Perguntas e Respostas

Publicado em 07/04/2021 23h35 Atualizado em 30/11/2021 15h24
  • Covid-19
    • O que é o coronavírus?

      Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos. Raramente, os coronavírus que infectam animais podem infectar pessoas, como exemplo do MERS-CoV e SARS-CoV. Recentemente, em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a COVID-19, sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa.

    • O que fazer se eu estiver doente?

      Se estiver doente, com sintomas compatíveis com a COVID-19, tais como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar, evite contato físico com outras pessoas, incluindo os familiares, principalmente, idosos e doentes crônicos, busque atendimento nos serviços de saúde e siga as orientações médicas. 

      • Utilize máscara o tempo todo. 
      • Se for preciso cozinhar, use máscara de proteção, cobrindo boca e nariz todo o tempo. 
      • Depois de usar o banheiro, nunca deixe de lavar as mãos com água e sabão e sempre limpe vaso mantendo a tampa fechada, pia e demais superfícies com álcool, água sanitária ou outro produto recomendado pela Anvisa para desinfecção do ambiente. 
      • Separe toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos apenas para seu uso. 
      • O lixo produzido precisa ser separado e descartado. 
      • Evite compartilhar sofás e cadeiras e realize limpeza e desinfecção frequente com água sanitária ou álcool 70% ou outro produto recomendado pela Anvisa.
      • Mantenha a janela aberta para circulação de ar do ambiente usado para isolamento e a porta fechada, limpe a maçaneta frequentemente com álcool 70%, água sanitária, ou outro produto recomendado pela Anvisa. 
      • Caso o paciente não more sozinho, recomenda-se que os demais moradores da residência durmam em outro cômodo, seguindo também as seguintes recomendações: 
      • Mantenha a distância mínima de 1 metro entre a pessoa infectada e os demais moradores. 
      • Limpe os móveis da casa frequentemente com água sanitária, álcool 70% ou outro produto recomendado pela Anvisa. 
      • Se uma pessoa da casa tiver diagnóstico positivo, todos os moradores devem ficar em distanciamento conforme orientação médica.
    • Como ocorreram as primeiras infecções humanas pelo novo coronavírus?

      Em 31 de dezembro de 2019 o escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi informado sobre casos de pneumonia de origem desconhecida detectados na cidade de Wuhan, localizada na província de Hubei, na parte central da China, cuja população estimada é de 11 milhões de habitantes. 

      As autoridades chinesas informaram à OMS que alguns pacientes trabalhavam em um mercado atacadista de peixes e animais vivos, localizado em Wuhan, denominado Huanan Seafood Market, maior mercado da cidade com 600 estabelecimentos e 1.500 trabalhadores. Esse mercado foi fechado em 1 de janeiro de 2020 para ações de saneamento e desinfecção ambiental.

    • Qual a diferença entre COVID-19 e o novo coronavírus?

      COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), agente causador da doença

    • Qual a probabilidade de eu pegar a COVID-19?

      O Brasil vivencia em muitos municípios a transmissão comunitária, ou seja, existe a circulação do vírus na comunidade e o risco de contraí-lo aumenta. A pessoa pode contrair o vírus da COVID-19 no contato com outra pessoa que já tenha o vírus. COVID-19 é transmitida de pessoa para pessoa por meio de gotículas do nariz ou da boca. O indivíduo que está com a COVID-19, ao falar, tossir ou espirrar pode espalhar este vírus, por isso a necessidade de distanciamento de pelo menos 1 metro de distância entre as pessoas e da adoção das demais medidas como uso de máscara, higienização frequente das mãos, manutenção dos espaços limpos e ventilados, não frequentar locais com aglomeração de pessoas, entre outras. 

      Todas as unidades federadas já notificaram casos de COVID-19. Dessa forma, os cuidados de distanciamento social, lavagem das mãos com água e sabão e uso de álcool-gel 70% são importantes para reduzir o risco de se infectarem. 

      Algumas ocupações como em serviços de saúde e segurança pública, em  setores que o trabalho ocorre em regime de confinamento como em plataformas de petróleo e embarcações ou ainda cujo processo de trabalho dificulte a implementação de medidas de distanciamento por ocorrerem em linha ou esteira de produção, devem redobrar os cuidados de higiene e atentar para o uso adequado de EPI e outras medidas protetivas.

    • Quem está mais vulnerável à COVID-19?

      Pessoas idosas e pessoas com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabete) estão mais suscetíveis a desenvolver casos mais severos de COVID-19.

    • Quanto tempo o vírus sobrevive nas superfícies?

      Não é certo quanto tempo o vírus que causa a COVID-19 sobrevive na superfície. Estudos sugerem que os coronavírus podem persistir nas superfícies por algumas horas ou até vários dias. Isso pode variar sob diferentes condições (por exemplo: tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente). 

      Se você acha que uma superfície pode estar infectada, limpe-a com um desinfetante simples para matar o vírus e proteger a si e aos outros. Limpe as mãos com álcool gel a 70% ou lave-as com água e sabão. Evite tocar nos olhos, boca ou nariz.

    • Devo usar uma máscara para me proteger?

      Dados científicos recentes constatam que a transmissão da COVID-19 pode ocorrer mesmo antes do indivíduo apresentar os primeiros sinais e sintomas. Por esse motivo, o Ministério da Saúde passou a recomendar o uso de máscaras faciais para todos. A utilização de máscaras impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos. 

      Diante da insuficiência de insumos, foi solicitado aos cidadãos para que produzam a sua própria máscara de tecido, deixando as máscaras profissionais (cirúrgica e N95 ou similares) para os profissionais da saúde ou outro grupo de trabalhador para o qual exista a previsão legal do uso deste EPI. 

      O uso da máscara caseira ajuda na prevenção da COVID-19 desde que associada a outras medidas de prevenção, como: 

      • Distanciamento social
      • Cumprimento da etiqueta respiratória
      • Higienização das mãos
      • Limpeza e desinfeção de ambientes

       

      Caso você opte por confeccionar uma máscara caseira, observe as seguintes recomendações: 

      • Confeccionar a máscara com pelo menos duas camadas de pano, como algodão ou tricoline ou TNT
      • Ser individual
      • A máscara deve cobrir totalmente boca e nariz e ficar bem ajustada ao rosto.
      • As máscaras devem ser de uso individual.

       

      Como usar a máscara caseira: 

      • Lave as mãos com água e sabão, antes de colocar e retirar a máscara
      • Remova a máscara pelo laço ou nó da parte de trás e evite tocar na parte da frente
      • Deixe a máscara de molho por 30 minutos em uma mistura de 1 parte de água sanitárias (2% a 2,5%) com 50 partes de água potável. Por exemplo: 10ml de água sanitária para 500ml de água potável
      • Lave a máscara e as mãos com água e sabão.
      • A máscara precisa estar seca para ser utilizada de novo!
      • Após secagem da máscara utilize o com ferro quente e acondicionar em saco plástico.
      • Trocar a máscara sempre que apresentar sujidades ou umidade.
      • Descartar a máscara sempre que apresentar sinais de deterioração ou funcionalidade comprometida.
      • Ao sinal de desgaste da máscara deve ser inutilizada e nova máscara deve ser feita

      Em caso de dúvidas sobre confecção, contraindicação, tipos de tecido, forma de uso, acesse o documento Orientações gerais – Máscaras faciais de uso não profissional, elaborado pela Anvisa. É importante ressaltar que as máscaras cirúrgicas e os respiradores N-95 devem ser reservados aos profissionais de saúde.

