Perguntas e Respostas

Publicado em 07/04/2021 23h35 Atualizado em 12/04/2021 18h34
  • Covid-19
    • O que é o coronavírus?

      Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos. Raramente, os coronavírus que infectam animais podem infectar pessoas, como exemplo do MERS-CoV e SARS-CoV. Recentemente, em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a COVID-19, sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa.

    • O que fazer se eu estiver doente?

      Se estiver doente, com sintomas compatíveis com a COVID-19, tais como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar, evite contato físico com outras pessoas, incluindo os familiares, principalmente, idosos e doentes crônicos, busque atendimento nos serviços de saúde e siga as orientações médicas. 

      • Utilize máscara o tempo todo. 
      • Se for preciso cozinhar, use máscara de proteção, cobrindo boca e nariz todo o tempo. 
      • Depois de usar o banheiro, nunca deixe de lavar as mãos com água e sabão e sempre limpe vaso mantendo a tampa fechada, pia e demais superfícies com álcool, água sanitária ou outro produto recomendado pela Anvisa para desinfecção do ambiente. 
      • Separe toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos apenas para seu uso. 
      • O lixo produzido precisa ser separado e descartado. 
      • Evite compartilhar sofás e cadeiras e realize limpeza e desinfecção frequente com água sanitária ou álcool 70% ou outro produto recomendado pela Anvisa.
      • Mantenha a janela aberta para circulação de ar do ambiente usado para isolamento e a porta fechada, limpe a maçaneta frequentemente com álcool 70%, água sanitária, ou outro produto recomendado pela Anvisa. 
      • Caso o paciente não more sozinho, recomenda-se que os demais moradores da residência durmam em outro cômodo, seguindo também as seguintes recomendações: 
      • Mantenha a distância mínima de 1 metro entre a pessoa infectada e os demais moradores. 
      • Limpe os móveis da casa frequentemente com água sanitária, álcool 70% ou outro produto recomendado pela Anvisa. 
      • Se uma pessoa da casa tiver diagnóstico positivo, todos os moradores devem ficar em distanciamento conforme orientação médica.
    • Como ocorreram as primeiras infecções humanas pelo novo coronavírus?

      Em 31 de dezembro de 2019 o escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi informado sobre casos de pneumonia de origem desconhecida detectados na cidade de Wuhan, localizada na província de Hubei, na parte central da China, cuja população estimada é de 11 milhões de habitantes. 

      As autoridades chinesas informaram à OMS que alguns pacientes trabalhavam em um mercado atacadista de peixes e animais vivos, localizado em Wuhan, denominado Huanan Seafood Market, maior mercado da cidade com 600 estabelecimentos e 1.500 trabalhadores. Esse mercado foi fechado em 1 de janeiro de 2020 para ações de saneamento e desinfecção ambiental.

    • Qual a diferença entre COVID-19 e o novo coronavírus?

      COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), agente causador da doença

    • Qual a probabilidade de eu pegar a COVID-19?

      O Brasil vivencia em muitos municípios a transmissão comunitária, ou seja, existe a circulação do vírus na comunidade e o risco de contraí-lo aumenta. A pessoa pode contrair o vírus da COVID-19 no contato com outra pessoa que já tenha o vírus. COVID-19 é transmitida de pessoa para pessoa por meio de gotículas do nariz ou da boca. O indivíduo que está com a COVID-19, ao falar, tossir ou espirrar pode espalhar este vírus, por isso a necessidade de distanciamento de pelo menos 1 metro de distância entre as pessoas e da adoção das demais medidas como uso de máscara, higienização frequente das mãos, manutenção dos espaços limpos e ventilados, não frequentar locais com aglomeração de pessoas, entre outras. 

      Todas as unidades federadas já notificaram casos de COVID-19. Dessa forma, os cuidados de distanciamento social, lavagem das mãos com água e sabão e uso de álcool-gel 70% são importantes para reduzir o risco de se infectarem. 

      Algumas ocupações como em serviços de saúde e segurança pública, em  setores que o trabalho ocorre em regime de confinamento como em plataformas de petróleo e embarcações ou ainda cujo processo de trabalho dificulte a implementação de medidas de distanciamento por ocorrerem em linha ou esteira de produção, devem redobrar os cuidados de higiene e atentar para o uso adequado de EPI e outras medidas protetivas.

    • Quem está mais vulnerável à COVID-19?

      Pessoas idosas e pessoas com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabete) estão mais suscetíveis a desenvolver casos mais severos de COVID-19.

    • Quanto tempo o vírus sobrevive nas superfícies?

      Não é certo quanto tempo o vírus que causa a COVID-19 sobrevive na superfície. Estudos sugerem que os coronavírus podem persistir nas superfícies por algumas horas ou até vários dias. Isso pode variar sob diferentes condições (por exemplo: tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente). 

