Brasil participará de pesquisa internacional de Letramento Financeiro, Inclusão e Bem-Estar em 2026, em parceria com a OCDE

Publicado em 19/06/2026 09:41
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casal de jovens em frente ao notebook; ao lado título da pesquisa e logo dos patrocinadores

O Brasil se prepara para um novo mapeamento detalhado da vida financeira de seus cidadãos. A pesquisa Letramento Financeiro, Inclusão e Bem-Estar de 2026 será realizada pela CP2 Consultoria, Pesquisa e Planejamento, contando com a supervisão técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central do Brasil (BCB), com o apoio da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão.  

O estudo utilizará como base o recém-atualizado Toolkit 2026 da Rede Internacional de Educação Financeira da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD/INFE). Os dados serão utilizados tanto para a comparação internacional entre países, como para análises nacionais e comparações com o resultado da última pesquisa realizada no Brasil, em 2023. 

O que é a pesquisa? 

A iniciativa baseia-se em uma metodologia completa, padronizada e pré-testada internacionalmente, desenhada para coletar dados robustos e comparáveis entre diferentes países. O conceito central, o letramento financeiro, é definido pela OCDE como a combinação de consciência, conhecimento, habilidades, atitudes e comportamentos necessários para a tomada de decisões financeiras sólidas, visando ao alcance do bem-estar individual. 

A pesquisa vai medir o letramento financeiro da população através de uma combinação de três dimensões interdependentes: o conhecimento de conceitos fundamentais (como juros simples e compostos, inflação e diversificação de risco), as atitudes (como a preferência entre o consumo imediato e o planejamento de longo prazo) e os comportamentos práticos (como a elaboração de orçamentos, o pagamento de contas em dia e a escolha consciente de produtos).  

Além disso, o estudo mapeará a inclusão financeira, verificando o acesso e uso de produtos tradicionais e digitais, e o bem-estar financeiro, que avalia a resiliência das pessoas para lidar com choques financeiros e sua capacidade de satisfazer necessidades plenamente. Também será mensurado o letramento financeiro digital, focado na segurança e comportamento em ambientes virtuais, e o nível de consciência sobre finanças sustentáveis. 

Importância para as políticas públicas 

A realização deste estudo é considerada fundamental para o desenvolvimento de políticas relacionadas tanto à inclusão financeira quanto à proteção e orientação de quem já utiliza serviços financeiros, pois fornecerá dados para ajudar a CVM a desenvolver, implementar e avaliar políticas de educação e inclusão financeira de forma mais assertiva e baseada em evidências científicas. 

Entre os principais benefícios para as políticas públicas, destacam-se: 

  1. Identificação de grupos vulneráveis: A pesquisa permite identificar quais parcelas da população (como idosos, mulheres ou pessoas de baixa renda) necessitam de suporte direcionado e prioridade em programas nacionais de educação e inclusão financeira. 

  2. Monitoramento de tendências: Ao estabelecer uma linha de base, as instituições podem monitorar a evolução do comportamento financeiro do investidor ao longo do tempo. 

  3. Benchmarking internacional: Os dados coletados permitem que o Brasil compare seus níveis de letramento com outras economias, garantindo que as iniciativas nacionais estejam alinhadas às melhores práticas globais. 

  4. Inclusão: A análise dos dados de inclusão financeira ajuda a desenhar serviços e normas que melhor se adequem às capacidades e interesses de diversos perfis de pessoas, contribuindo para formar futuros investidores. 

  5. Aperfeiçoamento de programas educacionais: A partir das informações levantadas na pesquisa, será possível aprimorar o planejamento e a implementação de programas e ações de educação financeira, tornando-os mais aderentes às necessidades da população e mais eficazes não só para favorecer a inclusão financeira, mas também para orientar e proteger quem já poupa e investe.  

Com a supervisão técnica da CVM e do BCB, o apoio da B3 e a execução da CP2 — que já possui histórico na aplicação desta metodologia no Brasil —, espera-se que o levantamento de 2026 seja um importante instrumento para o avanço da educação financeira, contribuindo de forma relevante para aumentar a formação de poupança e o desenvolvimento do mercado de valores mobiliários. 

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Educação e Pesquisa
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