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COP 25

Brasil busca recursos para financiar preservação ambiental

Um dos principais objetivos do encontro é discutir operacionalização do Acordo de Paris
Publicado em 03/12/2019 18h20
COP 25: Brasil busca recursos para financiar preservação ambiental

Foto: MMA

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 25), em Madri, na Espanha, que o principal objetivo do Brasil no evento, além de demonstrar que irá cumprir o Acordo de Paris, é buscar recursos para financiar políticas de preservação ambiental.
 
A COP 25, que começou na segunda-feira (2) e vai até o dia 13 de dezembro, reúne 195 países para discutir os detalhes técnicos e legais do Acordo de Paris para o clima. O acordo, adotado na COP-21, que aconteceu em 2015 em Paris, estabelece, no artigo número seis, que países desenvolvidos forneçam ajuda financeira às nações em desenvolvimento para custear ações que promovam o desenvolvimento sustentável. “Nosso objetivo é fazer valer a promessa dos países ricos para com os países em desenvolvimento de prover recursos no montante necessário e suficiente para remunerar pelo trabalho de preservação que o Brasil já faz”, afirmou o ministro.
 
O Acordo de Paris tem o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no contexto do desenvolvimento sustentável. O compromisso é manter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C e envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C.
 

As principais metas do Brasil são reduzir 37% nas emissões de gases de efeito estufa até 2025 (tendo como ponto de partida as emissões de 2005) e a possível redução de 43% das emissões até 2030. Para atingir os objetivos, o País se comprometeu a aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030; restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.

População da Amazônia

Segundo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a inclusão econômica da população amazônica brasileira como fator essencial para o êxito de uma política de preservação regional e a solução que contorna as abordagens abstratas.
 
De acordo com Salles, somente a Amazônia se equipara a 16 países europeus, o que mostra a magnitude do Brasil. “Precisamos solucionar o problema pelas regras que funcionam no mundo todo: as regras do mercado”, defendeu. Para ele, se não forem aplicadas as regras do mercado, com uma abordagem capitalista, levando em conta a sustentabilidade das pessoas que vivem na Amazônia e que precisam ser integradas numa perspectiva de prosperidade, o País não conseguirá honrar os compromissos feitos no passado e, menos ainda, fazer novos compromissos para o futuro.
 
A jornalistas, na saída do evento, o ministro afirmou que é importante ver quais instrumentos efetivos de pagamento de serviços ambientais já podem ser utilizados a partir do ano que vem, principalmente para a Amazônia, “muito valorizada por nós e muito bem cuidada também”. Ele se referiu ao compromisso dos países desenvolvidos de disponibilizar US$ 100 bilhões anuais aos países em desenvolvimento que promovam o desenvolvimento sustentável.
 
Segundo ele, um dos problemas que a região amazônica enfrenta é não dispor de uma forma de desenvolvimento econômico sustentável que propicie aos mais de 20 milhões de brasileiros que vivem ali oportunidade de trabalhar de maneira adequada e ter a sua renda. “Essa é uma questão social muito importante e que tem tudo a ver com a questão ambiental”, disse.
Com informações do Ministério do Meio Ambiente