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Força-tarefa

Advogado é alvo de operação no Rio de Janeiro

O criminoso utilizava documentos falsos para obter benefícios previdenciários
Publicado em 22/11/2021 09h50

A Força Tarefa Previdenciária e Trabalhista realizou, na última sexta-feira (19), na Baixada Fluminense (RJ), a Operação “Ghost”. Foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência de um advogado que utilizava documentos falsos e alegava prestar assessoria jurídica para ingressar com pedidos de benefícios no INSS. O mandado foi expedido pela Terceira Vara Federal da Justiça Federal de São João de Meriti.

A busca foi baseada em investigações realizadas pela Polícia Federal com a colaboração da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT), do Ministério do Trabalho e Previdência, área que fez levantamentos e análises acerca de benefícios com irregularidades.

O prejuízo apurado até o momento atingiu a cifra de R$ 29 mil. Estima-se uma economia próxima a R$ 740 mil com a cessação dos pagamentos dos benefícios irregulares, considerando a expectativa de vida dos titulares dos benefícios, a partir das Tabelas de Mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O advogado investigado responderá pelos crimes de estelionato previdenciário, falsidade ideológica e material, uso de documento falso, exercício irregular de advocacia e falsidade ideológica. O criminoso ainda pode responder por outros crimes que venham a ser detectados no curso da análise do material apreendido nesta Operação, tais como diversos documentos e equipamentos utilizados nas práticas criminosas.

A operação recebeu o nome de Ghost pelo fato de o cidadão investigado obter benefícios previdenciários lastreados em documentos forjados para pessoas inexistentes (fantasmas).

A Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista é integrada pelo Ministério do Trabalho e Previdência, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal e atua em conjunto no combate a crimes contra o sistema previdenciário e demais benefícios trabalhistas. No Ministério do Trabalho e Previdência, cabe à Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista investigar e analisar os indícios de crime.

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