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Energia renovável: Sudene estima potencial de atração de até R$ 7,67 bi em investimentos para o Nordeste

Com 28 projetos financiados através do FDNE desde 2008 e outros 15 aguardando aprovação, a autarquia federal destaca-se como player relevante no estímulo à diversificação sustentável da malha energética nacional.
Publicado em 20/07/2021 15h59 Atualizado em 23/07/2021 09h17
Energia eólica

Potencial eólico do Nordeste é um dos diferenciais estimulados pela Sudene.

Quando o assunto é geração de energia por meio de fontes renováveis, os bons ventos que sopram no Nordeste têm feito a região se destacar no cenário nacional. Fato disso é que no último dia 12, o Operador Nacional do Sistema (ONS) registrou o pico de 11.715 megawatts (MW), recorde de geração de energia pela força dos ventos, valor suficiente para atender 106,8% da demanda dos 9 estados que integram o território.

É neste cenário que a atuação da Sudene se destaca. Desde 2008, ano em que a autarquia oficializou o primeiro financiamento de um parque eólico no Nordeste, a superintendência atraiu mais de R$ 4,39 bilhões em investimentos para projetos de energia eólica. Deste valor, R$ 2,52 bi foram viabilizados através de financiamento com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), linha de crédito administrada pela Sudene para atrair empreendimentos considerados estratégicos para o crescimento da região.

Proporcionalmente, a cada um real contratado pelas empresas do setor junto à superintendência na forma de crédito, foram investidos R$ 1,74 na região.

Os projetos estão espalhados por três estados. O Ceará e o Rio Grande do Norte, com 12 projetos cada, foram os principais destinos dos investimentos das empresas. A Bahia completa o trio com outros 4 projetos. As 28 plantas eólicas possuem 381 aerogeradores e 996 MW de capacidade instalada. No total, foram gerados 1093 postos de trabalho.

“O setor de energias renováveis vem recebendo grande atenção da Sudene nesse último período. Através dos grandes investimentos na região, promovidos pelo FNE e pelo FDNE, este setor tem tido grande destaque, sendo primordial para o balanceamento energético do país, contribuindo com o crescimento do país. O Nordeste, por sua vez, é o grande celeiro nesta temática”, comentou o superintendente Evaldo Cruz Neto. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), 80% dos parques eólicos brasileiros estão no Nordeste, território que tem “um dos melhores ventos do mundo para produção de energia eólica”, por serem mais constantes, terem uma velocidade estável e não mudarem de direção com frequência.

Os valores da Sudene podem ser ainda mais otimistas. Se forem acrescentados os projetos que também envolvem distribuição de energia, além de empreendimentos em análise por técnicos da Sudene para a aprovação de financiamento - incluindo aí sete parques solares, seis usinas eólicas e outras duas linhas de transmissão ­- os números chegam a R$ 7,67 bilhões em investimentos, com participação de R$ 4,05 bi em recursos financiados por meio do FDNE. Neste cenário, a capacidade instalada chega a 1456 MW, além de totalizar 1388 empregos, entre postos de trabalho já criados e previstos.

Além de ampliar a sustentabilidade ambiental do setor, a instalação de projetos de energia renovável traz impactos positivos no campo social. O estudo “Impactos Socioeconômicos e Ambientais da Geração de Energia Eólica no Brasil”, conduzido pela Associação Brasileira de Energia Eólica mostrou que os municípios que receberam parques eólicos registraram aumento de 21,15% em seu Produto Interno Bruto (PIB) e 20,19% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) quando comparados às cidades que não possuem estes equipamentos. Confira o levantamento completo.

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