      Se você acha que uma superfície pode estar infectada, limpe-a com um desinfetante simples para matar o vírus e proteger a si e aos outros. Limpe as mãos com álcool gel a 70% ou lave-as com água e sabão. Evite tocar nos olhos, boca ou nariz.

    • Devo usar uma máscara para me proteger?

      Dados científicos recentes constatam que a transmissão da COVID-19 pode ocorrer mesmo antes do indivíduo apresentar os primeiros sinais e sintomas. Por esse motivo, o Ministério da Saúde passou a recomendar o uso de máscaras faciais para todos. A utilização de máscaras impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos. 

      Diante da insuficiência de insumos, foi solicitado aos cidadãos para que produzam a sua própria máscara de tecido, deixando as máscaras profissionais (cirúrgica e N95 ou similares) para os profissionais da saúde ou outro grupo de trabalhador para o qual exista a previsão legal do uso deste EPI. 

      O uso da máscara caseira ajuda na prevenção da COVID-19 desde que associada a outras medidas de prevenção, como: 

      • Distanciamento social
      • Cumprimento da etiqueta respiratória
      • Higienização das mãos
      • Limpeza e desinfeção de ambientes

       

      Caso você opte por confeccionar uma máscara caseira, observe as seguintes recomendações: 

      • Confeccionar a máscara com pelo menos duas camadas de pano, como algodão ou tricoline ou TNT
      • Ser individual
      • A máscara deve cobrir totalmente boca e nariz e ficar bem ajustada ao rosto.
      • As máscaras devem ser de uso individual.

       

      Como usar a máscara caseira: 

      • Lave as mãos com água e sabão, antes de colocar e retirar a máscara
      • Remova a máscara pelo laço ou nó da parte de trás e evite tocar na parte da frente
      • Deixe a máscara de molho por 30 minutos em uma mistura de 1 parte de água sanitárias (2% a 2,5%) com 50 partes de água potável. Por exemplo: 10ml de água sanitária para 500ml de água potável
      • Lave a máscara e as mãos com água e sabão.
      • A máscara precisa estar seca para ser utilizada de novo!
      • Após secagem da máscara utilize o com ferro quente e acondicionar em saco plástico.
      • Trocar a máscara sempre que apresentar sujidades ou umidade.
      • Descartar a máscara sempre que apresentar sinais de deterioração ou funcionalidade comprometida.
      • Ao sinal de desgaste da máscara deve ser inutilizada e nova máscara deve ser feita

       

      Veja a Nota Informativa 

      Em caso de dúvidas sobre confecção, contraindicação, tipos de tecido, forma de uso, acesse o documento Orientações gerais – Máscaras faciais de uso não profissional, elaborado pela Anvisa. É importante ressaltar que as máscaras cirúrgicas e os respiradores N-95 devem ser reservados aos profissionais de saúde.

       

  • Vacina
    • A vacina para covid-19 é segura?

      Sim, as vacinas adotadas pelo SUS cumpriram todas as fases, seguiram critérios científicos rígidos e seu uso emergencial foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    • Ao me vacinar estarei completamente imune ao coronavírus?

      A vacina reduzirá o risco de desenvolver complicações pela covid-19, mas ainda não está claro seu impacto na infecção pelo vírus. Indivíduos vacinados têm menor risco de complicações, mas é possível que pessoas vacinadas venham a se infectar e transmitir a doença mesmo que não desenvolvam sintomas ou desenvolvam sintomas leves.

    • A vacina pode me imunizar de todas as mutações do coronavírus?

      Os dados disponíveis até o momento apontam que as vacinas são eficazes para a maioria das cepas do vírus. Porém, não é possível prever ainda se existirão mutações do vírus que reduzam a proteção conferida pela vacina.

    • A vacina tem algum efeito colateral? Posso adoecer de outra coisa?

      Não foram observados eventos adversos graves com a vacina. Os eventos adversos mais comuns foram cefaleia, fadiga e dor no local da aplicação, outros eventos adversos menos comuns foram observados, porém todos leves. A lista completa de eventos adversos está descrita na bula da vacina, disponível no site do fabricante e da Anvisa.

    • O que pode ser considerado um evento adverso normal da vacina?

      Se trata de uma reação produzida pelo organismo quando em contato com um “corpo estranho”. Os efeitos adversos em sua grande maioria são leves, como dor no local da aplicação, vermelhidão local e febre. É importe deixar claro que grande parcela da população não apresenta nenhum desses sintomas.

    • Será necessário tomar a vacina todos os anos, como a da gripe?

      Ainda não é possível saber com qual periodicidade será preciso tomar a vacina Covid-19. Apenas após os resultados dos estudos de eficácia e dos estudos da Fase 4 será possível avaliar a necessidade de doses adicionais.

    • Eu estou imunizado logo após tomar a vacina? Posso voltar a frequentar aglomerações?

