Boletim G20 Ed. 254 - G20 prioriza combate às desigualdades na Declaração sobre Redução de Riscos de Desastres
Em Belém, capital do estado do Pará, o Grupo de Trabalho de Redução do Risco de Desastres aclamou sua Declaração Ministerial, conferindo centralidade à atenção às populações mais vulneráveis. O Grupo também aprovou seis compêndios construídos em colaboração com organismos internacionais e recebeu assinado por 15 movimentos da sociedade civil organizada a Carta de Belém. Ouça a reportagem e saiba mais.
Repórter: Projeções climáticas da ONU indicam que o mundo enfrentará cerca de 560 desastres por ano. Estima-se que mais 3 milhões de pessoas viverão em condições de extrema pobreza devido aos impactos das mudanças climáticas e dos desastres. Assim, em concordância da urgência por soluções e acordos internacionais efetivos sobre o tema, os países e uniões membros do G20, com acordo também dos países e organizações convidados, aclamaram, no Grupo de Trabalho de Redução de Risco de Desastres, uma Declaração Ministerial potente.
Combate às desigualdades no centro da agenda; reafirmação da necessidade de sistemas de alerta precoce multi-riscos; afirmação da necessidade de mobilizar recursos financeiros, incluindo investimentos do setor privado e dos bancos multilaterais pela pauta; e reconhecimento das contribuições de soluções baseadas na natureza e de abordagens baseadas nos ecossistemas são alguns dos pontos que a Declaração assinala. O ministro Waldez Goés, de Integração e Desenvolvimento Regional, que coordenou os trabalhos do GT neste ano, destacou o ineditismo da aprovação e saudou o papel da Índia, que presidiu o G20 no último ano e deu o primeiro passo para a consolidação da pauta no G20.
Waldez Goés: Esta é a primeira vez na história do G20 que se alinha consensos entre os países no compromisso pela redução de risco de desastres como prioridade prioridades de todos os países. E, então, estamos enxergando as questões das desigualdades, das vulnerabilidade e do financiamento.
Repórter: Jader Barbalho, ministro das Cidades, co-coordenador do GT, alinhou-se ao colega
Jader Barbalho: Esse consenso mostra um avanço extraordinário das nações do G20, esse é um ponto central, a gente conseguir com altivez, mesmo com tantas visões diversas, esta Declaração pensando no futuro das novas gerações.
Repórter: Para além, ao fim da Reunião Ministerial foi entregue à presidência brasileira, na figura dos ministros coordenadores, a Carta de Belém, documento de reivindicações assinado por 15 entidades da sociedade civil organizada que se estruturam a nível regional e nacional. No dia anterior, o Grupo já havia lançado seis compêndios para orientar a gestão de riscos em casos de eventos extremos.
