Boletim G20 Ed. 22 - Brasil defende reforma do comércio internacional com inclusão feminina
Na sede do G20 em Brasília, coordenadores do Grupo de Trabalho de Comércio e Investimentos apresentaram as prioridades do Brasil, que incluem participação feminina, comércio sustentável e desenvolvimento em acordos de investimentos. Ouça e saiba mais!
Repórter: O Grupo de Trabalho de Comércio e Investimentos do G20, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério das Relações Exteriores, apresentou as prioridades tratadas na primeira rodada de reuniões sob presidência brasileira.
As pautas têm como foco o comércio e desenvolvimento sustentável, sustentabilidade em acordos de investimentos e a presença das mulheres no comércio internacional. Neste tema, o Brasil propõe o lançamento de um resumo de melhores práticas do G20 com propostas que contribuam para aumentar a participação das mulheres no comércio internacional.
Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, informa que o Grupo de Trabalho deve apresentar diretrizes para a criação de políticas que colaborem para uma mudança concreta no panorama atual.
Tatiana Prazeres: No Brasil, apenas 14% das empresas que exportam são lideradas por mulheres. Esse percentual é pequeno, mas a partir do compartilhamento de informações, da troca de melhores práticas, nós estamos convencidos de que há espaço para melhorar a participação de mulheres no comércio. Isso importa, porque o comércio internacional é gerador de riqueza, o comércio internacional contribui para a redução da pobreza, o comércio internacional gera empregos de melhor qualidade e empregos mais bem remunerados. Ou seja, expandir os benefícios do comércio para mais grupos da sociedade que ainda não se beneficiam dele como possível, é algo que nos move, é algo que move a presidência brasileira.
O embaixador Fernando Pimentel, do Ministério das Relações Exteriores, disse que entre as propostas discutidas está a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). O intuito, segundo ele, é construir acordos mais eficientes e melhora no ambiente econômico mundial.
Fernando Pimentel: Mas há um consenso que a OMC precisa ser reformada e modernizada. A gente vai continuar tratando disso. A gente tem algumas prioridades, alguns assuntos muito importantes que estão pendentes. O G20 tem esse papel de tentar dar impulso político para que os objetivos que foram prometidos e foram estabelecidos nas ministeriais, da organização toda, sejam implementados. Então esse é o tipo de processo que a gente começa a discutir. Funciona como um grupo de pressão.
Repórter: O Brasil sugere um esforço conjunto que sirva como base para futuras discussões e políticas. No caso da reforma da Organização Mundial do Comércio, a ideia é priorizar a dimensão do desenvolvimento, garantindo que todos os membros se beneficiem plenamente do sistema de comércio global.