       

  • Vacina
    • A vacina para covid-19 é segura?

      Sim, as vacinas adotadas pelo SUS cumpriram todas as fases, seguiram critérios científicos rígidos e seu uso emergencial foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    • Ao me vacinar estarei completamente imune ao coronavírus?

      A vacina reduzirá o risco de desenvolver complicações pela covid-19, mas ainda não está claro seu impacto na infecção pelo vírus. Indivíduos vacinados têm menor risco de complicações, mas é possível que pessoas vacinadas venham a se infectar e transmitir a doença mesmo que não desenvolvam sintomas ou desenvolvam sintomas leves.

    • A vacina pode me imunizar de todas as mutações do coronavírus?

      Os dados disponíveis até o momento apontam que as vacinas são eficazes para a maioria das cepas do vírus. Porém, não é possível prever ainda se existirão mutações do vírus que reduzam a proteção conferida pelas vacinas covid-19, produzidas e comercializadas até o momento.

       

    • O que pode ser considerado um evento adverso normal da vacina?

      Se trata de uma reação produzida pelo organismo quando em contato com um “corpo estranho”. Os efeitos adversos em sua grande maioria são leves, como dor no local da aplicação, vermelhidão local e febre. É importe deixar claro que grande parcela da população não apresenta nenhum desses sintomas.

      Para fins de esclarecimento, informa-se que Evento Adverso Pós Vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação, não possuindo necessariamente uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou achado laboratorial anormal. 

       

    • Será necessário tomar a vacina todos os anos, como a da gripe?

      Ainda não é possível saber, se e com qual periodicidade será preciso tomar a vacina Covid-19. Apenas após os resultados dos estudos de eficácia e dos estudos da Fase 4 será possível avaliar a necessidade de doses adicionais.

      SE e com qual periodicidade

    • Eu estou imunizado logo após tomar a vacina? Posso voltar a frequentar aglomerações?

      Não! O sistema imunológico demora algum tempo para produzir a quantidade necessária de anticorpos. Além disso, ainda não há estudos sobre a eficácia da vacina no bloqueio da transmissibilidade da doença, assim, a adoção das medidas não-farmacológicas de prevenção como o uso de máscara, distanciamento social e a atenção à higiene das mãos e de objetos devem ser continuadas.

    • A pessoa vacinada pode transmitir o vírus?

      Sabe-se que indivíduos vacinados têm menor risco de complicações, mas é possível que, ao se infectar, transmitam a doença. Isso pode acontecer mesmo sem o desenvolvimento de sintomas.

       

    • Quem serão os primeiros a receber a vacina?

      O cronograma de vacinação de cada grupo será definido de acordo com a disponibilização de doses de vacina. Na etapa inicial, estão sendo vacinados os grupos: pessoas com 60 anos e mais que vivem institucionalizados; povos indígenas vivendo em terras indígenas; pessoas com deficiência institucionalizadas, a partir dos 18 anos de idade; população idosa, com escalonamento por faixa etária; e uma parte dos trabalhadores da saúde. Essa população-alvo foi priorizada segundo os critérios de exposição à infecção e de maiores riscos para agravamento e óbito pela doença. 

      Cabe esclarecer que TODOS os trabalhadores da saúde serão contemplados com a vacinação, entretanto a ampliação da cobertura desse público será gradativa, assim como os demais públicos prioritários elencados no primeiro grupo, conforme disponibilidade de vacinas.

       

    • Quem deve tomar a vacina?

      O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 elaborado pelo Ministério da Saúde estabelece uma ordem de vacinação para os grupos prioritários. A seleção das populações com prioridade na imunização foi baseada em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS), discussões com especialistas no âmbito da Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis e feita em acordo com entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).  

      Devido ao fato de que, em um momento inicial, não há ampla disponibilidade da vacina no mercado mundial, o Ministério da Saúde definiu a priorização da vacinação para determinados grupos, considerando a necessidade de preservação do funcionamento dos serviços de saúde; a proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolver formas graves da doença; a proteção dos demais indivíduos vulneráveis aos maiores impactos da pandemia; além da preservação do funcionamento dos serviços essenciais. Para isso, foi definida uma lista de grupos prioritários, que somam mais de 77 milhões de brasileiros. Conforme abaixo:  

      1 Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas
      2 Pessoas com deficiência institucionalizadas
      3 Povos indígenas vivendo em terras indígenas
      4 Trabalhadores de saúde
      5 Pessoas de 90 anos ou mais
      6 Pessoas de 85 a 89 anos
      7 Pessoas de 80 a 84 anos
      8 Pessoas de 75 a 79 anos
      9 Povos e comunidades tradicionais Ribeirinhas
      10 Povos e comunidades tradicionais Quilombolas
      11 Pessoas de 70 a 74 anos
      12 Pessoas de 65 a 69 anos
      13 Pessoas de 60 a 64 anos
      14 Pessoas de 18 a 59 anos com comorbidades
      15 Pessoas com deficiência permanente
      16 Pessoas em situação de rua
      17 População privada de liberdade
      18 Funcionários do sistema de privação de liberdade
      19 Trabalhadores da educação do ensino básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA)
      20 Trabalhadores da educação do ensino superior
      21 Forças de segurança e salvamento
      22 Forças Armadas 364.036
      23 Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros
      24 Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário
      25 Trabalhadores de transporte aéreo
      26 Trabalhadores de transporte aquaviário
      27 Caminhoneiros
      28 Trabalhadores portuários
      29 Trabalhadores industriais

      Nesse contexto, o MS recomenda que os estados (responsáveis pela distribuição das vacinas aos municípios) e municípios (responsáveis pela estratégia de vacinação) operacionalizem as ações da Campanha em alinhamento aos Informes Técnicos e ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO), que vem sendo atualizado à medida que a Campanha avança. Desse modo, conforme o andamento da campanha em nível local, a orientação é que o início da vacinação de novos grupos prioritários siga, sequencialmente, a disposição definida no referido plano.

    • A vacina pode ser usada em adultos e em crianças?

      Neste momento o Brasil conta, conforme registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, com as vacinas dos fabricantes Pfizer/Wyeth e AstraZeneca/Fiocruz com registro definitivo e das fabricantes Sinovac/Butantan e Janssen com uso emergencial. Todas essas vacinas possuem indicação para uso na população acima de 18 anos.

