Quando você adquire uma ação, está comprando a menor parcela do capital social de uma empresa. Isso faz de você um acionista, ou seja, um "proprietário" de uma parte daquele negócio, compartilhando tanto os seus sucessos quanto os seus riscos.
Diferente de um empréstimo, onde você sabe quanto vai receber de volta, a ação é um investimento de renda variável: o seu ganho não é garantido e depende do lucro da companhia e da valorização do negócio no mercado. A sua responsabilidade, no entanto, é limitada: caso a empresa tenha dívidas, você responde apenas pelo preço que pagou pelas suas ações, sem colocar seu patrimônio pessoal em risco.
As ações são classificadas em duas espécies principais, que definem o que você pode fazer como sócio:
Ações Ordinárias (ON): São aquelas que dão ao investidor o direito de voto nas assembleias, permitindo participar das decisões da empresa. Recentemente, a lei passou a permitir que certas empresas tenham o voto plural, onde uma única ação de determinada classe pode valer por até 10 votos, desde que isso seja definido antes da empresa entrar na Bolsa.
Ações Preferenciais (PN): Geralmente não dão direito a voto, mas oferecem vantagens financeiras, como a prioridade na hora de receber os lucros (dividendos) ou o reembolso do dinheiro caso a empresa seja liquidada.




