Desenvolvimento Regional

Efeitos dinamizadores da Zona Franca na região amazônica

Responsável pelas políticas de fortalecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM) e estímulo ao desenvolvimento de sua área de atuação, a Suframa identifica potencialidades regionais e cria condições para transformá-las em oportunidades de negócios.

A Autarquia realizou várias ações, estudos e projetos de aproveitamento da biodiversidade, visando aumentar a qualidade e a competitividade dos produtos regionais. Também estabeleceu centenas de parcerias com diversas instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior, com o intuito de promover o desenvolvimento socioeconômico em toda a região.

Como exemplo dos efeitos dinamizadores proporcionados pelo modelo de desenvolvimento regional, antes da Zona Franca de Manaus (ZFM), o Estado do Amazonas possuía uma única universidade; atualmente, são dezenas. O número de cursos de mestrado e doutorado, antes inexistentes, chega a mais de 70 atualmente. A Universidade do Estado do Amazonas, que possui unidades em todos os 62 municípios amazonenses, é mantida por contribuições feitas pelas indústrias do PIM, garantindo o acesso à educação de nível superior em todo o Estado. Nos demais Estados da área de atuação da Suframa, convênios também viabilizaram a infraestrutura das universidades federais do Acre e de Rondônia, além de investimentos em capital intelectual por meio de programas de especialização, mestrado e doutorado em toda a Amazônia Ocidental.

O sucesso da implantação do modelo é constatado não apenas no âmbito econômico e social, mas também na esfera ambiental, mediante comprovações científicas. Ao concentrar a atividade econômica em uma área física reduzida, com baixo índice de utilização de recursos florestais, a ZFM garantiu a preservação de mais de 90% da mata nativa do Amazonas, uma vez que a ZFM propiciou uma alternativa econômica que não necessita da exploração predatória dos recursos naturais.

O impacto da atividade industrial sobre a floresta foi comprovado pelo estudo “Instrumentos Econômicos para a Proteção da Amazônia – a experiência do Polo Industrial de Manaus”, elaborado por pesquisadores das universidades federais do Amazonas e Pará, do Instituto Piatam e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Outro estudo que confirma a preservação ambiental no Amazonas em decorrência do PIM, é o “Zona Franca de Manaus – Impactos, efetividade e oportunidades”, promovido pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EESP). O estudo aponta uma série de externalidades positivas a partir da criação da Zona Franca de Manaus, em 1967, entre elas a constituição do PIM, o crescimento da renda per capita de Manaus acima da média brasileira, a melhoria da infraestrutura e das condições de moradia da população, a expansão da escolaridade dos trabalhadores da indústria de transformação do Amazonas e, ainda, a correlação negativa entre desmatamento e atividade industrial no âmbito da ZFM – ou seja, o PIM contribuiu para a preservação ambiental o Amazonas.