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Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Cresce demanda por exportação de produtos de origem animal

Publicado em 21/08/2020 07h29
Agricultura, Pecuária e Abastecimento: cresce emissão de certificados para exportação de produtos de origem animal

- Foto: Banco de Imagens

Ainda que o País enfrente o período de Covid-19, a demanda por exportação de produto de origem animal cresceu. É o que aponta o último balanço do Serviço de Inspeção Federal (SIF), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), referente ao mês de junho. Mais de 32 mil certificados foram emitidos no mês, alta de 11% em relação ao mesmo intervalo de 2019.

Consideradas como essenciais pelo Decreto 10.282/2020, as atividades de inspeção e fiscalização seguiram funcionando com todos os cuidados necessários para que não ocorressem prejuízos à manutenção do abastecimento público de produtos de origem animal para consumo humano e de produtos destinados à alimentação animal.

O levantamento contabiliza mais de 3 mil estabelecimentos nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados em funcionamento no País. O Mapa tem monitorado junto com as empresas e representantes do setor produtivo a incidência de casos de Covid-19 nas unidades industriais e as medidas adotadas para proteger os trabalhadores.

Em parceria com as pastas da Economia e da Saúde, o Mapa definiu um conjunto de medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da Covid-19 nas indústrias de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano e laticínios.

Como exemplo, a iniciativa prevê trabalho remoto quando possível, estimula a ventilação natural nos ambientes industriais e outras regras, como evitar a aglomeração de trabalhadores, realizar a higienização e desinfecção do local de trabalho.

Crédito rural

Para apoiar os produtores rurais neste período, o Mapa solicitou ao Conselho Monetário Nacional (CNM) a prorrogação do prazo de vencimento das parcelas de operações de crédito rural de custeio e investimentos de mutuários cujas atividades foram prejudicadas pela disseminação do novo coronavírus. 

Os créditos de industrialização, vinculados ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), tiveram limites elevados. O objetivo é apoiar os agricultores familiares, por meio do financiamento de suas atividades agroindustriais. O Conselho aprovou, também, medidas sobre o valor base para os preços do algodão em pluma e a renegociação de parcelas para agricultores atingidos pela estiagem, ampliando o número de municípios e de produtores beneficiados.

Outra medida aprovada foi a redução da taxa de juros para agricultores prejudicados pelo ciclone que aconteceu na região Sul do País, entre os dias 30 de junho e 1° de julho desde ano. O CMN autorizou aos agentes financeiros para que os agricultores familiares, atendidos pelo Pronaf, possam acessar o crédito de custeio e investimento com as taxas de juros mais baixas aplicadas ao programa (2,75% a.a.), no decorrer de todo o ano agrícola 2020/2021.