      Não! O sistema imunológico demora algum tempo para produzir a quantidade necessária de anticorpos. Além disso, ainda não há estudos sobre a eficácia da vacina no bloqueio da transmissibilidade da doença, assim, a adoção das medidas não-farmacológicas de prevenção como o uso de máscara, distanciamento social e a atenção à higiene das mãos e de objetos devem ser continuadas.

    • Depois de tomar a vacina, posso parar de usar a máscara?

      Não! É preciso continuar com o uso de máscara, distanciamento social e a atenção à higiene das mãos e de objetos. Não se sabe ainda qual a eficácia das vacinas para evitar a transmissão da Covid-19, de tal forma que pessoas vacinadas, mesmo que não venham a adoecer, poderão ter formas leves ou mesmo assintomáticas da doença e continuar transmitindo para os demais.

    • A pessoa vacinada pode transmitir o vírus?

      Sabe-se que indivíduos vacinados têm menor risco de complicações, mas é possível que, ao se infectar, transmitam a doença. Isso pode acontecer mesmo sem o desenvolvimento de sintomas.

       

    • Vai ter vacina em todas as cidades?

      A vacina será distribuída para todos os municípios a depender do cronograma de entrega das vacinas.

    • Quem serão os primeiros a receber a vacina?

      A Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19 teve início em 18 de janeiro de 2021, com doses que somaram um quantitativo aproximado de 6 milhões, recebidas do Laboratório Sinovac/Butantan. Posteriormente, o Ministério da Saúde seguiu distribuindo as doses de vacinas COVID-19 recebidas, em pautas consecutivas (semanais), destinadas aos grupos prioritários elencados no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO).

      A etapa inicial da Campanha de vacinação visou contemplar os trabalhadores de saúde da linha de frente dos estabelecimentos de saúde e apoio à assistência a pacientes com covid-19, no sentido de proteger a força de trabalho para manutenção dos serviços de saúde; paralelamente dando seguimento à vacinação dos grupos de maior risco para quadros graves e óbitos pela doença, tendo como população-alvo os idosos, seguido das pessoas com comorbidades; em uma segunda etapa serão contempladas as populações mais vulneráveis, seguida dos trabalhadores de serviços essenciais, conforme consta no PNO.

      O cronograma de vacinação de cada grupo tem sido definido de acordo com a disponibilização de doses de vacina.

    • Quem deve tomar a vacina?

      A população-alvo para vacinação na Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19 2021 encontra-se descrita no Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 (PNO), cuja versão atualizada pode ser conferida conferida aqui.

      Os grupos prioritários e o ordenamento definidos encontram-se no quadro abaixo (Quadro 1). Ressalta-se que as discussões acerca da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19 e das estratégias de operacionalização adotadas no País seguem ocorrendo com as principais sociedades científicas e especialistas com expertise em imunização, no âmbito da Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis (Portaria nº 28 de 03 de setembro de 2020) e conforme surgimento de novas evidências científicas, podendo haver alterações, conforme cenário disposto.

      O chamamento para vacinação tem se dado por etapas, conforme a entrega das vacinas COVID-19 pelos laboratórios produtores e distribuição às UF pelo Ministério da Saúde. Todas as pautas de distribuição e população-alvo estão sendo divulgadas por meio dos Informes Técnicos da Campanha.

      Quadro 1: Estimativa populacional para a Campanha Nacional de Vacinação contra a covid-19 - 2021 e ordenamento dos grupos prioritários*  

      Grupo

      Grupo prioritário

      População estimada*

      1

      Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas

      156.878

      2

      Pessoas com deficiência institucionalizadas

      6.472

      3

      Povos indígenas vivendo em terras indígenas

      413.739

      4

      Trabalhadores de saúde

      6.649.307

      5

      Pessoas de 90 anos ou mais

      893.873

      6

      Pessoas de 85 a 89 anos

      1.299.948

      7

      Pessoas de 80 a 84 anos

      2.247.225

      8

      Pessoas de 75 a 79 anos

      3.614.384

      9

      Povos e comunidades tradicionais Ribeirinhas

      286.833

      10

      Povos e comunidades tradicionais Quilombolas

      1.133.106

      11

      Pessoas de 70 a 74 anos

      5.408.657

      12

      Pessoas de 65 a 69 anos

      7.349.241

      13

      Pessoas de 60 a 64 anos

      9.383.724

      14

      Pessoas de 18 a 59 anos com comorbidades**

      17.796.450

      15

      Pessoas com deficiência permanente

      7.749.058

      16

      Pessoas em situação de rua

      66.963

      17

      População privada de liberdade

      753.966

      18

      Funcionários do sistema de privação de liberdade

      108.949

      19

      Trabalhadores da educação do ensino básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA)

      2.707.200

      20

      Trabalhadores da educação do ensino superior

      719.818

      21

      Forças de segurança e salvamento

      584.256

      22

      Forças Armadas

      364.036

      23

      Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros

      678.264

      24

      Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário

      73.504

      25

      Trabalhadores de transporte aéreo

      116.529

      26

      Trabalhadores de transporte aquaviário

      41.515

      27

      Caminhoneiros

      1.241.061

      28

      Trabalhadores portuários

      111.397

      29

      Trabalhadores industriais

      5.323.291

       

      Total

      77.279.644

      Fonte: CGPNI/DEIDT/SVS/MS. *Dados sujeitos a alterações. **Ver lista de comorbidades contempladas no Quadro 2 do PNO. Atualização de 15/03/2021.