      Contudo, conforme registrado pela ANVISA em 10 de junho de 2021, considerando dados recentes de efetividade e segurança, a vacina Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth está autorizada para o uso em adolescentes com 12 anos de idade ou mais.

      A vacina, a princípio, não tem indicação para crianças (grupo menos vulnerável ao coronavírus), menores de 12 anos.

    • Eu já peguei Covid-19, preciso me vacinar?

      Sim! Pessoas que já pegaram Covid-19 devem ser vacinadas. Pesquisas apontam que a vacina pode proporcionar uma imunidade mais duradoura à Covid-19 e fortalecer a imunidade natural à doença.

    • Se a pessoa estiver com sintomas gripais, ela pode tomar a vacina?

      Em geral, como com todas as vacinas, diante de doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se o adiamento da vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

    • Após o teste positivo para covid-19, quanto tempo deve-se esperar para tomar a vacina?

      O Ministério da Saúde recomenda o adiamento da vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção em atividade, para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção, a vacinação contra a covid-19 deve ser adiada até a recuperação clínica total, com pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.

    • Existe algum tipo de bebida ou comida que não deve ser consumida antes ou depois de tomar a vacina?

      Esclarece-se que a grande maioria dos pacientes alérgicos a medicamentos ou a alimentos não são alérgicos a algum componente específico da vacina, não comprometendo, assim, a administração deste imunizante.

      No que se refere a ingestão de algum tipo de bebida, conforme alguns estudos e artigos publicados sobre o tema, não há evidências de que o álcool reduza a formação de anticorpos promovidos pelas vacinas, não comprometendo, assim, a resposta imunobiológica do indivíduo ao imunizante. No entanto, especialistas recomendam observar a ingestão de álcool nos dias após a vacinação, uma vez que algumas pessoas podem apresentar eventos adversos leves com sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, calafrios, fadiga e dor de cabeça, com desconforto que pode, assim, ser potencializado pelo estado de “embriaguez” ou “ressaca”. Por outro lado, os desconfortos físicos decorrentes da ingestão de bebida alcoólica podem ser confundidos como manifestação de eventos adversos às vacinas.

  • Campanha de Vacinação Covid-19
    • A vacinação é obrigatória?

      Não há uma obrigatoriedade explícita para a vacinação, entretanto o Ministério da Saúde esclarece que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguras e possuem os devidos registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

      A vacinação é de extrema relevância para evitar a propagação de doenças imunopreveníveis, bem como reduzir a morbi/mortalidade por complicações destas. A importância da vacinação pode ser comprovada pela erradicação da varíola e pela eliminação da poliomielite, da rubéola e síndrome da rubéola congênita. A vacinação permitiu, ainda, uma redução drástica da circulação de agentes patógenos, responsáveis por doenças como difteria, tétano e coqueluche.

    • Por que eu tenho que tomar duas doses de vacina?

      A eficácia e segurança das vacinas disponíveis até o momento foram avaliadas com esquemas contendo duas doses, respeitando os intervalos preconizados pelas farmacêuticas produtoras, não sendo possível assegurar a mesma eficácia e segurança apenas com uma dose da vacina.

    • O que é eficácia global? Por que uma vacina tem diferentes índices de eficácia?

      A eficácia de uma vacina é determinada na Fase 3 de pesquisa clínica (antes da aprovação). A eficácia global se refere à capacidade geral da vacina de prevenir a ocorrência de casos da doença, independentemente da gravidade destes casos, ou seja, se uma vacina possuí eficácia global de 70% ela reduz o risco das pessoas vacinadas de desenvolver qualquer forma da doença em 70%.

      No entanto é possível que a vacina reduza não só o risco de infecção, mas a gravidade da doença naqueles que venham a se infectar. Ou seja, uma vacina pode ter uma eficácia de 70% para evitar que uma pessoa desenvolva qualquer forma da doença - incluindo casos leves e muito leves -, mas ter uma eficácia de 90% para evitar que uma pessoa venha a desenvolver formas graves de uma doença.

       

    • Quando eu for tomar a vacina no SUS, será possível escolher qual?

      Devido ao cenário mundial da pandemia, o Brasil, assim como os demais países, depende da capacidade produtiva de vacinas dos laboratórios. Por isso, a logística de distribuição das vacinas dependerá da confirmação do cronograma de entregas dos imunizantes por parte das farmacêuticas produtoras e já contratualizadas.

    • Posso tomar todas outras vacinas do calendário vacinal junto com a vacina de Covid-19?

      Neste momento, recomenda-se que as vacinas para covid-19 sejam tomadas isoladamente, com um intervalo mínimo de 14 dias entre outras vacinas do calendário vacinal.

    • Posso tomar a primeira dose de uma vacina e a segunda dose de outra?

      Não. Ainda que as vacinas sejam destinadas à Covid-19, os imunizantes possuem formulações diferentes. O recomendado é manter a administração da dose 2 com a mesma vacina administrada como dose 1.

    • Tomei a vacina no exterior, devo me vacinar no Brasil?

      Não há a necessidade de tomar a vacina novamente, desde que tenha tomado o esquema completo e recomendado para o tipo de vacina covid-19 que recebeu. Caso tenha recebido apenas a primeira dose, você poderá receber a segunda dose no Brasil, respeitando o intervalo entre as doses e o tipo de vacina que recebeu como Dose 1.

    • Não tenho o cartão do SUS. Posso me vacinar?

      Sim. O Ministério da Saúde recomenda o uso de CNS ou CPF para a vacinação.  É importante que o indivíduo compareça aos postos de vacinação portando documentos e, em caso de segunda dose, o comprovante da primeira dose, seja por meio impresso (comprovante de vacina/carteirinha de vacina) ou eletrônico, por meio do app ConecteSUS.

    • Como será o controle das doses aplicadas?

      Todas as doses aplicadas deverão ser registradas, independentemente do Sistema de Informação que a sala de vacina estiver utilizando, dentre os disponibilizados pelo Ministério da Saúde. O registro das doses também deverá constar no comprovante de vacinação do cidadão, que pode ser impresso e/ou por meio eletrônico, pelo app ConecteSUS.

      Para que as doses aplicadas constem no ConecteSUS, é imprescindível que o profissional de saúde registre o sistema de informação que atualizará as doses para a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e promoverá as devidas saídas destes dados, sendo uma delas, o app.

      Para o controle das doses aplicadas de maneira geral, são disponibilizados dados consolidados no Painel Vacinômetro-SUS, por meio da plataforma LocalizaSUS ou por meio de microdados anonimizados, ou seja, sem dados de identificação, por meio do Open DataSUS

    • O SUS tem capacidade de vacinar esse tanto de gente?

      Sim. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui, anualmente, cerca de 300 milhões de doses de imunibiológicos no país, se configura como um dos maiores programas de vacinação do mundo, atuando como referência nacional e internacional, possui 47 anos de ampla expertise em vacinação em massa e está preparado, portanto, para promover a campanha de vacinação contra a covid-19.

