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CBA estimula o fortalecimento das cadeias produtivas durante Seminário de Bioeconomia em Maués

Cidade amazonense a 258 quilômetros de Manaus recebeu evento que debateu o papel do setor primário na economia e sustentabilidade da Amazônia
Publicado em 13/11/2020 11h16

O gestor do CBA, Fábio Calderaro, foi um dos palestrantes do evento e destacou a importância do empreendedorismo (Foto: Divulgação/CBA)

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) participou, nos dias 28, 29 e 30 de outubro, do 1º Seminário de Bioeconomia de Maués (AM). O objetivo do evento, que contou com palestras, oficinas e visitas técnicas, foi estimular a qualificação de pequenos negócios de produtores da cadeia do guaraná e de outros insumos de base florestal para atenderem e alcançarem mercados cada vez mais exigentes.

O papel do setor primário na economia e na sustentabilidade da região foi senso comum entre os especialistas convidados, que defendem um olhar estratégico para a bioeconomia. Participaram do seminário, além dos gestores do Sebrae-AM, Wanderléia Oliveira e Fábio Souza, o gestor do CBA, Fábio Calderaro, a pesquisadora Maria Katherine Oliveira, a palestrante da Rede Amazônica de Inovação (Rami) Jane Márcia, o professor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Lizandro Manzato, o empresário Danniel Pinheiro, da Biozer, além de representantes de empresas e cooperativas da cidade de Maués.

O gestor do CBA, Fábio Calderaro, foi um dos palestrantes e destacou a importância do empreendedorismo, gestão, tecnologia e inovação para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. "Precisamos desenvolver o empreendedorismo biotecnológico e a organização de cadeias produtivas endógenas. Para tanto, precisamos qualificar, levar boas práticas e melhorar o ambiente de negócios local para que os produtores da região possam melhorar a produtividade e atingir mercados cada vez mais exigentes com produtos de qualidade e certificados”, disse.

Segundo Calderaro, os produtores rurais e extrativista da Amazônia enfrentam um ambiente de negócios extremamente hostil. Questões como o problema da falta de titularidade de terras, infraestrutura precária, transporte caro e limitado, energia de baixa qualidade, telecomunicações ineficientes, dificuldade para obtenção de licenciamento ambiental, capital humano pouco qualificado e falta de acesso ao crédito são óbices que deixam a região muito aquém em questões de competitividade.

Inovação e qualidade
No Seminário de Bioeconomia em Maués foram vivenciados conceitos e práticas que instigaram o empreendedor regional a apostar na inovação e qualidade, pois foi demonstrado (por meio das oficinas, visitas técnicas e palestras) como o guaraná, o cacau, o leite de cabra, dentre outras matérias-primas locais podem ser inseridas em produtos alimentícios e cosméticos de interesse da indústria e do consumidor, sejam estes regionais, nacionais ou internacionais. “O CBA em parceria com o Sebrae-AM vem realizando ações estratégicas no interior do estado. Visto a oportunidade, o Sebrae e o CBA têm apoiado o fortalecimento dos diferentes elos das cadeias produtivas de base florestal (ou agroflorestal), seja do guaraná, da castanha-do-Brasil, das polpas de frutas, ou mesmo da meliponicultura no Amazonas” disse a pesquisadora do CBA, Katherine Oliveira.

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