PROGRAMA DINHEIRO DIRETO NA ESCOLA

Contrata+Brasil chega às escolas públicas atendidas pelo Programa Dinheiro Direto na Escola

Parceria entre MGI e MEC beneficia cerca de 138 mil escolas públicas que recebem recursos do PDDE. Instituições agora podem contratar serviços de pequenos reparos pela plataforma, gerando mais oportunidades de trabalho local

Publicado em 23/12/2025 11:05Modificado há 3 meses
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O Governo do Brasil segue avançando na ampliação do alcance do Contrata+Brasil. A partir de agora, a plataforma gratuita poderá ser utilizada por milhares de escolas públicas de educação básica atendidas pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para contratar serviços de manutenção e pequenos reparos. A novidade, fruto de parceria entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Ministério da Educação (MEC), visa simplificar a rotina administrativa das escolas, dar mais transparência aos recursos e contribuir para gerar novas oportunidades de trabalho e renda para Microempreendedores Individuais (MEIs), que passam a ter acesso a mais ofertas de serviços em suas cidades.

O PDDE é um programa do governo federal, criado em 1995, para enviar recursos diretamente às escolas públicas de educação básica. Todos os anos, são destinados aproximadamente R$ 2 bilhões para mais de 138 mil escolas, que atendem, juntas, quase 38 milhões de estudantes em todo o Brasil. O dinheiro pode ser usado, entre outras finalidades, para a realização de pequenos reparos, como reforma de carteiras, pintura de parede e conserto de ventiladores, serviços contemplados no Contrata+Brasil. Ao todo, já são 47 tipos disponíveis na plataforma.

“Nós já temos no Contrata+Brasil os MEIs, inserimos recentemente os pequenos agricultores e, agora, com apoio do MEC, abrimos espaço para que a comunidade escolar faça parte do nosso programa. Vai facilitar muito a vida dos gestores e vai ser mais simples para a comunidade, que é quem decide como gastar o recurso do PDDE, acompanhar todo o processo”, disse a ministra da Gestão, Esther Dweck.

“Por meio do PDDE, o Ministério da Educação envia o recurso direto para a escola para que ela possa fazer pequenos reparos e pequenas compras que ajudam no dia a dia da gestão. A partir de agora, isso fica ainda mais simplificado por meio da plataforma Contrata+Brasil, que é gratuita”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana.

Como as escolas podem aderir

A adesão ao Contrata+Brasil deve ser formalizada pela Unidade Executora da escola pública de educação básica. Trata-se de uma entidade representativa da comunidade escolar — como associações de pais e mestres, conselhos escolares, fundos rotativos ou outras entidades civis organizadas — com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo, responsável por receber e aplicar os recursos repassados pelo PDDE.

Para viabilizar essa adesão, foi realizada a integração entre o Contrata+Brasil e o sistema PDDE Web, permitindo o reconhecimento e o cadastro do CNPJ das Unidades Executoras vinculadas às escolas. Dessa forma, essas instituições passam a contar com mais opções de escolha entre prestadores de serviço disponíveis na cidade por meio da plataforma de comércio eletrônico público.

Funciona assim: os presidentes das Unidades Executoras das escolas devem acessar o Contrata+Brasil com sua conta GOV.BR para publicar demandas da instituição e cadastrar usuários que serão responsáveis pelas contratações. Uma vez lançada a oportunidade, MEIs inscritos na plataforma para prestação do serviço na região recebem uma mensagem automática via WhatsApp.

A partir daí, os profissionais podem enviar o orçamento diretamente pelo Contrata+Brasil para que a escola analise as propostas recebidas e decida a que melhor atenderá às suas necessidades. Após a escolha, o serviço é prestado e o pagamento é feito principalmente por meio do cartão do PDDE.

As contratações pela plataforma seguem as mesmas regras aplicadas aos demais órgãos públicos: são destinadas, nesta fase da ferramenta, apenas para serviços de manutenção e pequenos reparos e o valor máximo permitido por contratação permanece R$ 12.545,11.

Benefícios para as escolas e para a economia local

A plataforma torna o processo de contratação mais seguro e com maior respaldo jurídico para as escolas. Com regras claras e etapas padronizadas, a tramitação se torna mais simples e melhora a transparência para a execução do serviço. Além disso, permite que as escolas tenham acesso a um número maior de profissionais cadastrados na plataforma, aumentando as chances de receberem propostas de orçamento mais vantajosas.

Nesse contexto, outro ponto positivo é o incentivo ao desenvolvimento sustentável da economia local, já que prestadores de serviço da própria região podem participar do processo de seleção e firmar contratos com as escolas. Com isso, MEIs têm mais oportunidades de trabalho e renda, ajudando a movimentar a economia das cidades.

“A inclusão das Unidades Executoras dessas escolas no Contrata+Brasil representa uma ampliação do público atendido pela ferramenta. Não só os profissionais e a economia local ganham, mas também alunos e a direção das escolas, que passam a contar com mais facilidade e transparência para providenciar a manutenção de seus espaços”, comemorou Roberto Pojo, secretário de Gestão e Inovação (Seges) do MGI.

Sobre a plataforma

Lançado em fevereiro, o Contrata+Brasil nasceu com a proposta de simplificar as contratações públicas, aproximar o Estado de pequenos fornecedores e fomentar as economias locais. A plataforma começou conectando órgãos públicos a microempreendedores individuais (MEIs) para a execução de serviços de manutenção e pequenos reparos, como pintura e carpintaria, com processos mais ágeis e menos burocracia. Em poucos meses, passou a movimentar mercados regionais e demonstrou que é possível fazer pequenas contratações com mais propósito, rapidez e transparência.

Em novembro, durante a COP30, em Belém (PA), o MGI deu início a uma nova etapa do Contrata+Brasil com a inclusão do módulo para aquisição de alimentos. A ampliação integrou à plataforma a modalidade de Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a de credenciamento prevista na Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021). Com isso, passou a permitir a compra de alimentos da agricultura familiar, de povos e comunidades tradicionais, de grupos especiais e de cadeias produtivas da sociobiodiversidade.

Agora, com a entrada do PDDE, o Contrata+Brasil avança ao apoiar escolas públicas na contratação de serviços de manutenção e pequenos reparos de forma simples. Para 2026, está prevista a integração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o que permitirá que realizem também compras de alimento pela plataforma.

Até o momento, o Contrata+Brasil reúne cerca de 1,2 mil órgãos públicos, mais de 7,2 mil profissionais cadastrados e já viabilizou o pagamento de mais de R$ 11 milhões para fornecedores, movimentando economias das cidades brasileiras. Esses resultados consolidam a plataforma como uma solução prática e inovadora para modernizar as compras públicas, promover a inclusão produtiva em todo o país e fomentar mudanças em padrões de consumo.

Para saber mais sobre o Contrata+Brasil, consulte os tutoriais disponíveis no site www. ou entre em contato com a Central de Atendimento pela plataforma.

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Finanças, Impostos e Gestão Pública
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