       

    • A vacina pode ser usada em adultos e em crianças?

      A vacina, a princípio, não tem indicação para crianças, uma vez que os estudos de eficácia e segurança, de maneira geral, não incluíram este público. Atualmente, a Anvisa indica que a vacinação ocorra em pessoas a partir de 18 anos.

    • Eu já peguei Covid-19, preciso me vacinar?

      Sim! Pessoas que já pegaram Covid-19 devem ser vacinadas. Pesquisas apontam que a vacina pode proporcionar uma imunidade mais duradoura à Covid-19 e fortalecer a imunidade natural à doença.

  • Campanha de Vacinação Covid-19
    • A vacinação é obrigatória?

      Não há uma obrigatoriedade explícita para a vacinação, entretanto o Ministério da Saúde esclarece que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguras e possuem os devidos registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

      A vacinação é de extrema relevância para redução do impacto da doença, principalmente para redução da chance de hospitalização e morte. Apesar de não haver ainda estudos que comprovem a ação da vacina COVID-19 no bloqueio da transmissão da doença, há vacinas que possuem a efetividade comprovada da redução da transmissibilidade de outros agravos, de forma que é possível esperar algum efeito semelhante com a vacina COVID-19.

      A importância da vacinação pode ser comprovada pela erradicação da varíola e pela eliminação da poliomielite, da rubéola e síndrome da rubéola congênita. A vacinação permitiu, ainda, uma redução drástica da circulação de agentes patógenos, responsáveis por doenças como difteria, tétano e coqueluche.

    • Por que eu tenho que tomar duas doses de vacina?

      A eficácia e segurança das vacinas disponíveis até o momento foram avaliadas com esquemas contendo duas doses, não sendo possível assegurar a mesma eficácia e segurança apenas com uma dose da vacina.

    • O que é eficácia global? Por que uma vacina tem diferentes índices de eficácia?

      A eficácia de uma vacina é determinada na Fase 3 de pesquisa clínica (antes da aprovação). A eficácia global se refere à capacidade geral da vacina de prevenir a ocorrência de casos da doença, independentemente da gravidade destes casos, ou seja, se uma vacina possuí eficácia global de 70% ela reduz o risco das pessoas vacinadas de desenvolver qualquer forma da doença em 70%.

      No entanto é possível que a vacina reduza não só o risco de infecção, mas a gravidade da doença naqueles que venham a se infectar. Ou seja, uma vacina pode ter uma eficácia de 70% para evitar que uma pessoa desenvolva qualquer forma da doença - incluindo casos leves e muito leves -, mas ter uma eficácia de 90% para evitar que uma pessoa venha a desenvolver formas graves de uma doença.

       

    • Por que eu tenho que tomar duas doses de vacina?

      A eficácia e segurança das vacinas disponíveis até o momento foram avaliadas com esquemas contendo duas doses, não sendo possível assegurar a mesma eficácia e segurança apenas com uma dose da vacina.

    • Quando eu for tomar a vacina no SUS, será possível escolher qual?

      Devido ao cenário mundial da pandemia, o Brasil, assim como os demais países, depende da capacidade produtiva de vacinas dos laboratórios. Por isso, a logística de distribuição das vacinas dependerá da oferta de imunizantes para o Brasil. Desta forma é provável que vacinas diferentes estejam disponíveis em momentos distintos.

    • Posso tomar todas outras vacinas do calendário vacinal junto com a vacina de Covid-19?

      Neste momento, recomenda-se que a administração das vacinas contra covid-19 sejam administradas isoladamente, com um intervalo de 14 dias entre outras vacinas do calendário vacinal, por não haver estudos de coadministração de vacinas.

    • Posso tomar a primeira dose de uma vacina e a segunda dose de outra?

      Não. Ainda que as vacinas sejam destinadas à Covid-19, os imunizantes possuem formulações diferentes. O recomendado é manter a aplicação da dose com a mesma vacina, não há estudos de intercambialidade entre as vacinas.

    • Tomei a vacina no exterior, devo me vacinar no Brasil?

      Não há a necessidade de tomar a vacina novamente, desde que tenha tomado todo o esquema vacinal previsto.