    • Pessoas com comorbidades precisam de atestado médico com a indicação para vacinação?

      Segundo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19, indivíduos pertencentes ao grupo comorbidade poderão estar pré-cadastrados no SI-PNI. Aqueles que não tiverem sido pré-cadastrados poderão apresentar qualquer comprovante que demonstre pertencer a um destes grupos de risco (exames, receitas, relatório médico, prescrição médica etc.). Adicionalmente, poderão ser utilizados os cadastros já existentes dentro das Unidades de Saúde.

    • Vou poder comprar a vacina na rede privada?

      Cabe esclarecer que, todas as vacinas que tiverem a segurança e a eficácia comprovadas e o registro na Anvisa, eventualmente, poderão vir a serem adquiridas pela rede privada junto às farmacêuticas produtoras, em conformidade às recomendações dispostas pela LEI Nº 14.125, de 10 de março de 2021

    • Uso emergencial traz risco à saúde? Por que a Anvisa ainda não concedeu registro sanitário?

      O uso emergencial não traz risco à saúde. A autorização de uso emergencial é um mecanismo que facilita a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia.

      O caráter temporário é a principal diferença entre o “uso emergencial” e o “registro sanitário”. Enquanto o uso emergencial é uma autorização excepcional, o registro representa uma aprovação sem prazo determinado.

      Somente vacinas em testes no Brasil podem solicitar o uso emergencial e a concessão é válida apenas enquanto durar a pandemia de coronavírus ou até a vacina receber o registro definitivo.

      A autorização definitiva é a que permitirá assegurar a vacinação de maneira continuada para a população.

    • Os Estados podem vacinar suas populações sem o aval do Ministério da Saúde, desde que a Anvisa já tenha aprovado a vacina?

      A Lei 6.259/197515 estabelece que cabe ao Ministério da Saúde a elaboração do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a quem compete definir as vacinações, inclusive as de caráter obrigatório. Nesse contexto, o MS recomenda que os estados (responsáveis pela distribuição das vacinas aos municípios) e municípios (responsáveis pela estratégia de vacinação) operacionalizem as ações da Campanha em alinhamento aos Informes Técnicos e ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO), que vem sendo atualizado à medida que a Campanha avança. Desse modo, conforme o andamento da campanha em nível local, a orientação é que o início da vacinação de novos grupos prioritários siga, sequencialmente, a disposição definida no referido plano.

       

    • Grávida pode tomar vacina?

      A segurança e eficácia das vacinas contra a Covid-19 ainda não foram avaliadas em mulheres grávidas. Estudos em animais não demonstraram risco. Considerando as plataformas das vacinas em uso, o risco de haver qualquer complicação para as gestantes é baixo. A vacina poderá ser realizada após avaliação cautelosa de risco e benefício, estando indicada para as gestantes que pertencerem a um dos grupos prioritários para vacinação, no momento recomendado em Tenção ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

    • Depois que tomar a vacina, posso me sentir protegido e voltar a circular normalmente pelas ruas sem máscara?

      Até que toda a população esteja imunizada, é preciso manter as medidas não farmacológicas indicadas pelo MS, como o distanciamento físico, etiqueta respiratória, higienização das mãos, uso de máscaras, limpeza e desinfeção de ambientes e isolamento de casos suspeitos e confirmados conforme orientações médicas.

    • Qual procedimento deve ser adotado caso uma pessoa seja imunizada com vacinas diferentes na primeira e segunda dose? Ela deve receber mais uma dose de uma das vacinas?

      Indivíduos que iniciaram a vacinação contra a covid-19 deverão completar o esquema com a mesma vacina, conforme previsto no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO).

      Indivíduos que porventura venham a receber vacinas de fabricantes diferentes não poderão ser considerados como devidamente imunizados, no entanto, neste momento, não se recomenda a administração de doses adicionais de vacinas Covid-19.

    • Existe risco se uma pessoa tomar vacinas diferentes?

      Indivíduos que, por ventura, venham a ser vacinados de maneira inadvertida com duas vacinas diferentes, deverão ser notificados como um erro de imunização no e-SUS Notifica  e devidamente acompanhados com relação ao desenvolvimento de eventos adversos e falhas vacinais. Não se pode assegurar a efetividade e segurança do uso de esquemas vacinais contendo vacinas diferentes, no entanto é improvável que esse uso venha a incorrer em riscos aumentados de eventos adversos.

    • Qual o tempo de imunidade que as vacinas aplicadas no Brasil (Astrazeneca/Oxford e Sinovac/Butantan) oferecem?

      Não está estabelecida a duração de proteção a longo prazo. Acredita-se que as vacinas covid-19 induzirão proteção por vários meses a anos. No entanto, apenas após a observação da população por tempo prolongado, após a vacinação, será possível realizar esse tipo de análise.

       

  • Variantes do vírus
    • O que são as novas variantes do SARS-COV2?

      O surgimento de mutações é um processo natural e esperado durante o ciclo evolutivo de qualquer vírus. Uma mutação ou o conjunto de mutaçãoes podem gerar novas variantes desses vírus, diferentes das que já estão em circulação. Como esperado, múltiplas variantes do SARS-CoV-2  já foram documentadas globalmente durante esta pandemia.

    • O que faz uma variante ser mais agressiva que outras?

      Existem algumas variantes que são chamadas de variantes de atenção/preocupação, do inglês “variants of concern”. Essas variantes possuem algumas mutações que podem estar associadas à maior transmissibilidade ou maior gravidade. Estudos estão sendo realizados para avaliar essas associações. 

      Até o momento, existem 03 variantes de atenção/preocupação sob vigilância dos países: 

      • VOC B.1.1.7, VOC202012/01 ou 201/501Y.V1, do Reino Unido: identificada em amostras de 20 de setembro de 2020, já foi notificada por 118 países.
      • VOC B.1.351 ou VOC202012/02 ou 20H/501Y.V2, da África do Sul: identificada em amostras do começo de agosto de 2020, já foi notificada por 64 países.
      • VOC B.1.1.28.1 ou P.1 ou 20J/501Y.V3, do Brasil/Japão: identificada em amostras de dezembro de 2020, já foi notificada por 38 países.
    • Quais as variantes de atenção/precupação já foram identificadas no Brasil, até o momento?

      Até a Semana Epidemiológica 11 que vai até 20/03/2021 já foram documentados casos da variante de atenção/preocupação do Reino Unido (B1.1.7) em 08 estados Brasileiros e casos da variante de atenção/ preocupação do Amazonas (P.1) em pelo menos 23 estados no Brasil. 

    • A variante que vem causando infecções mais agressivas na África do Sul já está circulando no Brasil?

      Até o momento não há registro da VOC B.1.351 ou VOC202012/02 ou 20H/501Y.V2 da África do Sul no Brasil. 

    • Essas variantes são responsáveis pelo aumento de casos e internações no país?

