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Aumenta a presença de trabalhadores estrangeiros no Brasil

Relatório do MJSP, com dados inéditos, mostra tendência da população migratória e de refugiados no país
Publicado em 13/11/2019 13h46
Cresce número de pedidos de criação de carteira de trabalho

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, nesta segunda-feira (11), o “Relatório de Conjuntura: tendências da imigração e refúgio no Brasil”. Os dados inéditos apresentam as principais características dos movimentos efetuados por migrantes.

O relatório traz informações da dinâmica migratória no país: solicitações de refúgio, inserção dos migrantes no mercado formal de trabalho e autorização de residência para trabalhadores qualificados com vínculo empregatício.

Segundo o estudo, cresceu a presença de trabalhadores estrangeiros no Brasil, com a procura das empresas por empregados com maior qualificação. O movimento migratório permanente tem chegado com mais força da África e da América do Sul, enquanto comporta-se como temporária a chegada de estrangeiros do Norte global.

Houve concentração em duas categorias ocupacionais dos 4,7 mil postos de trabalho gerados no segundo quadrimestre de 2019: trabalhadores dos serviços e vendedores do comércio em lojas e mercados; e trabalhadores da produção de bens e serviços industriais.

Tendência de expansão

Coordenador do estudo, o professor e pesquisador Leonardo Cavalcanti destaca o aumento da formalização. O aumento de emissões de carteiras de trabalho mostra um aquecimento do mercado de trabalho, considerando os cinco últimos quadrimestres.

Enquanto no primeiro quadrimestre de 2018 foram emitidas 17,3 mil carteiras de trabalho, no segundo quadrimestre de 2019, o total praticamente duplicou, registrando 35,1 mil emissões, o mais alto dos cinco quadrimestres analisados.

“São excelentes notícias os dados qualificados e a formalização. Mostra-se que a economia está em fase de recuperação. E as empresas estão ampliando a contratação de qualificados”, frisa o pesquisador.

Cavalcanti ressalta o cenário complexo decorrente desse fluxo de pessoas e ressalta a necessidade de incorporar esses dados em políticas públicas para romper desigualdades detectadas no estudo. “Pretende-se dar um passo adiante buscando evidenciar desigualdades na inserção dos migrantes no mercado de trabalho, mais visíveis quando se faz recortes por nacionalidade ou características específicas dos trabalhadores”. 

Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública