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Boletim G20 Ed. 158 - Em Manaus, G20 aprofunda debates sobre Bioeconomia e Sustentabilidade

Na capital do estado do Amazonas, delegados do G20 alinharam as discussões teóricas a vivências práticas relacionadas às pautas, com visitas à campo na floresta e participação de representantes do movimento indígena e do movimento dos catadores em mesas temáticas. Ouça a reportagem e saiba mais.

22/06/2024 07:00 - Modificado há 2 anos

Repórter: Bioeconomia alinhada aos povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares; biorremediação; pagamento por serviços ecossistêmicos; e economia circular. Estes foram alguns dos debates que compuseram as agendas da Iniciativa de Bioeconomia e do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade Climática e Ambiental, que reuniram-se em Manaus, capital situada em meio a Floresta Amazônica.

As agendas, de 17 a 21 de junho, alinharam as discussões teóricas a vivências práticas relacionadas às pautas, com visitas à campo na floresta e participação de representantes do movimento indígena e do movimento dos catadores em mesas temáticas. Carina Pimenta, secretária Nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, explicou a importância da escolha da cidade. 

Carina Pimenta: Fazer isso na Amazônia tem a vantagem de trazer para cá países que nunca antes mergulharam nessa diversidade social. A experimentação ajuda a compreender quando nós estamos falando de promover o uso sustentável da biodiversidade, o manejo das nossas florestas, quando usamos essas expressões aqui você materializa em produtos, do açaí, da castanha, dos óleos que estão no nosso shampoo, nos nossos medicamentos.

Repórter: Sobre a reunião de Bioeconomia, o embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Itamaraty destacou a adesão dos países do G20 à Iniciativa

André Corrêa do Lago: De um modo geral os países reagiram muito positivamente a essa proposta brasileira, vieram em um grande número, vários ministérios, vários países, porque o tema toca vários ministérios nos outros países também e, portanto, tem sido uma discussão extremamente útil, tanto do uso das florestas e como se pode favorecer as populações das florestas ao estimular a bioeconomia.

Repórter: Dentre os eixos do GT de Sustentabilidade, Adalberto Maluf, secretário de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Brasil, indicou avanços na pauta da gestão de resíduos e economia circular

Adalberto Maluf: Aqui no grupo de gestão de resíduos e economia circular a gente conseguiu pré-aprovar o documento que foi feito pela presidência brasileira, depois de sugestões de vários países. Então,  a gente criou alguns conceitos internacionais de critérios para fazer o empoderamento dos catadores, ampliação da reciclagem, estratégias nacionais de aumento de compostagem, de redução do desperdício de alimentos e trouxemos esses novos conceitos que ainda não não existiam a nível mundial da economia circular inclusiva. 

Repórter: Enquanto a Iniciativa de Bioeconomia tem sua próxima reunião em julho, no Rio de Janeiro, o Grupo de Trabalho de Sustentabilidade Ambiental e Climática se reúne novamente em outubro, também na capital fluminense.

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