      Ainda estão sendo feitos estudos, mas acreditamos que, além do aumento da circulação de pessoas no período de festas e do relaxamento da população na adoção de medidas não farmacológicas, estas variantes de atenção (VOC) são consideradas preocupantes devido às mutações que podem conduzir ao aumento da transmissibilidade e ao agravamento da situação epidemiológica nas áreas onde forem identificadas (ECDC, 2021). Desta forma, a vigilância de síndromes respiratórias, com especial atenção para a vigilância genômica, é importante para a saúde pública no enfrentamento da covid-19.

    • Como é feita a identificação dessas variantes?

      Por meio de um exame chamado sequenciamento genético. 

      Existe um fluxo de envio para os laboratórios de referência (Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz/RJ, Instituto Evandro Chagas – IEC/PA e Instituto Adolfo Lutz – IAL/SP), de um quantitativo de amostras confirmadas para a covid-19, por RT-qPCR, que são enviadas para sequenciamento genômico e outras análises complementares, se forem consideradas necessárias. 

      Além disso, o Ministério da Saúde vem ampliando a realização de sequenciamento genômico nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos Estados (LACEN), a Rede Nacional de Sequenciamento Genético, para intensificar a investigação de mutações e diferentes linhagens do SARS-CoV-2 em circulação no Brasil. 

      Para investigação da nova variante são analisadas amostras de casos suspeitos de reinfecção, casos graves ou óbitos, pacientes que residem em área de fronteira, suspeitas de falhas vacinais, além de casos que estiveram em locais com circulação de nova variante e seus contatos.

    • Todos os casos suspeitos de Covid-19 devem ter sequenciamento genético?

      Importante salientar que o sequenciamento genético não é um teste para confirmação da doença. Não é necessário que todas as amostras positivas para Covid-19 por Rt-PCR sejam encaminhadas para sequenciamento, somente uma amostragem. Isso é para a vigilância ter conhecimento se existe a circulação de uma variante diferente. Isso tem sido feito desde o início da pandemia com base no sequenciamento feito com a linhagem que surgiu na China. O alerta dessa nova variante à população é relevante para que não deixem de lado as medidas não farmacológicas de enfrentamento à doença: lavar as mãos com água e sabão, usar máscara, usar álcool em gel e manter o distanciamento social.

    • Quando haverá atualização dos casos de variantes que estão sendo acompanhados pelo Ministério da Saúde?

      Casos confirmados por novas variantes e sua identificação estão nos Boletins Epidemiológicos da covid-19 que são publicados semanalmente. Disponível em Boletins epidemiológicos.

    • As variantes encontradas no Brasil podem afetar a eficácia das vacinas?

      Até o momento a eficácia das vacinas relacionadas as novas variantes de atenção/preocupação é incerto. O Ministério da Saúde vem acompanhando os estudos que estão sendo realizados para responder a este questionamento.

    • O que o Ministério da Saúde define como caso de reinfecção?

      Um caso de reinfecção é definido como:  Indivíduo com dois resultados positivos de RT-PCR em tempo real para o vírus SARS-CoV-2, com intervalo igual ou superior a 90 dias, e entre os dois episódios da infecção respiratória, independente da condição clínica observada no indivíduo nos dois episódios.

      As duas amostras biológicas devem ser encaminhadas para os Laboratório de Vírus Respiratórios de Referência, para as análises e realização do sequenciamento genômico, e assim a comprovação de que se trata de infecções pelo vírus SARS-CoV-2. 

      Caso não haja a disponibilidade das duas amostras biológicas, com a conservação adequada, a investigação laboratorial não pode ser complementada, inviabilizando a análise do caso. 

      Todas as orientações com relação aos casos suspeitos de reinfecção por covid-19, estão disponíveis por meio da Nota Técnica Nº 52/2020- CGPNI/DEIDT/SVS/MS.

    • Como é feito o monitoramento dos casos de reinfecção?

      Sempre que ocorre a suspeita ou confirmação de novos casos de reinfecção, o Ministério da Saúde é notificado conforme rotina estabelecida com as Secretarias Estaduais de Saúde. 

      As informações são consolidadas e disponibilizadas nos boletins epidemiológicos semanais da Doença pelo Coronavírus (covid-19). 

      O monitoramento das reinfecções é importante para avaliar a magnitude da infecção pelo SARS-CoV-2, em que os dados clínicos e epidemiológicos sobre esta condição evoluem diariamente.

    • O Ministério da Saúde está em contato com os produtores Fiocruz e Butantan para saber se há estudos sendo realizados que apontem se as vacinas aprovadas no Brasil são eficazes também contra as variantes do Reino Unido e de Manaus que já estão circulando no País?

      A SVS tem interesse nas pesquisas relacionadas as variantes e a eficácia das vacinas. O PNI tem acompanhado os estudos que os produtores vêm desenvolvendo, já que cabe a eles dar respostas quanto à eficácia das vacinas produzidas. Temos conhecimento que o Butantan e Fiocruz já iniciaram estudos pré-clínicos. No entanto, até o momento, não há uma resposta fechada para essa questão. Ademais a SVS está realizando uma avaliação da efetividade das vacinas com cruzamento de bases de dados secundários.

  • Campanha de Vacinação contra a Gripe
    • O que é gripe ou Influenza Sazonal?

      A Influenza, também conhecida como gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país.

       

    • Posso tomar vacina da gripe junto com a de Covid-19?

      Não. A vacina contra a Covid-19 deve ser administrada isoladamente. A recomendação é de que seja respeitado o intervalo de 14 dias entre ela e a vacina da gripe, lembrando que a vacina da Covid-19 deve ser priorizada. 

    • Quando começa a vacinação?

      A Campanha de Vacinação contra Gripe começa no dia 12 de abril e vai até 09 de julho de 2021.

    • Onde posso tomar a vacina contra a gripe?

      Nos postos de vacinação fixos ou moveis, disponibilizados pelos municípios, de acordo com as etapas da campanha e população-alvo da vacinação. Deve-se prestar atenção e acompanhar o período de disponibilidade da vacina junto aos serviços de saúde da sua cidade.

    • Peguei covid19, posso tomar a vacina contra a gripe?

      Nas pessoas com quadro sugestivo de infecção pela covid-19, recomenda-se o adiamento da vacinação contra a influenza até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir a esta vacina as manifestações da doença.

    • Quem deve tomar a vacina? Qual o público-alvo da campanha?

      O público alvo, ou seja, o grupo prioritário da vacinação contra influenza no Sistema Único de Saúde - SUS são crianças de seis meses até menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, pessoas com 60 anos e mais (idoso), professores do ensino básico e superior, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, membros das Forças Armadas, Forças de Segurança e Salvamento,  caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

    • Quem não deve tomar a vacina contra a gripe?

      A vacinação não é indicada para crianças menores de seis meses e para pessoas que tiveram reações alérgicas graves a doses anteriores. 

       

       

    • Quem tem alergia a ovo pode tomar a vacina da gripe?

