Boletim G20 Ed. 174 - Brasil lidera discussões em busca de recursos financeiros para combater a crise climática e se prepara para a COP 30
Durante coletiva de imprensa em Belém (PA) sobre a Força-Tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima do G20, foi destacada a liderança brasileira na agenda climática. Mencionou-se a necessidade de até US$ 4 trilhões para a transição climática até 2030, e foi alertado sobre o perigo do negacionismo ambiental. A reunião do G20 em Belém é vista como um marco, preparando o caminho para a COP 30 no próximo ano. Ouça a reportagem e saiba mais.
Repórter: Durante coletiva de imprensa em Belém, no Pará, que marcou a abertura de mais uma importante rodada de discussões da reunião da Força-Tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima do G20, o embaixador André Corrêa do Lago, que é secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, ressaltou a liderança brasileira na agenda climática e a importância das discussões promovidas pelo G20.
André Corrêa do Lago: Eu acho que nós temos que chegar na COP 30 mostrando que a floresta é uma das grandes soluções para a mudança do clima. Cidades como Belém, regiões como a Amazônia, estados como o Pará, são oportunidades para que o mundo inteiro se beneficie.
Repórter: A embaixadora Tatiana Rosito, coordenadora da Trilha de Finanças do G20, destacou a relevância das reformas na governança financeira internacional para facilitar os fluxos de capital necessários para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas.
Tatiana Rosito: Nós estimamos que o mundo em desenvolvimento precise entre 1,5 trilhão e 4 trilhões para poder fazer a transição climática até 2030. E nós estamos buscando um alinhamento de fluxos financeiros para apoiar.
Repórter: O governador do Pará, Helder Barbalho, disse que a escolha de Belém para esta rodada do G20 reflete a importância dos temas abordados, como meio ambiente e combate às mudanças do clima. O governador defendeu a união de esforços para combater os problemas, alertando sobre o perigo do negacionismo ambiental.
Helder Barbalho: Devemos estar sempre em alerta para que todos os consensos que para nós, aqui parecem óbvios, não sejam atropelados pelas ondas do negacionismo, sobretudo o negacionismo ambiental. Este fórum tem um tripé rico e abrangente. Combate à fome, à pobreza e às desigualdades, o olhar econômico tem de estar acoplado ao social e o social acoplado ao ambiental.
Ana Toni, secretária nacional de mudança do clima do Ministério do Meio Ambiente, mencionou aos participantes que o Brasil vive três crises climáticas simultaneamente: no Rio Grande do Sul, com as enchentes; no Pantanal, com as queimadas; e na Amazônia, com a seca. Segundo ela, o tema da emergência climática é urgente.
Ana Toni: Que a gente consiga ter essa conversa de uma maneira que mostra a responsabilidade que o G20 tem como grupo de países, esses 20 países que são responsáveis por mais de 80% das emissões de gás de efeito estufa, e também tem aí 80% dos meios de implementação, principalmente os meios financeiros de implementação.
Repórter: A reunião do G20 em Belém é vista como um marco na agenda ambiental global, preparando o caminho para a COP 30, que ocorrerá na cidade no próximo ano.
