INAC 2026 aborda os desafios da energia nuclear para um futuro verde

O auditório da Escola de Guerra Naval (EGN) nesta segunda, 24 de agosto, foi o local de encontro para a abertura da Conferência Internacional Nuclear do Atlântico, INAC edição 2026. Com a presença de pesquisadores, representantes do governo, da indústria e de instituições do Brasil e do exterior, a mesa de abertura do evento discutiu o setor nuclear sob o tema “Energia Nuclear: Átomos para um Futuro Verde".
Participou virtualmente em vídeo de abertura o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, que na ocasião defendeu que não existe um caminho climático viável sem energia nuclear. O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Wilson Calvo, abordou a importância inovação e destacou o papel do ensino e da pós-graduação. Segundo o gestor é preciso unir dedicação, excelência e comunicação pública com transparência. Gestores das instituições públicas do setor estiveram presentes à abertura.
Um termo de estágio foi assinado entre Amazul, o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN) e o departamento de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trazendo graduandos da universidade para desenvolver estágio no IEN/CNEN, unidade técnico-científica da CNEN, que dispõe do Reator Nuclear de Pesquisas Argonauta.
Mais de 560 trabalhos foram submetidos à INAC 2026, envolvendo alunos de graduação e de pós-graduação. A utilização da energia nuclear e suas funcionalidades, tais como seu uso na medicina nuclear, na segurança alimentar e na proteção ambiental e na produção de radiofármacos, vão ser discutidas até o final do evento, na próxima sexta, 28.
A INAC acontece a cada dois anos e prevê a reunião de representantes do governo, pesquisadores, instituições e empresas privadas para tratar dos desafios da energia nuclear. O evento é uma realização da Associação Brasileira de Energia Nuclear.
Fonte: Cocom/ CNEN