“Brasil é líder pelo exemplo”, declara Marina Silva sobre pauta ambiental no G20
Durante apresentação das prioridades do GT Sustentabilidade Ambiental e Climática para a sociedade civil, ministra destaca prioridades e ressalta papel crucial do país para pautar questões urgentes no fórum. Reuniões técnicas do grupo acontecem nos dias 29 e 30 de janeiro, por videoconferência.

Por Mara Karina Sousa-Silva/Site G20 Brasil
“O Brasil já está liderando pelo exemplo, por ser um dos países que têm uma matriz energética razoavelmente limpa, está no enfrentamento do desmatamento e tem o desafio de ter uma agricultura de baixo carbono”, defendeu Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, sobre a capacidade do país de levar a urgência de medidas contra a crise climática para o G20, nesta sexta-feira, (26). A declaração aconteceu durante a apresentação do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade Ambiental e Climática para organizações da sociedade civil brasileira.
A atividade ocorreu no âmbito das ações do G20 Social, proposta da presidência brasileira do G20 para engajar a sociedade civil nas discussões de alto nível dos países-membros. As prioridades do grupo concentram debates sobre adaptação climática emergencial e preventiva aos eventos climáticos extremos; pagamento por serviços ecossistêmicos; papel dos oceanos para o controle do clima; e economia circular, que discute a redução do uso e reuso de materiais.
“Queremos contar com o conhecimento técnico, científico, as ideias inovadoras e as melhores práticas e experiência de toda a sociedade brasileira nos seus mais diferentes setores: econômicos, acadêmicos, povos tradicionais e originários” - Marina Silva.
"O Brasil historicamente tem honrado sua posição de controle e participação social, que é uma diretriz da agenda ambiental e cada vez mais do governo. O presidente Lula faz questão de que a nossa contribuição para o G20 seja atravessada pela contribuição da sociedade brasileira", considerou Marina Silva.
Sociedade civil engajada
A ministra ressaltou que o combate à emergência climática é uma questão compreendida como transversal durante o mandato do Brasil no G20, que se traduzem na criação da Força-tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima e a Iniciativa de Bioeconomia, que contarão com o acompanhamento ativo do MMA, e destacou que a participação da sociedade civil será fundamental neste contexto. “Queremos contar com o conhecimento técnico, científico, as ideias inovadoras e as melhores práticas e experiência de toda a sociedade brasileira nos seus mais diferentes setores: econômicos, acadêmicos, povos tradicionais e originários”, indicou.
Marina Silva reconheceu o desafio de fazer acontecer uma instância de engajamento da sociedade civil paralela ao G20, mas que o grau de mobilização e compromisso que tem testemunhado é um indicativo de que “vai dar certo”. "Queremos ser influenciados e dialogar com a sociedade brasileira para a grande participação do Sul Global no G20”, reforçou a mandatária da pasta de meio ambiente do Brasil.
“O presidente Lula quer receber as contribuições, críticas e o estímulo para que a gente possa fazer que a contribuição do Brasil se constitua num legado que tem a ver com a questão do combate à desigualdade, do enfrentamento da mudança do clima para que a gente possa estabelecer um novo sistema com relação à questão das agências multilaterais onde os países do Sul Global ainda não tem o devido assento”, pontuou.

Abertura para diálogo
Também participou da apresentação do GT para a sociedade civil o embaixador André Corrêa do Lago, Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores. Durante o encontro, representantes de ONG que atuam no tema de sustentabilidade e clima enviaram perguntas. Cinco questionamentos foram respondidos. O evento foi transmitido pelo canal do Youtube do MMA e pode ser acessado. As demais perguntas enviadas serão respondidas e publicadas no site do ministério, que também recebe contribuições sobre o grupo de trabalho pelo e-mail ascom@mma.gov.br.

