Liquidez
A liquidez de um investimento está relacionada à facilidade ou rapidez com que ele pode ser resgatado, vendido, ou convertido novamente em dinheiro, a um valor justo.
Pense em um imóvel, por exemplo, se o proprietário precisar do dinheiro, ele provavelmente ou precisará aguardar um bom período até conseguir vendê-lo a um preço justo, ou então aceitará vender a um valor mais baixo (abaixo dojusto), para conseguir converter em dinheiro de forma mais rápida. Portanto, diz-se que o investimento em imóveis é de baixa liquidez.
Por outro lado, quem tem investimento em caderneta de poupança ou em um CDB que ofereça liquidez diária, poderá resgatar a qualquer momento, sem prejuízo (no caso da poupança apenas deixará de receber a remuneração do período se resgatar antes da data de aniversário). São exemplo, então, de investimentos de alta liquidez.
Conhecer a liquidez é importante para adequar aos objetivos. A reserva de emergências, por exemplo, pela sua característica, deve estar em alternativas de investimentos mais líquidos. As reservas para aposentadoria, por outro lado, caso o investidor ainda tenha tempo para se aposentar, poderia estar alocada em alternativas com menos liquidez, e assim por diante.
Além disso, como visto na seção riscos, a liquidez pode impactar nos preços dos ativos, trazendo riscos ao investidor. Se houver pouca liquidez, menos investidores estarão interessados em negociar o ativo, o que pode distorcer os preços de negociação.
Importante esclarecer que o fato de determinado ativo ter alta liquidez não significa que ele não tenha riscos. Ele provavelmente estará livre dos riscos de liquidez, mas ainda pode ter risco de crédito ou risco de mercado. Um título de renda fixa pré-fixado, por exemplo, ainda que ofereça liquidez diária aos seus investidores, ou seja, a possibilidade de resgatá-lo diariamente, pode sofrer oscilações em seu preço, caso as condições de mercado se deteriorem.
A escolha de um ou outro investimento, portanto, deve sempre estar pautada pelos objetivos e perfil de risco do investidor. Cabe ao investidor filtrar as classes de investimento disponíveis, em termos de retorno, risco e liquidez, que sejam mais aderentes a esses objetivos e escolher aquele ou aqueles que melhor lhe convier. Claro, nesse processo, especialmente quando o investidor optar por incluir ativos mais arriscados em sua carteira, é sempre interessante considerar a diversificação.