V CONBRAU

Participantes do V CONBRAU elaboram documento com sugestões para mitigar os impactos das mudanças climáticas no Pantanal

Publicado em 29/10/2024 17:03Modificado em 09/04/2026 09:47
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Palestra
Foto: Vicente de Souza

Como parte da programação do V Congresso Brasileiro de Áreas Úmidas (V CONBRAU), realizado no Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), em Cuiabá, no período de 16 a 18 de outubro, a oficina "Abordagem interdisciplinar dos Extremos Climáticos no Pantanal: impactos hidrológicos, ecológicos, econômicos e adaptações frente aos cenários futuros", reuniu representantes de diversas instituições, que além de apresentarem o cenário dos impactos das mudanças climáticas e do aquecimento global no Pantanal, também sugeriram soluções para mitigar estes efeitos. 

A oficina reuniu representantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INCT-Áreas Úmidas ou INAU), da Embrapa Pantanal, do IFMS (Instituto Federal do Mato Grosso do Sul), da Wetlands International, da Mupan (Mulheres em Ação no Pantanal), do ITEC-Brasil, do CRBio (Conselho Regional de Biologia) e do setor privado atuante na Bacia do Alto Paraguai. 

Os palestrantes apresentaram estudos sobre: as tendências climáticas para a Bacia do Alto Paraguai e Pantanal; os impactos na hidrologia do Pantanal frente aos cenários de mudança climática; o aumento da frequência e intensidade de eventos extremos: secas, ondas de calor e incêndios florestais. 

A Profª. Drª. Cátia Nunes da Cunha, pesquisadora do INAU, citou questões como o de uso da terra na área que forma a Bacia do Alto Paraguai, irrigação, escassez hídrica em função de secas prolongadas, fatores que estão atingindo o Pantanal, tendo como consequência cenários como estiagem extrema e incêndios cada vez maiores e mais frequentes.

Sugestões para mitigação das mudanças climáticas no Pantanal

Os participantes elencaram inúmeras ações necessárias para mitigar os impactos das mudanças climáticas no Pantanal, como: prioridade para a preservação e recuperação das cabeceiras, onde há a concentração de chuvas que alimentam a Bacia do Alto Paraguai; propor aos órgãos de fomento o lançamento de editais específicos para captação de recursos humanos para estudos na região; manutenção da capacidade da Amazônia em manter rios voadores que atinjam satisfatoriamente a Bacia do Alto Paraguai; reforçar a conectividade entre os fenômenos atmosféricos amazônicos com a Bacia do Alto Paraguai; manter a boa infiltração na parte alta da Bacia para que esta retenha água suficiente para a estação seca; colocar em prática o controle sobre a outorga para instalação de poços artesianos (poços artesianos para fins agrícolas podem causar rebaixamento severo no lençol freático, diminuindo a vazão de base); realizar a implementação dos estudos científicos realizados, oficializando o papel do cientista como contribuinte da elaboração de políticas públicas; comunicar diretamente com a sociedade para melhorar a compreensão, entendimento e aumentar o peso das publicações realizadas; sistematização dos estudos realizados no Pantanal para buscar quais são vinculados à planos de adaptação à mudanças climáticas futuras; implementação de monitoramento de qualidade do ar pelos impactos para a saúde da população no território; foco em estudos nos aquíferos nas adjacências do Pantanal, Furnas, Guarani, Aquidauana, Parecis; integração de diferentes planos de monitoramento: atmosférico, hidrológico e outras características ambientais.

Contato para a imprensa:

Mariana Hernandes da Silva

Assessoria de Comunicação INPP/MCTI

(65) 40429145 | mariana.silva@inpp.gov.br

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Ciência e Tecnologia
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