      Sim. Aquelas pessoas que após a ingestão de ovo apresentaram apenas manchas vermelhas na pele, podem tomar a vacina. No entanto, as pessoas que após ingestão de ovo apresentaram quaisquer outros sinais de alergia grave, anafilaxia (angioedema, desconforto respiratório ou vômitos repetidos), a vacina pode ser administrada, desde que em ambiente adequado para tratar manifestações alérgicas graves. Nesta situação, a vacinação deve ser aplicada sob supervisão médica, preferencialmente.

    • Quando quem não faz parte do grupo prioritário irá se vacinar?

      Como em anos anteriores, o Ministério da Saúde após o termino da vacinação dos grupos prioritários, disponibilizará a vacina da gripe, para outros grupos que não fazem parte do público alvo, caso haja doses remanescentes da vacina.

    • Por que devo tomar a vacina contra a gripe?

      A vacina da gripe é importante para reduzir riscos de complicações, mortes e internações decorrentes da doença. E no período de pandemia da Covid-19, a vacina contra a gripe se torna mais uma ferramenta para auxiliar no enfrentamento à pandemia, mesmo não imunizando contra a Covid-19, por reduzir a ocorrência de complicações respiratórias atribuídas à influenza (gripe) na população-alvo, evitando dessa forma o aumento da demanda nos serviços de saúde.

    • Quais são os sintomas da gripe?

      Os sinais e sintomas da doença são muito variáveis, podendo ocorrer desde a infecção assintomática, até formas graves. A doença tem início, em geral, com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante da gripe e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

       

    • O que causa a gripe?

      A gripe é causada pelo vírus Influenza. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa, apenas, infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A (H1N1) e A (H3N2) circulam atualmente em humanos.

    • Como se transmite a gripe?

      A gripe (influenza) pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos.

    • Como tratar a gripe?

      Pessoas com gripe devem beber bastante água e descansar. A maioria das pessoas se recuperará dentro de uma semana. Os medicamentos antivirais para a gripe podem reduzir complicações e óbitos. Eles são especialmente importantes para grupos de alto risco. O tratamento com o antiviral deve começar dentro de 48 horas após o início dos sintomas.

    • Como se difere resfriado de gripe?

      O resfriado também é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes dos da gripe. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem as crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais leves e duram menos tempo, entre dois e quatro dias.

      Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas. As medidas preventivas utilizadas para evitar a gripe, como a etiqueta respiratória, também devem ser adotadas para prevenir os resfriados. Outra doença que também tem sintomas parecidos, e que pode ser confundida com a gripe, é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alergênicos (substâncias que causam alergia), como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.

    • Como se prevenir da gripe?

      Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de maior chance de infecção, como o vírus Influenza (gripe), orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais como:

      • Lavar e higienizar as mãos frequentemente, principalmente antes de consumir algum alimento;

      • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

      • Cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir;

      • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

      • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

      • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

      • Manter os ambientes bem ventilados; e

      • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;

      Realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão quando estiverem sujos;

       • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

    • Quais cuidados contra gripe com gestantes, puérperas e recém-nascidos?
      • A vacinação anual contra gripe é a melhor maneira de proteger as crianças, gestantes e puérperas contra a doença, além da adoção de medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória.
    • A vacinação contra gripe durante a gravidez protege a gestante, o feto e até o bebê recém-nascido até os 6 meses?

      Sim. A vacinação contra a gripe durante a gestação protege além da mãe, o recém-nascido nos primeiros meses após o nascimento. Lactentes menores de seis meses estão em maior risco de hospitalização e óbito pela doença, e nenhuma vacina influenza está licenciada para ser utilizada nesta faixa etária. 

    • Quais cuidados a gestante deve ter se estiver com gripe?

      • As gestantes devem buscar o serviço de saúde, caso apresente sintomas de Síndrome Gripal (SG);

      • Durante a internação e trabalho de parto, se a mulher estiver com diagnóstico de influenza, deve-se priorizar o isolamento;

      • Se a mãe estiver doente, deve realizar medidas preventivas e de etiqueta respiratória, como a constante lavagem das mãos, principalmente para evitar transmissão para o recém-nascido

      • A parturiente deve evitar tossir ou espirrar próximo ao bebê. O bebê pode ficar em isolamento com a mãe (evitando-se berçários)

    • Qual a vacina contra gripe ofertada no SUS?

      A vacina influenza trivalente é ofertada no SUS anualmente, durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Em 2021 será composta por:

      • A/Victoria/2570/2019 (H1N1)pdm09
      • A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2)
      •  B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria)

       

      É uma vacina produzida pela Fundação Butantan e é recomendada anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    • Por que a campanha de vacinação contra gripe é realizada anualmente?

      A campanha de vacinação contra a gripe é realizada anualmente com o objetivo de reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções causadas pelos vírus, nos grupos prioritários para vacinação. Também por considerar que a circulação do vírus influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil. A vacina é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. No geral, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e, em média, confere proteção de 6 a 12 meses, sendo que o pico de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas da vacinação. Por esse motivo, a vacinação é anual e busca proteger a população alvo da campanha contra as cepas que mais circularam no hemisfério norte, no ano anterior.

       

  • PrevCov
    • 1. Por que eu fui selecionado para a pesquisa PREVCOV?

      Sua residência foi inicialmente selecionada, por meio de um sorteio, para participar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD COVID19, realizada pelo IBGE, que realiza entrevistas por telefone com milhares de indivíduos de todo o Território Nacional. A PREVCOV é uma continuação deste estudo, com a diferença que será oferecido aos participantes selecionados a coleta de amostras biológicas para testagem sorológica. Nesta fase da pesquisa só estamos trabalhando com municípios das capitais e municípios das Regiões Metropolitanas de Capitais.

    • 2. Por que eu não fui selecionado para a pesquisa PREVCOV?

      Nesta fase da pesquisa estão incluídos somente municípios das capitais e municípios das Regiões Metropolitanas de Capitais. Se você mora em um dos municípios selecionados, mas não foi contatado, é porque a sua residência provavelmente não foi selecionada em um sorteio realizado pelo IBGE, que conduz a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD COVID19. A PREVCOV é uma continuação deste estudo, com a diferença que será oferecido aos participantes selecionados a coleta de amostras biológicas para testagem sorológica.

    • 3. Minha tia, namorado ou qualquer pessoa que não mora na minha residência pode participar?

      NÃO. Este estudo foi desenhando e planejado com métodos estatísticos que preveem a realização de um sorteio para a seleção das residências, pessoas não selecionadas não devem participar da pesquisa. Caso qualquer pessoa da sua casa esteja doente ou precise fazer testes para COVID-19 orientamos que procure o serviço de saúde mais próximo.

    • 4. Ter resultado Reagente no teste de anticorpos realizado para a pesquisa significa que estou com COVID-19?

      NÃO. O teste de anticorpos do tipo IgG para Covid-19 indica que você foi contaminado ou vacinado anteriormente e seu corpo desenvolveu anticorpos para a doença, mas ele não detecta a doença em fase aguda.

