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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Mobilização global do G20 discute financiamento de ações de mitigação à crise climática

Delegados dos países-membros do G20 se reúnem para a terceira reunião da Força-tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima em Belém, capital do Pará. A embaixadora Tatiana Rosito destaca a importância da adaptação climática. Agenda tem como foco discutir o financiamento para ações de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

11/07/2024 16:18 - Modificado há 2 anos
A coordenadora da Trilha de Finanças do G20, a embaixadora Tatiana Rosito, o governador do Pará, Helder Barbalho, e o embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores. Foto: Audiovisual G20

Para concentrar esforços para o financiamento das ações para mitigação dos efeitos devastadores da mudança do clima, delegados dos países-membros do G20 estão reunidos em Belém, nesta semana, para a terceira reunião da Força-tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima, que reúne as duas Trilhas do fórum. A cidade-sede da COP 30 (Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima), em 2025, foi escolhida como palco para o fórum, antecipando as discussões globais no próximo ano sobre o tema. 

Para a embaixadora Tatiana Rosito, coordenadora da Trilha de Finanças do G20, a mitigação dos riscos climáticos também tem ganhado atenção nos debates de ministérios de Finanças e presidentes de Bancos Centrais dos países-membros para chegar a medidas que possam ser implementadas a nível global. Ela destacou a necessidade de atuar na agenda de adaptação às mudanças climáticas para melhorar a resiliência da infraestrutura, das capacidades institucionais e dos fluxos financeiros dos países. 

“Estamos tratando dessa revisão da ação global concentrada em fortalecer a capacidade de planejamento e de implementação. Tudo isso tem uma relação também com a COP 30, porque nós queremos fortalecer a capacidade dos países de implementar as NDCs (Nationally Determined Contribution) mais ambiciosas que também serão aqui abordadas”, explicou a embaixadora brasileira. 

De acordo com Ana Toni, secretária de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, o país convive simultaneamente com três desastres ambientais provocados pelas alterações no clima: as inundações no Sul; as queimadas na região do Pantanal e as inundações na região Amazônica. Para ela, o cenário salienta o compromisso e os investimentos do governo federal para combater a crise climática no país. Sobre o papel do G20, Toni salientou que os países-membros do fórum são responsáveis por 80% das emissões e dos meios financeiros para implementação das ações anti-mudanças do clima e precisam se engajar na “responsabilidade curativa” para enfrentar a crise.

Engajamento do governo local

Helder Barbalho, governador do Pará, pontuou a relevância estratégica dos temas debatidos para o estado em preparação para a COP 30, bem como a transversalidade deles com as urgência globais relacionadas à preservação do meio ambiente e combate às mudanças climáticas; a reforma da governança global e o combate às desigualdades. “O G20 faz um chamamento, apresenta soluções e sinaliza o compromisso de um novo tempo para o para o planeta e, acima de tudo, para a sociedade e nós estamos aqui envolvidos”, disse. 

O governador agradeceu a escolha de Belém para a reunião da Força-Tarefa do G20 e destacou as expectativas para os debates que acontecerão entre as maiores economias do mundo. “Para tomadas de decisões que diretamente possam fazer a transformação necessária para a coletividade global é fundamental que nós possamos colocar a agenda ambiental no centro das discussões, visualizar a governança e compreender a transversalidade de coincidir com o aspecto econômico. A transformação social deve ser efetivamente e de forma literal a estratégia sustentável, que todos nós estamos buscando, tendo o Brasil como o país líder”, declarou Barbalho.

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