Alocução - Formatura do Ensino Médio 2015
Alunas: NATALIA DA SILVA LEAL & RAYSSA CHRISTINA ABREU DOS SANTOS
Para muitos, a formatura é apenas um rito de passagem. Para outros, uma ocasião meramente formal. Hoje, em nome do terceiro ano, Turma Machado de Assis, decidimos comemorar um marco que determina o fim de um ciclo e o começo de outro. Por isso, é com grande satisfação e orgulho que estamos aqui para formalizar nossa tão esperada colação de grau. De antemão, gostaríamos de agradecer àqueles que nos ajudaram a chegar até aqui. Agradecer aos nossos mestres, que nos mostraram a beleza existente em aprender e a força necessária para mudar; aos funcionários, pelo apoio fora de sala de aula para desenvolver nosso aprendizado; e agradecer aos responsáveis, pela base sólida de amor e incentivo ao sucesso pessoal e escolar.
A formatura de 2015 é única. É única porque esse ano, não somos apenas nós que estamos mudando, o mundo inteiro está mudando junto. Se pudéssemos definir o ano em uma palavra, seria essa: mudança. Mudaram-se as turmas, médias, professores, regras e planos. Mudamos de escolha profissional, de média 3 para 2 turmas e de 5 para 6,25. São tantas as mudanças que pensar em algo que sempre foi o mesmo, no caso, nosso laço inexorável e indelével de amizade, alivia o coração e nos salva do afogamento diário em cobranças e surtos da famigerada adolescência. Procuramos, dessa forma, pensar em nós e em toda ambiguidade apaixonante da palavra. Somos nós, fomos nós e sempre seremos. Seremos o nós da primeira pessoa do plural, e mais que isso, seremos para sempre os nós que já deixaram de ser laço!
Ao lado de nossos companheiros, fomos ensinados a respeitar; seja trazendo a boina e a luva toda terça-feira ou apenas tirando o fone do ouvido para dar bom dia ao coronel na porta de entrada. Também nos ensinaram a tão valorizada disciplina, não só ao correr para chegar antes dos portões fecharem, como em todas as vezes em que tivemos de colocar a blusa para dentro da calça ou da saia.
Ao montar os grupos de estudo no WhatsApp e manter ativa a circulação dos resumos mais mastigados aprendemos a importância do companheirismo. E ainda, durante os melhores (e piores) momentos da festa de formatura, também compartilhamos do significado da união.
Após todos esses momentos, percebemos que muito além disso existe um entrelaçamento de fios, de linhas, problemas e conexões tão fortes, que me desculpe o resto, mas temos os melhores nós.
Todos aqui presentes, sentados com suas becas em prosa, têm momentos e memórias diversas para destacar. Porém, não importa se chegamos na classe de alfabetização, no sexto ano do Fundamental ou até mesmo no primeiro ano do ensino médio, tudo que vivenciamos dentro desta instituição será, em algum momento de nossas vidas, recordado.
Quando adultos, não lembraremos apenas do sempre surpreendente, “muito bem” do professor Carlos ou de como a Lenita sempre estava “a mando do capeta”, mas de como também foi difícil chegar ate aqui.
Cada trabalho feito com suor, cada nota que não foi tão alta quanto as da Aprigio ou da Larissa e cada teste entregue nos últimos cinco minutos do segundo tempo também serão lembrados. E por mais que não tenhamos nos desesperado tanto quanto a Yasmin e por fim, nos ajudado mais do que deveríamos (obrigada, Lohana e Louise) todos nós temos plena consciência das delícias e das dores com as quais convivemos até conquistar nosso lugar na lista de aprovados.
São tantas memórias marcantes, que não vai dar para esquecer todas as risadas e lágrimas que compartilhamos, pois nos dando conselhos sobre as provas da vida, nossos professores viraram amigos e nossos amigos viraram professores.
Numa época em que os valores estão invertidos, é mais do que importante também reconhecer os valores desses profissionais. É muito difícil expressar aqui tudo que eles nos ensinaram, porque as lições vão muito além do que caia nas provas. Se todos os jovens do Brasil tivessem oportunidade de aprender com os mestres que tivemos, certamente o país seria diferente: mais justo, mais democrático, mais rico, mais desenvolvido, mais reconhecido, mais respeitado, mais organizado e menos corrupto.
Sobre os nossos pais, é importante frisar que apenas uma força poderosa da natureza como o amor da família é capaz de capacitá-los para nos aturar nos momentos de estresse, já que não raro somos acometidos pelo fracasso, pelas dúvidas, brigas e notas ruins, que são partes indivisíveis da vida e nos fizeram apreciar ainda mais os bons momentos que tivemos nessa instituição. Discurso nenhum é capaz de expressar o quão gratos nós somos e, apesar de tentarmos, não somos capazes de transmitir em sua totalidade o que nós realmente sentimos, mas vale a tentativa de agradecer e dizer que amamos vocês.
Como se a saudade não fosse forte o suficiente, é importante saber que tudo a partir de agora fica mais difícil. Nossos erros não serão mais pontos perdidos em uma prova. Os problemas da vitória são muito mais agradáveis que os da derrota, mas não são menos difíceis. O ensino médio não é o começo do fim, e sim o fim do começo. Começo esse que proporcionará novas experiências, aprendizados, cobranças e novos nós. Sabemos que a partir de amanhã, cada um vai seguir seu próprio caminho, mas é impossível apagar a Fundação Osorio de nossa história. Agora podemos afirmar com propriedade que o saldo da experiência foi positivo e tudo valeu a pena.
Ao pegar nossos diplomas e nos despedir de nossos professores, estamos confiando em suas palavras, apostando em suas promessas e também prometendo uma única coisa: não falhar. Hoje, saímos daqui diferentes do que éramos quando entramos e graças a nossa formação, educação e capacitação – dentro e fora da Fundação Osorio, podemos fazer o bem e doar àqueles que precisam um pouco do que somos e aprendemos.
Obrigada!