    • 5. Ter resultado Negativo no teste de anticorpo realizado para a pesquisa significa que eu não estou com COVID-19?

      NÃO. O teste de anticorpos do tipo IgG para Covid-19 indica que você foi contaminado ou vacinado anteriormente e seu corpo desenvolveu anticorpos para a doença, mas ele não detecta a doença em fase aguda. Caso você ou qualquer pessoa da sua casa esteja apresentando sintomas da doença ou precise fazer testes para COVID-19 orientamos que procure o serviço de saúde mais próximo.

    • 6. Qual o objetivo desta pesquisa? Por que devo participar?

      O estudo que o (a) senhor(a) está sendo convidado(a) a participar, tem por objetivo estimar quantas pessoas tiveram a COVID-19 no Brasil. O estudo é importante porque estamos tentando compreender melhor a doença, o comportamento do vírus e seus fatores de risco, para que possamos ajudar a prevenir e combater essa doença.

    • 7. Se eu aceitar participar alguém vai divulgar o meu nome? Tenho garantia de sigilo?

      Seu nome não será divulgado. Quanto aos dados pessoais de cada participante da pesquisa, serão adotados todos os procedimentos de segurança da informação já utilizados pelo IBGE, visando a desidentificação dos participantes e a confidencialidade de todos os dados coletados. Somente os dados analisados em conjunto serão divulgados, mas nuca com informações pessoais dos participantes.

       

    • 8. Como vejo o resultado do meu exame?

      Os resultados dos exames poderão ser consultados pelos participantes, por meio de um sistema próprio construído para a pesquisa, e instruções específicas serão dadas no momento da visita.

    • 9. Como vejo os resultados da pesquisa?

      Os resultados serão divulgados pelo Ministério da Saúde em documentos técnicos, coletivas, média. Você também poderá acessar o site xxx para ter acesso a essas informações assim que elas forem liberadas.

    • 10. A amostra do meu sangue que foi coletado ficará armazenada? Quem fica responsável por esse armazenamento? Por quanto tempo ficará armazenado?

      Uma amostra de cada participante será armazenada para compor uma soroteca/biorepositório nacional relacionada à infecção pelo SARS-CoV-2. Este armazenamento ocorrerá na Fiocruz-RJ por um período estimado de 05 (cinco) anos e estas amostras só poderão ser utilizadas para a realização de estudos complementares mediante aprovação do Ministério da Saúde.

    • 11. O MS irá usar a minha amostra de sangue para outra pesquisa?

      As amostras armazenadas só poderão ser utilizadas para a realização de estudos complementares relacionados a SARS-CoV-2 e que tenham aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. 

    • 12. Como posso ter certeza que a pessoa que virá até a minha casa fazer a coleta da amostra é do Ministério da Saúde? Há alguma identificação?

      Um profissional de saúde irá visitar a sua casa no momento previamente agendado por telefone. Ele estará paramentado com uma camiseta que identifique a pesquisa PREVCOV e usará seu crachá de identificação, que demonstra que ele trabalha para um laboratório certificado e contratado.

    • 13. Meu filho (a), sobrinho (a) tem menos de 18 anos também pode participar da pesquisa?

      Caso eles sejam residentes da sua casa eles poderão participar da pesquisa. Em caso de menores de 18 anos, os responsáveis assinarão um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) na modalidade Termo de Consentimento para o Responsável por Indivíduos Menores de Idade. Para aqueles menores alfabetizados (na faixa etária de 06 a menores de 18 anos) também será necessária a assinatura de um Termo de assentimento.

    • 14. Porque preciso assinar um termo para que meu filho (a), sobrinho (a) que tem menos de 18 participe da pesquisa?

      O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido é um documento básico e fundamental dos protocolos éticos da pesquisa com seres humanos. No caso dos participantes menores de 18 anos é necessário que um responsável legal dê seu consentimento para os menores de idade. Os menores de idade alfabetizados também assinarão um Termo de Assentimento, garantindo que também estão cientes que participarão de um estudo e que receberam todas as informações necessárias, de acordo com a compreensão da faixa etária.

       

    • 15. Já tive covid-19 mesmo assim preciso participar da pesquisa?

      SIM. O objetivo principal da pesquisa é estimar quantas pessoas tiveram a COVID-19 no Brasil, o que será importante para compreender melhor a doença e o comportamento do vírus, assim como seus fatores de risco.

       

    • 16. Já fui vacinado contra a covid-19 mesmo assim preciso participar da pesquisa?

      SIM. O objetivo principal da pesquisa é estimar quantas pessoas tiveram a COVID-19 no Brasil, o que será importante para compreender melhor a doença e o comportamento do vírus, assim como seus fatores de risco. Ter sido vacinado contra a Covid-19 não impede que você tenha sido infectado anteriormente. Além disso, o teste de anticorpos do tipo IgG irá identificar se seu corpo desenvolveu anticorpos para a doença.

    • 17. Qual o período de realização da pesquisa?

      A pesquisa está sendo planejada para ser realizada entre maio e setembro de 2021, o que envolve o período que vai desde a coleta de dados (contato com participantes) até a liberação dos resultados finais do estudo.

    • 18. O que é testagem sorológica?

      Os testes de sorológicos são exames tradicionais para identificar os anticorpos em amostras de soro, obtidas em uma coleta de sangue. Geralmente estes exames são feitos dias ou semanas após o adoecimento, quando o indivíduo já produziu anticorpos contra o vírus causador da doença pesquisada.

    • 19. Um resultado positivo no teste de IgG deve ser notificado para a vigilância epidemiológica municipal?

      NÃO. Considerando a história natural da covid-19 no Brasil, um resultado isolado de teste sorológico IgG reagente não deve ser considerado como teste confirmatório para efeitos de notificação e confirmação de caso.

  • Quilombolas
    • Qual a importância das vacinas nas comunidades quilombolas?
      Considerando que a comunidades quilombolas vivenciam situação de vulnerabilidade social, por consequência às suas características, modo de vida coletivo, e territórios habitacionais de difícil acesso, muitas vezes, sendo necessário percorrer longas distâncias para acessar cuidados de saúde, são determinantes sociais à saúde o qual faz com que a população quilombola sejam mais vulneráveis a covid-19 e seus impactos. Por isso se faz necessária a vacinação desse grupo para redução de complicações, hospitalizações e óbito pela covid-19
       
    • Quais são as vacinas que temos hoje disponíveis no Brasil?

      Atualmente, no Brasil a Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19 está sendo executado por meio das seguintes vacinas:

      • Sinovac/Butantan (intervalo de 4 semanas entre as doses)
      • AstraZeneca/Fiocruz e Pfizer/Cominarty, as duas com intervalo de 12 semanas entre as doses. 
    • O que é levado em consideração pelo Ministério da Saúde antes de comprar novas vacinas COVID-19?