    • Não tenho o cartão do SUS. Posso me vacinar?

      O Ministério da Saúde recomenda a apresentação da carteirinha de vacinação para o controle da imunização. No entanto, não ter a carteira não é impedimento para que a pessoa se vacine. O cidadão pode utilizar o aplicativo ConecteSUS, através do qual cada dose aplicada será registrada na carteira digital de vacinação do usuário, identificado pelo CPF ou do Cartão Nacional de Saúde (CNS). 

    • Como será o controle das doses aplicadas?

      O controle das doses aplicadas será feito tanto pelo cidadão vacinado quanto pelos profissionais de saúde. Na caderneta de vacinação de papel, a situação vacinal poderá ser acompanhada pelo cidadão e pelos profissionais de saúde.

      As doses aplicadas também serão registradas no sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), permitindo que a população acompanhe pelo aplicativo ConecteSUS, instalado no celular.

      Nesse aplicativo o cidadão poderá também emitir o Certificado Nacional de Vacinação, com todas as doses recebidas. As doses aplicadas ainda estarão disponíveis no Prontuário Eletrônico do Cidadão – no app – para acompanhamento da situação vacinal pelos gestores e pelos profissionais que prestam assistência direta à saúde do cidadão.

    • O SUS tem capacidade de vacinar esse tanto de gente?

      Sim. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui anualmente 300 milhões de doses de vacina e tem ampla experiência na realização de campanhas de vacinação em massa.

    • Pessoas com comorbidades precisam de atestado médico com a indicação para vacinação?

      Indivíduos com comorbidades serão pré-cadastrados no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Aqueles que não tiverem sido pré-cadastrados poderão apresentar comprovante - exames, receitas, relatório médico, etc. - que demonstre o pertencimento a um dos grupos de risco no momento da vacinação.

       

    • Vou poder comprar a vacina na rede privada?

      Todas as vacinas que tiverem a segurança e a eficácia comprovadas e o registro na Anvisa serão adquiridas e inseridas no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19. Cabe esclarecer que a rede privada pode adquirir as vacinas com os laboratórios após autorização da Anvisa.

    • Uso emergencial traz risco à saúde? Por que a Anvisa ainda não concedeu registro sanitário?

      O uso emergencial não traz risco à saúde. A autorização de uso emergencial é um mecanismo que facilita a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia.

      O caráter temporário é a principal diferença entre o “uso emergencial” e o “registro sanitário”. Enquanto o uso emergencial é uma autorização excepcional, o registro representa uma aprovação sem prazo determinado.

      Somente vacinas em testes no Brasil podem solicitar o uso emergencial e a concessão é válida apenas enquanto durar a pandemia de coronavírus ou até a vacina receber o registro definitivo.

      A autorização definitiva é a que permitirá assegurar a vacinação de maneira continuada para a população.

    • Os Estados podem vacinar suas populações sem o aval do Ministério da Saúde, desde que a Anvisa já tenha aprovado a vacina?

      A Lei 6.259/197515 estabelece que cabe ao Ministério da Saúde a elaboração do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a quem compete definir as vacinações, inclusive as de caráter obrigatório.

       

    • Grávida pode tomar vacina?

      A segurança e eficácia das vacinas contra a Covid-19 ainda não foram avaliadas em mulheres grávidas. Estudos em animais não demonstraram risco. Considerando as plataformas das vacinas em uso, o risco de haver qualquer complicação para as gestantes é baixo. A vacina poderá ser realizada com prescrição médica após avaliação cautelosa de risco e benefício a ser realizada em conjunto entre a gestante e o seu médico.

    • Depois que tomar a vacina, posso me sentir protegido e voltar a circular normalmente pelas ruas sem máscara?

      A vacina protege, mas é preciso manter as medidas não farmacológicas indicadas pelo MS, até que toda a população esteja imunizada, como o distanciamento físico, etiqueta respiratória, higienização das mãos, uso de máscaras, limpeza e desinfeção de ambientes e isolamento de casos suspeitos e confirmados conforme orientações médicas.

    • Qual procedimento deve ser adotado caso uma pessoa seja imunizada com vacinas diferentes na primeira e segunda dose? Ela deve receber mais uma dose de uma das vacinas?

      Indivíduos que iniciaram a vacinação contra a covid-19 deverão completar o esquema com a mesma vacina, conforme previsto no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO).

      No caso de erro de imunização, deve-se seguir a conduta contida no item ‘4.3 – Erros de Imunização e condutas recomendadas’ do PNO. Esses indivíduos não poderão ser considerados como devidamente imunizados, no entanto, neste momento, não se recomenda a administração de doses adicionais de vacinas Covid-19, à exceção se a intercambialidade ocorrer com menos de 14 dias.

    • Existe risco se uma pessoa tomar vacinas diferentes?

      Indivíduos que, por ventura, venham a ser vacinados de maneira inadvertida com duas vacinas diferentes, deverão ser notificados como um erro de imunização no e-SUS Notifica  e devidamente acompanhados com relação ao desenvolvimento de eventos adversos e falhas vacinais.

      No caso de erro de imunização, deve-se seguir a conduta contida no item ‘4.3 – Erros de Imunização e condutas recomendadas’ do PNO 

       

    • Qual o tempo de imunidade que as vacinas aplicadas no Brasil (Astrazeneca/Oxford e Sinovac/Butantan) oferecem?

      Estudos estão sendo realizados para responder este questionamento.

       

  • Variantes do vírus
    • O que são as novas variantes do SARS-COV2?

      O vírus SARS-CoV-2, assim como outros vírus, sofre mutações esperadas e para avaliar a caracterização genômica, um quantitativo das amostras confirmadas por meio de RT-qPCR são enviadas para sequenciamento genômico.

    • O que faz uma variante ser mais agressiva que outras?

      Desde a caracterização genômica inicial do SARS-CoV-2, este vírus foi dividido em diferentes grupos genéticos ou clados. Quando ocorrem algumas mutações específicas, estas podem estabelecer uma nova linhagem (ou grupo genético) do vírus em circulação. Também é comum ocorrer vários processos de microevolução e pressões de seleção do vírus, podendo haver algumas mutações adicionais e, em função disso, gerar diferenças dentro daquela linhagem (OMS, 2021).

      Quando isso acontece, caracteriza-se como uma nova variante daquele vírus e, quando as mutações ocasionam alterações relevantes clínico-epidemiológicas, como maior gravidade e maior potencial de infectividade, essa variante é classificada como VOC, em inglês, variant of concern, em português traduzido para variante de atenção e/ou preocupação.

    • Quais as variantes já identificadas no Brasil, até o momento?

      VOC B.1.1.7, VOC202012/01 ou 201/501Y.V1, do Reino Unido: identificada em amostras de 20 de setembro de 2020, já foi notificada por 94 países, sendo que 8 países notificaram casos na semana anterior à data da publicação. A transmissão local foi informada por 47 países.

      VOC B.1.1.28.1 ou P.1 ou 20J/501Y.V3, do Brasil/Japão: identificada em amostras de dezembro de 2020, já foi notificada por 21 países, sendo que 6 países notificaram casos na semana anterior à data da publicação. A transmissão local foi informada por 2 países.

       

    • A variante que vem causando infecções mais agressivas na África do Sul já está circulando no Brasil?

      Até o momento não. A VOC B.1.351 ou VOC202012/02 ou 20H/501Y.V2, da África do Sul foi identificada em amostras do começo de agosto de 2020, já foi notificada por 46 países, sendo que 2 países notificaram casos na semana anterior à data da publicação. A transmissão local foi informada por 12 países.  

       

    • Essas variantes são responsáveis pelo aumento de casos e internações no país?

      Ainda estão sendo feitos estudos, mas acreditamos que, além do aumento da circulação de pessoas no período de festas e do relaxamento da população na adoção de medidas não farmacológicas, estas variantes de atenção (VOC) são consideradas preocupantes devido às mutações que podem conduzir ao aumento da transmissibilidade e ao agravamento da situação epidemiológica nas áreas onde forem identificadas (ECDC, 2021). Desta forma, a vigilância de síndromes respiratórias, com especial atenção para a vigilância genômica, é importante para a saúde pública no enfrentamento da covid-19.

    • Como é feita a identificação dessas variantes?

      Por meio do sequenciamento genético. O Ministério da Saúde desde a identificação de variantes vem implementando, nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos Estados (LACEN), a Rede Nacional de Sequenciamento Genético para investigar mutações e diferentes linhagens do SARS-CoV-2 em circulação no Brasil.

      Para investigação da nova variante são analisadas amostras de casos suspeitos de reinfecção, casos graves ou óbitos, pacientes que residem em área de fronteira, suspeitas de falhas vacinais, além de casos que estiveram em locais com circulação de nova variante e seus contatos.

    • Todos os casos suspeitos de Covid-19 devem ter sequenciamento genético?

      Importante salientar que o sequenciamento genético não é um teste para confirmação da doença. Não é necessário que todas as amostras positivas para Covid-19 por Rt-PCR sejam encaminhadas para sequenciamento, somente uma amostragem. Isso é para a vigilância ter conhecimento se existe a circulação de uma variante diferente. Isso tem sido feito desde o início da pandemia com base no sequenciamento feito com a linhagem que surgiu na China. O alerta dessa nova variante à população é relevante para que não deixem de lado as medidas não farmacológicas de enfrentamento à doença: lavar as mãos com água e sabão, usar máscara, usar álcool em gel e manter o distanciamento social.

    • Quando haverá atualização dos casos de variantes que estão sendo acompanhados pelo Ministério da Saúde?

      Casos confirmados por novas variantes e sua identificação estão nos Boletins Epidemiológicos da Covid-19 que são publicados semanalmente.

       

    • As variantes encontradas no Brasil podem afetar a eficácia das vacinas?

      Estudos estão sendo realizados para responder este questionamento.

    • O que o Ministério da Saúde define como caso de reinfecção?

      Conforme a Nota Técnica que estabelece os critérios para confirmação de casos de reinfecção, as amostras suspeitas devem ser encaminhadas a um dos Laboratórios de referência em Vírus Respiratório para a investigação e comprovação ou descarte do caso suspeito. Os laboratórios de referência são: Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo – Fiocruz/RJ ou Instituto Adolfo Lutz – IAL/SP ou Instituto Evandro Chagas – IEC/PA.

    • Como é feito o monitoramento dos casos de reinfecção?

      Desde a primeira informação de possíveis casos de variantes da Covid-19, o Ministério da Saúde tem emitido comunicados aos estados orientando a ampliação do sequenciamento de rotina dos vírus SARS-CoV-2, o contínuo fortalecimento das atividades de controle da Covid-19 e a investigação de casos. Essas análises são realizadas pelos Centros de Referência de Influenza, que são três Laboratórios de Saúde Pública no Brasil: Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Adolfo Lutz e Instituto Evandro Chagas. Além desses, outros laboratórios públicos e privados, no Brasil, também realizam sequenciamento em suas linhas de pesquisa.

      Todas as orientações com relação aos casos suspeitos de reinfecção por Covid-19,  estão disponíveis por meio da  nota técnica Nº 52/2020- CGPNI/DEIDT/SVS/MS, disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/10/11-sei_nota-reinfeccao.pdf. Sempre que ocorre a suspeita ou confirmação de novos casos, o Ministério da Saúde é notificado.

       

       

    • O Ministério da Saúde está em contato com os produtores Fiocruz e Butantan para saber se há estudos sendo realizados que apontem se as vacinas aprovadas no Brasil são eficazes também contra as variantes do Reino Unido e de Manaus que já estão circulando no País?

      A SVS tem interesse nas pesquisas relacionadas as variantes e a eficácia das vacinas. O PNI tem acompanhado os estudos que os produtores vêm desenvolvendo, já que cabe a eles dar respostas quanto à eficácia das vacinas produzidas. Temos conhecimento que o Butantan e Fiocruz já iniciaram estudos pré-clínicos. No entanto, até o momento, não há uma resposta fechada para essa questão. Ademais a SVS está realizando uma avaliação da efetividade das vacinas com cruzamento de bases de dados secundários.

  • Campanha de Vacinação contra a Gripe
    • O que é gripe ou Influenza Sazonal?

      A Influenza, também conhecida como gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país.

       

    • Posso tomar vacina da gripe junto com a de Covid-19?

      Não. A vacina contra a Covid-19 deve ser administrada isoladamente. A recomendação é de que seja respeitado o intervalo de 14 dias entre ela e a vacina da gripe, lembrando que a vacina da Covid-19 deve ser priorizada. 

    • Quando começa a vacinação?

      A Campanha de Vacinação contra Gripe começa no dia 12 de abril e vai até 09 de julho de 2021.

    • Onde posso tomar a vacina contra a gripe?

      Nos postos de vacinação fixos ou moveis, disponibilizados pelos municípios, de acordo com as etapas da campanha e população-alvo da vacinação. Deve-se prestar atenção e acompanhar o período de disponibilidade da vacina junto aos serviços de saúde da sua cidade.

    • Peguei covid19, posso tomar a vacina contra a gripe?

      Nas pessoas com quadro sugestivo de infecção pela covid-19, recomenda-se o adiamento da vacinação contra a influenza até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir a esta vacina as manifestações da doença.

    • Quem deve tomar a vacina? Qual o público-alvo da campanha?

      O público alvo, ou seja, o grupo prioritário da vacinação contra influenza no Sistema Único de Saúde - SUS são crianças de seis meses até menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, pessoas com 60 anos e mais (idoso), professores do ensino básico e superior, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, membros das Forças Armadas, Forças de Segurança e Salvamento,  caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

    • Quem não deve tomar a vacina contra a gripe?

      A vacinação não é indicada para crianças menores de seis meses e para pessoas que tiveram reações alérgicas graves a doses anteriores. 

       

       

    • Quem tem alergia a ovo pode tomar a vacina da gripe?

      Sim. Aquelas pessoas que após a ingestão de ovo apresentaram apenas manchas vermelhas na pele, podem tomar a vacina. No entanto, as pessoas que após ingestão de ovo apresentaram quaisquer outros sinais de alergia grave, anafilaxia (angioedema, desconforto respiratório ou vômitos repetidos), a vacina pode ser administrada, desde que em ambiente adequado para tratar manifestações alérgicas graves. Nesta situação, a vacinação deve ser aplicada sob supervisão médica, preferencialmente.

    • Quando quem não faz parte do grupo prioritário irá se vacinar?

      Como em anos anteriores, o Ministério da Saúde após o termino da vacinação dos grupos prioritários, disponibilizará a vacina da gripe, para outros grupos que não fazem parte do público alvo, caso haja doses remanescentes da vacina.

    • Por que devo tomar a vacina contra a gripe?

      A vacina da gripe é importante para reduzir riscos de complicações, mortes e internações decorrentes da doença. E no período de pandemia da Covid-19, a vacina contra a gripe se torna mais uma ferramenta para auxiliar no enfrentamento à pandemia, mesmo não imunizando contra a Covid-19, por reduzir a ocorrência de complicações respiratórias atribuídas à influenza (gripe) na população-alvo, evitando dessa forma o aumento da demanda nos serviços de saúde.

    • Quais são os sintomas da gripe?

      Os sinais e sintomas da doença são muito variáveis, podendo ocorrer desde a infecção assintomática, até formas graves. A doença tem início, em geral, com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante da gripe e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

       

    • O que causa a gripe?

      A gripe é causada pelo vírus Influenza. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa, apenas, infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A (H1N1) e A (H3N2) circulam atualmente em humanos.

    • Como se transmite a gripe?

      A gripe (influenza) pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos.

    • Como tratar a gripe?

      Pessoas com gripe devem beber bastante água e descansar. A maioria das pessoas se recuperará dentro de uma semana. Os medicamentos antivirais para a gripe podem reduzir complicações e óbitos. Eles são especialmente importantes para grupos de alto risco. O tratamento com o antiviral deve começar dentro de 48 horas após o início dos sintomas.

    • Como se difere resfriado de gripe?

      O resfriado também é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes dos da gripe. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem as crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais leves e duram menos tempo, entre dois e quatro dias.

      Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas. As medidas preventivas utilizadas para evitar a gripe, como a etiqueta respiratória, também devem ser adotadas para prevenir os resfriados. Outra doença que também tem sintomas parecidos, e que pode ser confundida com a gripe, é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alergênicos (substâncias que causam alergia), como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.

    • Como se prevenir da gripe?

      Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de maior chance de infecção, como o vírus Influenza (gripe), orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais como:

      • Lavar e higienizar as mãos frequentemente, principalmente antes de consumir algum alimento;

      • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

      • Cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir;

      • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

      • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

      • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

      • Manter os ambientes bem ventilados; e

      • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;

      Realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão quando estiverem sujos;

       • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

    • Quais cuidados contra gripe com gestantes, puérperas e recém-nascidos?
      • A vacinação anual contra gripe é a melhor maneira de proteger as crianças, gestantes e puérperas contra a doença, além da adoção de medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória.
    • A vacinação contra gripe durante a gravidez protege a gestante, o feto e até o bebê recém-nascido até os 6 meses?

      Sim. A vacinação contra a gripe durante a gestação protege além da mãe, o recém-nascido nos primeiros meses após o nascimento. Lactentes menores de seis meses estão em maior risco de hospitalização e óbito pela doença, e nenhuma vacina influenza está licenciada para ser utilizada nesta faixa etária. 

    • Quais cuidados a gestante deve ter se estiver com gripe?

      • As gestantes devem buscar o serviço de saúde, caso apresente sintomas de Síndrome Gripal (SG);

      • Durante a internação e trabalho de parto, se a mulher estiver com diagnóstico de influenza, deve-se priorizar o isolamento;

      • Se a mãe estiver doente, deve realizar medidas preventivas e de etiqueta respiratória, como a constante lavagem das mãos, principalmente para evitar transmissão para o recém-nascido

      • A parturiente deve evitar tossir ou espirrar próximo ao bebê. O bebê pode ficar em isolamento com a mãe (evitando-se berçários)

    • Qual a vacina contra gripe ofertada no SUS?

      A vacina influenza trivalente é ofertada no SUS anualmente, durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Em 2021 será composta por:

      • A/Victoria/2570/2019 (H1N1)pdm09
      • A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2)
      •  B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria)

       

      É uma vacina produzida pela Fundação Butantan e é recomendada anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    • Por que a campanha de vacinação contra gripe é realizada anualmente?

      A campanha de vacinação contra a gripe é realizada anualmente com o objetivo de reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções causadas pelos vírus, nos grupos prioritários para vacinação. Também por considerar que a circulação do vírus influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil. A vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. No geral, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e, em média, confere proteção de 6 a 12 meses, sendo que o pico de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas da vacinação. Por esse motivo, a vacinação é anual e busca proteger a população alvo da campanha contra as cepas que mais circularam no hemisfério norte, no ano anterior.