programa de Integração Nacional (PIN). Entre as obras estão a rodovia Transamazônica, que não é concluída, e a Cuiabá-Santarém, umas das principais rotas de escoamento da produção agrícola no país, mas ainda hoje com trechos não asfaltados. As rodovias potencializam o avanço da pecuária, que na maioria dos casos começa ilegalmente, com grilagem de terras.

As rodovias potencializam o avanço da pecuária, que na maioria dos casos começa ilegalmente, com grilagem de terras. (Foto: Getty images)
(Foto: Getty images)

Segundo Nelson Sanjad, historiador do Museu Emilio Goeldi, o PIN quis estimular a migração para a região amazônica para aliviar a pressão populacional no Sul e Sudeste, mas gerou violência e pobreza na região. Depois que o programa foi abandonado, milhares de pessoas ficaram sem apoio.

Paulo Martins, do extinto restaurante Lá Em Casa, considerado embaixador da gastronomia paraense, é um dos primeiros a difundirem os ingredientes e a culinária da Amazônia pelo Brasil e pelo mundo (Foto: Folhapress)
Paulo Martins (Foto: Folhapress)

Os primeiros chefs de cozinha da região ganham projeção nacional. Paulo Martins, do extinto restaurante Lá Em Casa, considerado embaixador da gastronomia paraense, é um dos primeiros a difundirem os ingredientes e a culinária da Amazônia pelo Brasil e pelo mundo.

Anos 1980

Ocorre o grande ciclo do ouro, especialmente em Serra Pelada, parte do complexo de Carajás, no Pará. Questões legais e conflitos fundiários levam ao fim da exploração de ouro na região.

Serra Pelada, parte do complexo de Carajás, no Pará. (Foto: Robert Nickelsberg)
(Foto: Robert Nickelsberg)

A exploração de bauxita começa nos anos 1980, no baixo Amazonas e, na década seguinte, no baixo Tocantins, onde também se explora calcário para celulose e cimento.

Em 1984, a hidrelétrica de Tucuruí é inaugurada para gerar energia e atender à produção de minério de alumínio em Belém e no Maranhão.

A exploração madeireira segue fluxo de expansão similar ao da pecuária, estimulado pela construção das rodovias e de ramais terrestres. A ilegalidade e as irregularidades respondem por 90% da produção de madeira na Amazônia até hoje.

- A riqueza gerada pelas atividades produtivas eleva o PIB, mas é altamente concentrada, não contribuindo para o desenvolvimento social da região.

Quase 20 anos após a descoberta da primeira jazida de minério de ferro na Serra de Carajás, no Pará, em 1967, a mineradora Vale começa a operar na região.

- O ecoturismo começa a ser explorado na Amazônia, tanto o de luxo quanto o de aventura, com destaque para o estado do Amazonas. Há hotéis com o conforto de um resort e outros mais rústicos, que exploram experiências de imersão na floresta.

Serra Pelada, parte do complexo de Carajás, no Pará. (Foto: Universal History Archive)
(Foto: Universal History Archive)

Surge a ideia de Reserva Extrativista (Resex), durante o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, com o objetivo de assegurar a permanência dos seringueiros em suas casas, ameaçada pela expansão de grandes pastagens, pela especulação fundiária e pelo desmatamento. Em 2000, as Resex passam a fazer parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), que também cria as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS).

Enquanto as Resex são áreas utilizadas por populações locais, que praticam o extrativismo, a agricultura de subsistência e a criação de animais de pequeno porte, a RDS baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais.

O Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), inicia o monitoramento do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal. Uma estimativa dos dados é apresentada sempre em dezembro, e a consolidação é divulgada no primeiro semestre do ano seguinte.

Inauguração da hidrelétrica de Balbina, no Rio Uatumã, no Amazonas. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a alteração do pulso de inundação causa a morte de 18% dos igapós em 125 km de rio a jusante.

Inauguração da hidrelétrica de Balbina, no Rio Uatumã, no Amazonas (Foto: AFP)
(Foto: AFP)

O desmatamento bate recorde na série histórica, seguido por quedas subsequentes. De 2002 a 2004, aumenta novamente, sucedido por uma tendência de queda e com oscilações até 2018, quando volta a subir.

2002 a 2009

Apenas dois processos de acesso relacionados à bioprospecção incluem conhecimento tradicional associado. Em 2004, a Extracta Moléculas Naturais forma uma coleção comercial de extratos isolados de plantas de biomas brasileiros.

O aumento do desmatamento leva o governo federal a criar, em 2004, o PPCDAm, Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. Os dados subsequentes de queda no desmate mostram que o plano é bem-sucedido.

É sancionada a Lei de Gestão de Florestas Públicas para produção sustentável, que também cria o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal.

Estudo de Danielle Celentano e Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), usa a expressão “boom-colapso” para descrever modelo de ocupação no qual ocorre rápido e efêmero crescimento na renda e empregos nos primeiros anos da atividade econômica, seguido de um colapso social, econômico e ambiental.

'Boom colapso' (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)
COMANDO E CONTROLE? Embora o país avance em leis e políticas de proteção, a Amazônia segue o modelo descrito como “boom-colapso” (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

A fim de ordenar a atividade madeireira na Amazônia, entra em operação a primeira concessão de floresta pública no país, em uma área de 96 mil hectares na Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia.

 (Foto: Carl de Souza, AFP)
(Foto: Carl de Souza, AFP)

2010 a 2017

Estudo liderado por Luciana Gatti, do Inpe, demonstra que, durante esse período, a Amazônia emite mais carbono do que absorve.

- É registrado o menor índice de desmatamento desde a instituição do PPCDAm.

- É aprovado o Novo Código Florestal, ainda em implantação, e objeto de polêmica entre setor rural, ambientalistas e cientistas.

- É inaugurada no Amazonas a usina de Santo Antônio, no rio Madeira, a quinta maior do país, o que reduz o tamanho dos peixes e prejudica a reprodução.

É sancionada a Lei da Biodiversidade, para regular as atividades de pesquisa e desenvolvimento com o patrimônio genético de espécies da biodiversidade brasileira e dos conhecimentos tradicionais a ela associados. (Para se ter ideia do potencial da biodiversidade amazônica, o mercado farmacêutico mundial movimentou mais de US$ 700 bilhões em 2008. Devido à bioprospecção, 50% dos fármacos são desenvolvidos a partir de moléculas biológicas. No caso de drogas anticâncer e antibióticos, chega aos 70%.)

Início da operação da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Desde que concluída, a usina tem produzido menos do que os especialistas previam para o período de seca. A obra também diminui a quantidade de peixes na região da Volta Grande do Xingu, reduzindo, assim, a fonte de alimento e renda de mais de 200 famílias de pescadores.

Início da operação da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará (Foto: Folhapress)
(Foto: Folhapress)

O evento Sebrae Startup Jungle, em Manaus, é um dos pontos de partida para criar um ambiente de negócios voltado à bioeconomia amazônica. A ideia é tornar o Amazonas um celeiro de inovação e ideias voltadas para todo o Brasil, que também leve em consideração o desenvolvimento da região por meio do empreendedorismo digital.

Governadores de nove estados amazônicos (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) reúnem-se para formar o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, que tem por objetivo tornar a região competitiva, integrada e sustentável até 2030.

Artigo de Carlos Nobre e Thomas Lovejoy (1941-2021) na Nature alerta para o tipping point da Amazônia. Nesse cenário, a derrubada de 20% a 25% da floresta leva a um ponto de não retorno, no qual o leste, o sul e o centro do bioma se convertem em um ecossistema com características de savana.

 (Foto: Herbert Lewald)
(Foto: Herbert Lewald)

Em julho, o Ministério do Meio Ambiente lança o Programa Floresta+ para promover, na Amazônia Legal, Pagamentos por Serviços Ambientais destinados à conservação e recuperação florestal, e contribuir para a inovação no setor florestal. O projeto piloto Floresta+ Amazônia (pagamentos por resultados de REDD+ alcançados pelo Brasil em 2014 e 2015) é o primeiro aprovado no âmbito do programa piloto de Pagamentos por Resultados de REDD+ do Fundo Verde para o Clima, lançado em outubro de 2017, e que integra o Programa Floresta+.

Em carta ao presidente americano Joe Biden em abril, o presidente Jair Bolsonaro assume compromisso de desmatamento ilegal zero até 2030 e mantém pedido por ajuda internacional para redução de emissões. Mas a promessa é desacreditada. Mais de 200 entidades brasileiras pedem a Biden que não faça um acordo a portas fechadas com Bolsonaro, por considerarem que a gestão federal não tem legitimidade para representar o Brasil. Alerta com o mesmo teor é feito por 36 artistas brasileiros e americanos, como Caetano Veloso, Sonia Braga, Joaquin Phoenix e Leonardo DiCaprio, e por 15 senadores do Partido Democrata.

Em junho de 2021, a Amazônia tem o maior número de focos de calor dos últimos 14 anos para aquele mês, que já havia registrado um recorde histórico no ano anterior.  (Foto: Getty Images )
Em junho de 2021, a Amazônia tem o maior número de focos de calor dos últimos 14 anos para aquele mês, que já havia registrado um recorde histórico no ano anterior. (Foto: Getty Images )

Em junho, a Amazônia tem o maior número de focos de calor dos últimos 14 anos para aquele mês, que já havia registrado um recorde histórico no ano anterior.

Em agosto, a área desmatada por mineração supera todo o ano de 2020 e torna-se a maior dos últimos 15 anos. Segundo análise do MapBiomas, a área minerada no Brasil cresce seis vezes entre 1985 e 2020. O garimpo ilegal ocupa uma área maior que a mineração industrial e avança sobre Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia.

Em novembro, na COP26, em Glasgow, na Escócia, o Brasil subscreve a Declaração de Florestas e a Declaração de Metano, que envolve as emissões da pecuária. Na de Florestas, 110 países comprometem-se a zerar o desmatamento até 2030 e acelerar a restauração. Na Global Methane Pledge, mais de 100 membros comprometem-se a reduzir, até 2030, as emissões do gás em 30% em relação a 2020.

Após o término da COP26, o governo divulga os dados do Inpe, que registram a maior taxa de desmatamento anual dos últimos 15 anos, com mais de 13 mil km² de corte raso na Amazônia.

Dados do Deter divulgados em janeiro acusam 8.219 km² de alertas de desmatamento em 2021. A média de desmatamento nos três anos do governo Bolsonaro (8.604 km²) é 77% maior em comparação aos três anos anteriores (4.844 km²).

BIBLIOGRAFIA _ Arqueologia da Amazônia, de Eduardo Neves; Casa Civil; Diário Oficial, FGV-CPDoc; Imazon; Inpe; Instituto Biológico; Instituto Escolhas; Instituto Florestal; MapBiomas; MMA; Memorial Chico Mendes; Nelson Sanjad, historiador e pesquisador do Museu Emilio Goeldi; Pnuma; pesquisa em veículos de imprensa

Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
  • Áreas de atuação
    • Pesquisa
      • Botânica
      • Zoologia
      • Antropologia
      • Arqueologia
      • Linguística
      • Ciências da Terra e Ecologia
      • Programas e Projetos
      • Redes de Pesquisa
      • Laboratórios Abertos Multiusuários
      • Comitê de Ética em Pesquisa
    • Formação e Capacitação
      • Pós-Graduação
      • Bolsas
      • Estágios
      • Editais de Pós-Graduação
      • Projetos
    • Difusão Científica
      • Publicações
      • Museu na Mídia
      • Livros Digitais
      • Atendimento à Imprensa
      • Atividades Educativas
      • Eventos
    • Coleções
      • Biológicas
      • Documentais
    • Visitação
      • Informações sobre Ingressos e Horários
      • Sinalização Parque Zoobotânico
    • Inovação
      • NITT Museu Goeldi
      • REDENAMOR
      • Contatos
  • Acesso à Informação
    • Institucional
      • Estrutura Organizacional
      • Documentos Institucionais
      • Agenda da Direção
      • Apresentação
      • História
      • Parque Zoobotânico
      • Campus de Pesquisa
      • Estação Científica Ferreira Penna
      • Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal - INPP
      • Governança
      • Patrimônio e Infraestrutura
      • Horário de Funcionamento das Bases físicas do Museu Goeldi
      • Quem é quem
      • Contatos
    • Ações e Programas
      • Renúncia de receitas
      • Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT
    • Participação Social
      • Ouvidoria
      • Guia Lilás
      • Orientações sobre Assédio Moral - Corregedoria MCTI
    • Auditorias
    • Convênios e Transferências
      • Instrumentos Gerenciados por Fundação de Apoio
    • Receitas e Despesas
    • Licitações e Contratos
    • Servidores (ou Empregados Públicos)
      • Concursos Públicos
      • PGD | Programa de Gestão e Desempenho
    • Informações Classificadas
    • Serviço de Informação ao Cidadão - SIC
    • Perguntas Frequentes
    • Dados Abertos
    • Sanções Administrativas
    • Ferramentas e aspectos tecnológicos
    • LGPD | Privacidade e Proteção de Dados Pessoais
      • Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais
    • Sobre a Lei de Acesso
  • Canais de Atendimento
    • Fale Conosco
  • Centrais de Conteúdo
    • Redes Sociais
      • Twitter
      • YouTube
      • Facebook
      • Flickr
      • Instagram
      • TikTok
  • Serviços
  • Sistemas Internos
    • E-mail
    • Intranet
    • PETRVS
    • SEI!
    • SIGTEC
    • SOLICITA
    • SouGov
    • VPN Web (Acesso Remoto)
  • Composição
    • Contatos
    • Organograma
    • Quem é quem
Redefinir Cookies
Redes sociais
  • Twitter
  • YouTube
  • Facebook
  • Flickr
  • Instagram
Acesso àInformação
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons Atribuição-SemDerivações 3.0 Não Adaptada.
Voltar ao topo da página
Fale Agora Refazer a busca