      O Ministério da Saúde considera a segurança, qualidade e eficácia das vacinas, ou seja, que as mesmas sejam capazes de proteger a população de complicações e óbitos pela doença. Além disso o Ministério da Saúde, atendendo aos requisitos legais, somente disponibiliza a vacina COVID-19 à população brasileira com a autorização do registro emergencial ou definitivo aprovado pela Anvisa, visto que a mesma realiza a avaliação dos dados de estudos não clínicos e clínicos quanto aos critérios de qualidade, segurança e eficácia, bem como do plano de mitigação dos riscos e da adoção das medidas de monitoramento.

       

    • Por que o Ministério da Saúde precisa esperar a aprovação da Anvisa em relação às vacinas? /Esta vacina é segura?

      Para garantir que a vacina oferecida a população brasileira seja segura e eficaz.

       Cabe a Anvisa avaliar os dados dos estudos científicos apresentados pelos fabricantes, quanto aos critérios de qualidade, segurança e eficácia das vacinas. De maneira geral todas vacinas covid-19 ofertadas pelo PNI tiveram elevada eficácia (acima de 80%) para prevenção de formas moderadas e graves da doença.

      A regulamentação do registro de medicamentos e demais produtos para a saúde é decorrente do aprimorando das estruturas e das capacidades do Estado brasileiro para a proteção da população. Assim, entre outras ações, a avaliação do registro realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, autoridade sanitária brasileira, fundamenta-se em parâmetros e critérios de qualidade que visem a atestar a eficácia, a segurança e a qualidade desses produtos.

       

    • Como o Ministério da Saúde faz a contagem e distribuição das vacinas para estados e municípios?

      A partir das estimativas de quantitativo de pessoas por grupos prioritários, para distribuição das doses de vacina covid-19 o Ministério da Saúde seguiu critérios de proporcionalidade, ou seja, considerou o tamanho da população de cada estado, por cada público prioritário para envio das vacinas.

    • Em que fase do cronograma de vacinação o Brasil está?

      Até agora já foram distribuídas 100 milhões de doses de vacina no País, com um alcance de mais de 64,5 milhões de doses aplicadas. No momento, realiza-se a continuidade da vacinação dos grupos de Pessoas com doenças pré-existentes, comorbidades como diabetes, pressão alta descompensada, transplantados, pessoas com câncer, entre outras, Gestantes e mulheres com até 45 dias de pós –parto) com comorbidades e Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC), Forças de Segurança e salvamento e Forças Armadas, além da continuidade da vacinação da segunda dose dos grupos prioritários que já receberam a primeira dose. Destaca-se que a população quilombola foi um dos primeiros grupos a receberem a vacina covid-19, sendo que o Ministério da Saúde já enviou aos estados 100% das doses para vacinação dos quilombolas.

    • Qual a expectativa do Ministério da Saúde em relação ao número de pessoas vacinadas até o fim do ano?

      A meta do Ministério da Saúde é vacinar até o final do ano toda a população brasileira que possui indicação de uso da vacina.  

       

    • Qual a média de taxa de eficácia das vacinas? Por que nenhuma chega a 100%?

      De maneira geral todas vacinas tiveram elevada eficácia acima de 80% para prevenção de formas moderadas e graves da covid-19.

      Não existem vacinas 100% eficazes para nenhuma doença ou infecção. A vacina reduzirá o risco de desenvolver complicações pela covid-19. Indivíduos vacinados têm menor risco de complicações, mas é possível que pessoas vacinadas venham a se infectar e transmitir a doença mesmo que não desenvolvam sintomas ou desenvolvam sintomas leves.

    • Por que é preciso esperar entre uma dose e outra?

      Todas as vacinas têm um intervalo mínimo entre 1ª dose e a 2ª dose. Estes intervalos são previstos nos estudos científicos durante a produção da vacina, e servem para que haja um tempo necessário de resposta do sistema imunológico do indivíduo.

       

    • Mesmo quem já teve Covid-19 precisa se vacinar?

      SIM! Todas as pessoas que tiveram o diagnóstico positivo para a covid-19 devem se vacinar com as duas doses da vacina, sendo a primeira dose após 4 semanas do início dos primeiros sintomas, ou 4 semanas do primeiro exame positivo de RT-PCR em pessoas assintomáticas (sem sintomas).

    • Quem não pode tomar a vacina?

      As contraindicações são para: pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes da vacina; e pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma vacina COVID-19. 

    • É normal ter alguma reação após tomar a vacina? Se sim, quais são as mais comuns e o que o Ministério da Saúde recomenda fazer?

      Apesar de seguros, todos os imunizantes podem causar reações adversas. Em sua maioria, reações consideradas leves. No caso das vacinas COVID-19 utilizadas no Brasil, as reações mais comuns são:  dor de cabeça, dor no local da aplicação, febre, náuseas, dor no corpo, tosse e diarreia.  

       

    • É possível se contaminar mesmo após tomar vacina?

      SIM! As vacinas COVID-19 disponíveis, atualmente, tem como objetivo reduzir complicações, hospitalizações e morte por covid-19, não produzindo 100% de prevenção contra a infecção pelo novo coronavírus.

       

    • Mesmo após ter tomado as doses, preciso usar a máscara e evitar aglomerações?

      Sim! As medidas de prevenção como uso de máscara, lavagem das mãos e distanciamento social devem permanecer.  

    • Quais comorbidades estão sendo vacinadas primeiro e por que?

      As pessoas com algumas comorbidades tem maior risco de desenvolver casos graves ou mesmo morrer em razão da covid. Entre esse grupo, há pessoas que em razão de sua condição de saúde ou social, ainda são mais vulneráveis e por isso devem ter prioridade: 

      • Pessoa com Síndrome de Down (18 a 59 anos);
      • Pessoas com doença renal crônica que fazem diálise) (18 a 59 anos);
      • Gestantes e puérperas com comorbidades (18 a 59 anos);
      • Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos; e
      • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC, de 55 a 59 anos.

       

    • A vacinação é segura para a população quilombola?

      As vacinas COVID-19 que estão em uso no Brasil passaram por uma rigorosa avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) quanto a segurança e eficácia. Portanto são seguras para uso.  

    • A quantidade de vacinas para as comunidades quilombolas já está definida? Quem faz essa divisão?

      A estimativa populacional dos Povos e Comunidades Quilombolas” incluiu indivíduos acima de 18 anos, definida a partir do Censo do IBGE-2010, e teve como referência as áreas mapeadas em 2020. O quantitativo estimado a partir deste levantamento foi 1.133.106 pessoas de 18 a 59 anos. Para esse público, o MS já distribui 100% das doses para vacinação do esquema completo (D1 + D2). Ademais, as Unidades Federadas que solicitaram doses adicionais, fundamentados em fonte de dados, foram atendidas na integralidade.  

    • Em caso de dúvidas, os quilombolas podem ser orientados por agentes comunitários e equipes de saúde da família?

      SIM! Em caso de dúvidas sobre as recomendações da vacinação contra a covid-19, os Quilombolas devem procurar as unidades de saúde ou as Equipes de Saúde da Família.